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Floresta+ Amazônia: MMA destina R$ 5 milhões em pagamento por serviços ambientais a agricultores do Amapá

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo do Amapá realizaram, na última quinta-feira (5/3), em Macapá (AP), um evento para homenagear 368 agricultoras e agricultores familiares que receberam pagamento por serviços ambientais (PSA) no âmbito do projeto Floresta+ Amazônia. A iniciativa recompensa quem protege e recupera a floresta, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 

Ao todo, foram repassados R$ 5 milhões na primeira rodada de pagamentos de PSA em 2026. No projeto, o Amapá é o segundo estado em volume de recursos destinados aos agricultores, atrás apenas do Pará. 

“O Floresta+ reconhece quem produz e, ao mesmo tempo, preserva a Amazônia. No Amapá, contando também com os dois lotes de pagamento anteriores, já são R$ 8,5 milhões pagos aos agricultores, correspondentes a uma área conservada superior a 30 mil hectares. Esse resultado só foi possível graças à cooperação entre o governo federal, o PNUD e o governo do Amapá”, ressaltou a diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, Roberta Cantinho. 

O governador do Amapá, Clécio Luis, destacou que o projeto é “revolucionário” e que “reconhece o papel da agricultura e do agricultor não só na produção de alimentos, mas também na preservação da floresta e do meio ambiente. Mostra que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo”. 

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Reconhecimento de quem conserva 

Ao todo, 140 agricultores de 13 municípios do estado participaram da cerimônia e receberam placas e certificados como prestadores de serviços ambientais. 

Entre eles estava André Luiz da Silva, que se descreve como “alguém que gosta de preservar”. Com os recursos do projeto, planeja investir em melhorias em sua terra no Assentamento Nova Colina, no município de Porto Grande.  

“Eu só fiz uma abertura bem pequena para minha casa e meu plantio. O Floresta+ é uma grande ajuda porque eu estava sem condições de me manter. Com esse dinheiro, vou fazer melhorias no meu terreno porque quero morar ali”, contou. 

Outra contemplada foi a agricultora Socorro Tavares, do assentamento Matão do Piaçacá, em Santana. “Foi muito importante esse projeto chegar às minhas mãos para que eu possa ampliar o que já estamos desenvolvendo, como o plantio de cacau, banana e açaí. Veio em boa hora”. 

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Nesta rodada, os provedores de serviços ambientais preservaram, em conjunto, 19,1 mil hectares de vegetação nativa, recebendo pagamentos que variam de R$ 1,5 mil a R$ 28 mil. 

“O Floresta+ Amazônia é a maior política de Pagamento por Serviço Ambiental do Brasil. É uma remuneração direta por um serviço prestado, transfere renda para o trabalhador e consolida um modelo de desenvolvimento muito mais sustentável”, reforçou Carlos Casteloni, assessor técnico do projeto. 

Floresta + Amazônia 

O Floresta+ Amazônia é uma iniciativa do Governo do Brasil, coordenada pelo MMA e implementada pelo PNUD, com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF). 

O projeto tem como objetivo reconhecer e remunerar financeiramente quem protege e recupera a floresta na Amazônia Legal, contribuindo para a redução do desmatamento, o fortalecimento da agenda climática brasileira e a promoção de uma sociobioeconomia baseada no desenvolvimento sustentável nos territórios amazônicos. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA  

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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