Política Nacional

Documentário ‘Quando Elas se Movimentam’ chega à TV comercial

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O documentário Quando Elas se Movimentam, produzido pela TV Senado e dirigido pela cineasta Susanna Lira foi veiculado em horário nobre na TV comercial aberta nessa segunda-feira (9). Com o tema Falas Femininas, o filme foi exibido na “Tela Quente”, como primeiro documentário do projeto “Falas”, da Rede Globo, que vai trabalhar seis temas relacionados a equidade e diversidade. O documentário também foi projetado para os integrantes do programa Big Brother Brasil.

Inspirado na célebre frase da ativista norte-americana Angela Davis “quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, o documentário narra a história de três mulheres negras cujas trajetórias pessoais foram transformadas pelo impacto de novas leis.

Para a diretora da Secretaria de Comunicação do Senado, Luciana Rodrigues, a exibição do documentário em TV aberta e rede nacional é um marco para o Senado. Ela defende que, ao dar visibilidade às trajetórias de mulheres negras que ampliaram as próprias possibilidades de participação social a partir de políticas públicas, a TV Senado cumpre uma missão de aproximar o Legislativo da população, mostrando que as decisões tomadas aqui têm rosto, voz e transformam realidades.

— Estar na programação da Rede Globo e de outros canais, por meio de chamada pública, amplia esse alcance e reforça o papel do Senado como uma instituição comprometida com a democracia, a inclusão e a construção de oportunidades, fortalecendo a confiança da sociedade no trabalho legislativo — afirmou.

A diretora do documentário, Susanna Lira, conta que ficou emocionada ao ser informada que a obra havia sido a escolhida para estrear o projeto “Falas Femininas”. Susanna é documentarista há 30 anos e tem a trajetória marcada pela produção de filmes com protagonismo feminino. A parceria entre Susanna e a TV Senado surgiu de um convite da emissora para produzir um filme em comemoração aos 200 anos da Casa.

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— Para mim foi muito simbólico poder fazer esse filme com essas três mulheres negras falando sobre a importância dos direitos adquiridos no Brasil por meio das leis aprovadas no Senado. Foi uma experiência arrebatadora, porque são histórias muito potentes. Ter oportunidade agora de chegar em todos os lares brasileiros está sendo para mim uma experiência incrível — conta.

Histórias

O filme apresenta Angélica, a primeira universitária do Quilombo Júlio Borges; Antônia, juíza que começou a vida como empregada doméstica; e Luana, atriz que leva a força da negritude aos palcos e à arte, seguindo os passos da avó, Chica Xavier. As histórias dessas mulheres simbolizam conquistas que transcendem o individual e representam a luta e a resistência coletiva do povo negro ao longo do tempo.

Ao saber da exibição, Antônia Faleiros ressaltou a importância do documentário e de ele ser disponibilizado ao maior número de pessoas, como forma de inspiração. Antônia defende que direitos não são benesses, são conquistas que nascem das lutas sociais.

— A casa legislativa, quando vota a lei, quando consolida o direito em forma de comando exigível, ela atua como uma caixa de ressonância dos anseios populares. Somos capazes de mudar o nosso entorno, e mudando o nosso mundo mudamos o mundo ao nosso redor — disse.

A servidora Lorena Maria e Silva participou da idealização do filme. Como um produto pensado para comemorar os 200 anos do Senado, ela contou que o maior desafio foi conseguir construir um produto capaz de falar com a sociedade sobre o bicentenário da Casa.

— A gente queria falar da relevância do Senado, mas sob outra perspectiva. Mas 200 anos é muita coisa para um documentário. Então pensamos em contar histórias, histórias de personagens reais, gente real. Pensando nisso, quem são as pessoas mais contempladas pelas leis? Ou que precisam que essa instituição funcione bem para que a gente consiga ter uma sociedade mais igual? As mulheres pretas, a base da pirâmide — explicou.

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Respondendo ao chamado

A exibição do documentário pela Rede Globo foi realizada devido a um edital publicado em fevereiro de 2025 com uma chamada pública para licenciamento não oneroso do filme. O documento previa o licenciamento para exibição em plataformas de vídeo por demanda, canais lineares de TV por assinatura e canais de TV aberta.

O filme foi lançado no Cine Brasília em março de 2025, em uma exibição gratuita e aberta ao público. Segundo a coordenadora-geral da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, essa foi a ocasião em que ficou evidente a importância de ampliar o público do documentário.

— Nós vimos a reação das pessoas, uma reação muito positiva. Percebemos que o filme tinha um potencial de atrair mais público e atrair de um jeito leve para um tema que é tão importante para a sociedade brasileira, mas que normalmente não é discutido, ou é discutido em bolhas, em nichos específicos — recordou.

A chamada surgiu então desse desejo em aumentar o alcance do documentário e buscar um público que tradicionalmente não assiste à TV Senado. A primeira resposta veio da Globoplay, que disponibilizou o filme na própria plataforma. Em seguida, demonstraram interesse o canal Futura, o Sesc TV, e a Rede Legislativa.

Aniversário de 30 anos

O documentário ganhou projeção exatamente na semana de comemoração dos 30 anos da TV Senado. Nesta quarta (11), será realizada uma sessão especial em homenagem à emissora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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