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Preços do frango recuam no atacado diante de excesso de oferta no mercado brasileiro

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Mercado de frango mantém viés de baixa no Brasil

O mercado brasileiro de carne de frango apresentou preços mistos no atacado e estabilidade no frango vivo ao longo da semana. Apesar de algumas oscilações pontuais, o cenário ainda indica tendência de queda nas cotações, segundo análise da Safras & Mercado.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, o principal fator que pressiona o mercado é o desequilíbrio entre oferta e demanda, com disponibilidade elevada de produto.

Segundo ele, diante desse cenário, o setor precisa adotar medidas para equilibrar o mercado.

“Reduzir o alojamento de pintainhos de corte se torna imprescindível neste momento, especialmente porque as exportações enfrentam riscos em duas frentes distintas”, explica Iglesias.

Entre os fatores que geram preocupação para o setor estão:

  • O conflito no Oriente Médio, que pode afetar rotas e demanda internacional
  • Casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Uruguai e na Argentina
  • Registros da doença em aves silvestres no Rio Grande do Sul
Excesso de oferta pressiona preços no atacado

Segundo a Safras & Mercado, os preços da carne de frango no atacado registraram queda na maioria dos cortes durante a semana, reflexo de um ambiente ainda marcado por excesso de oferta.

De acordo com Iglesias, o elevado alojamento de pintainhos de corte nos meses de dezembro e janeiro contribuiu para ampliar a disponibilidade de aves no mercado.

A expectativa do setor é que o cenário comece a se ajustar nos próximos meses.

“A recente decisão de descarte de matrizes pode contribuir para a normalização da oferta a partir de abril”, afirma o analista.

Exportações seguem firmes, mas logística está mais cara

Mesmo com o cenário internacional mais instável, as exportações brasileiras de carne de frango seguem em bom nível. No entanto, a logística tem se tornado mais onerosa.

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Segundo Iglesias, empresas têm adotado rotas alternativas para garantir a chegada do produto aos destinos internacionais, o que eleva os custos operacionais.

Além disso, desde o início da guerra no Oriente Médio, fretes marítimos e seguros de transporte registram aumentos frequentes, tornando as operações de exportação mais caras.

Preços dos cortes congelados registram queda no atacado

Levantamento da Safras & Mercado mostra que diversos cortes congelados tiveram redução de preços no atacado de São Paulo ao longo da semana.

Atacado – cortes congelados:

  • Peito: caiu de R$ 9,30 para R$ 8,50/kg
  • Coxa: recuou de R$ 6,35 para R$ 6,25/kg
  • Asa: subiu de R$ 10,00 para R$ 10,50/kg

Distribuição:

  • Peito: de R$ 9,50 para R$ 8,70/kg
  • Coxa: permaneceu em R$ 6,50/kg
  • Asa: avançou de R$ 10,50 para R$ 10,75/kg
Cortes resfriados também registram oscilações

No segmento de cortes resfriados, o comportamento de preços também apresentou variações ao longo da semana.

Atacado – cortes resfriados:

  • Peito: de R$ 9,40 para R$ 8,60/kg
  • Coxa: de R$ 6,45 para R$ 6,35/kg
  • Asa: de R$ 10,10 para R$ 10,60/kg

Distribuição:

  • Peito: de R$ 9,60 para R$ 8,80/kg
  • Coxa: manteve-se em R$ 6,60/kg
  • Asa: subiu de R$ 10,60 para R$ 10,85/kg
Preço do frango vivo tem estabilidade na maioria das regiões

O levantamento mensal da Safras & Mercado indica estabilidade na maioria das praças de comercialização para o frango vivo.

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Em São Paulo, o preço recuou de R$ 4,70 para R$ 4,50 por quilo.

  • Nas regiões de integração:
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,65/kg
  • Santa Catarina: R$ 4,65/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg

Em outras regiões do país:

  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,40/kg
  • Goiás: R$ 4,45/kg
  • Minas Gerais: R$ 4,50/kg
  • Distrito Federal: R$ 4,45/kg
  • Ceará: R$ 5,50/kg
  • Pernambuco: R$ 5,40/kg
  • Pará: R$ 5,80/kg
Exportações de frango crescem em março

Os embarques brasileiros de carne de aves e miudezas comestíveis — frescas, refrigeradas ou congeladas — também seguem em ritmo positivo no mercado externo.

Nos cinco primeiros dias úteis de março, o Brasil exportou:

  • 132,314 mil toneladas de carne de frango
  • Receita de US$ 236,775 milhões

A média diária foi de:

  • 26,463 mil toneladas exportadas
  • US$ 47,355 milhões em receita

O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.789,5.

Na comparação com março de 2025:

  • Houve alta de 14,5% no valor médio diário exportado
  • Aumento de 14,7% no volume médio diário embarcado
  • Leve recuo de 0,2% no preço médio
Mercado busca equilíbrio entre produção e demanda

O setor avícola brasileiro segue atento à evolução do cenário global e às condições internas de oferta.

Com excesso momentâneo de produto no mercado doméstico e custos logísticos mais elevados nas exportações, a expectativa do setor é que ajustes na produção e na oferta contribuam para equilibrar os preços nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em Fortaleza, MPA debate desafios do setor aquícola e pesqueiro.

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A etapa cearense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), foi realizada nesta quarta-feira (17), em Fortaleza. Teve como objetivo debater propostas do setor. Contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, de pescadores, aquicultores, trabalhadores, comunidades pesqueiras e empresários da indústria de pesca do estado.

Segundo Lázaro, a relevância do Ceará é grande no cenário da Pesca e Aquicultura do país, pois o estado é o maior produtor de camarão, tem a pesca e exportação da lagosta e a pesca do atum. “Nesta conferência ouvimos a sociedade civil, os nossos pescadores, aquicultores, representantes da pesca industrial para que sejam eleitos os delegados que irão apresentar as propostas na conferência nacional, em novembro, que serão compiladas e entregues diretamente ao Presidente da República, mostrando todos os anseios da nossa pesca e aquicultura para os próximos 10 anos”, salienta.

Este evento é uma retomada histórica, visto que a última edição ocorreu em 2009. O Governo Federal reforça a participação social no setor de Pesca e Aquicultura colocando em prática o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal: “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, de monitoramento, de controle e de avaliação dessas políticas”.

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O tema da etapa nacional será: ‘De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional’, acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF). O Governo Federal reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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