Cuiabá

Baixinha alerta para dificuldade de acesso a leitos de UTI em Cuiabá

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Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli 
A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) chamou atenção, durante a sessão desta terça-feira (10), para a dificuldade de acesso a leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital.
Segundo a parlamentar, o gabinete tem recebido com frequência pedidos de ajuda de familiares de pacientes internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que aguardam transferência para hospitais por falta de vagas.
Baixinha destacou que, em muitos casos, as famílias acabam recorrendo à Justiça para conseguir uma vaga.
“Recebo muitas mensagens de pessoas desesperadas porque o familiar está na UPA precisando de um leito de UTI e simplesmente não tem vaga. Muitas vezes é preciso entrar com um pedido na Justiça para conseguir essa transferência”, relatou.
A vereadora também explicou que a regulação dos leitos de UTI é de responsabilidade do governo do estado, o que acaba dificultando a transferência de pacientes atendidos nas unidades municipais.
“Hoje, a Prefeitura de Cuiabá, muitas vezes, fica de mãos amarradas, porque não pode simplesmente transferir um paciente para um hospital sem autorização do Estado”, afirmou.
Durante a fala, Baixinha citou um caso recente de uma idosa de 85 anos que aguardava com urgência por um leito de UTI e só conseguiu a transferência após decisão judicial.
A parlamentar ressaltou ainda que Cuiabá possui cerca de 690 mil habitantes e aproximadamente 200 leitos de UTI, além de atender pacientes encaminhados de outros municípios.
Ao final, Baixinha reforçou a necessidade de ampliar a oferta de leitos e melhorar o acesso da população aos serviços de saúde.
“Todos têm direito à saúde. Precisamos melhorar esse sistema para que as pessoas não precisem passar pelo sofrimento de esperar por um leito em um momento tão difícil”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Consultório na Rua ultrapassa 4,7 mil atendimentos a pessoas em situação de rua em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, mantém o Consultório na Rua, serviço voltado ao atendimento da população em situação de rua. As equipes já realizaram 4.714 atendimentos de janeiro até 23 de setembro de 2026. Os dados estão inseridos e documentados no e-SUS PEC.

Atualmente, 1.907 pessoas em situação de rua estão cadastradas no serviço. Do total de atendimentos realizados neste ano, 3.665 foram destinados a homens e 1.049 a mulheres. Embora o atendimento contemple todas as faixas etárias, a maior concentração está entre pessoas de 40 a 64 anos.

O Consultório na Rua é uma estratégia da Atenção Primária à Saúde que leva o atendimento diretamente aos territórios onde estão as pessoas em situação de rua. A proposta é facilitar o acesso ao SUS e garantir acompanhamento para uma população que, muitas vezes, enfrenta dificuldades para chegar aos serviços convencionais de saúde.

As duas equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e contam com enfermeiros, médicos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, psicólogos e profissionais de saúde bucal.

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Entre os serviços ofertados estão consultas, curativos, testagens rápidas, coleta de exames para investigação de tuberculose, acompanhamento de tratamentos, distribuição de insumos de prevenção e encaminhamentos para outros serviços da rede de saúde e da assistência social.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a atuação no território permite aproximar os serviços públicos de saúde da população em situação de rua.

“O Consultório na Rua é uma estratégia importante para garantir que o atendimento chegue até as pessoas que mais precisam. A equipe vai até onde essa população está, identifica as necessidades e oferece o cuidado necessário, além de fazer os encaminhamentos para os demais serviços da rede. É uma forma de ampliar o acesso à saúde e fortalecer o atendimento do SUS”, afirmou Deisi Bocalon.

Segundo a secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, o trabalho das equipes não se limita ao atendimento realizado no momento da abordagem, mas envolve também o acompanhamento e a articulação com outros serviços.

“A equipe consegue acompanhar o usuário no próprio território, identificar as demandas e construir os encaminhamentos necessários. O atendimento começa na rua, mas o cuidado pode continuar em outros pontos da rede, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explicou Cinara Brito.

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Além das consultas e procedimentos, os profissionais também realizam ações de prevenção, acompanhamento de doenças e orientação em saúde. Quando necessário, os usuários são encaminhados para unidades básicas, serviços especializados e demais equipamentos da rede municipal.

O trabalho também envolve articulação com a assistência social, permitindo que as equipes atuem de forma integrada diante das diferentes necessidades apresentadas pela população atendida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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