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Produtores de leite enfrentam pressão no início de 2026, mas setor projeta recuperação dos preços

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Baixa remuneração marca início de ano para produtores de leite

Os primeiros meses de 2026 têm sido desafiadores para os produtores de leite, especialmente no Rio Grande do Sul. A remuneração pelo litro do produto ficou abaixo do esperado e, em muitos casos, inferior ao próprio custo de produção nas propriedades.

A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, ao analisar o cenário do setor leiteiro no início do ano.

Segundo o dirigente, os meses de janeiro e fevereiro apresentaram um quadro especialmente difícil para os produtores. Em diversas propriedades, a atividade passou a operar com prejuízo.

“Muitos produtores estão recebendo menos pelo litro entregue ao laticínio do que gastam para produzi-lo. Isso obriga o produtor a buscar alternativas para manter a atividade, como vender parte do rebanho ou recorrer a empréstimos para cobrir despesas”, explica.

Clima adverso agrava custos de produção no Rio Grande do Sul

Embora a baixa remuneração seja uma realidade observada em várias regiões do país, no Rio Grande do Sul o problema é agravado por fatores climáticos que vêm afetando a atividade nos últimos anos.

O estado enfrentou uma sequência de estiagens intercaladas com períodos de enchentes, situação que dificultou a produção de alimentos para o rebanho.

De acordo com Tang, a alimentação dos animais representa uma das maiores parcelas do custo de produção do leite.

“Quando o produtor não consegue produzir pastagem ou silagem suficientes, precisa comprar insumos no mercado, o que reduz ainda mais a margem de lucro da atividade”, destaca.

Expectativa de recuperação dos preços entre abril e junho

Apesar do cenário adverso no início de 2026, há sinais de estabilização nos preços pagos ao produtor. Segundo o presidente da Gadolando, a queda registrada em fevereiro já foi menos intensa e o início de março apresenta indícios de leve recuperação.

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A expectativa do setor é de que essa reação se consolide entre abril e junho, período em que o preço do leite tende a subir gradualmente.

Entre os fatores que podem impulsionar a demanda estão o retorno das aulas e a chegada das temperaturas mais baixas.

“Outono e inverno normalmente favorecem o consumo de leite e derivados, o que contribui para uma recuperação gradual dos preços”, afirma Tang.

Ciclo de preços não se confirmou em 2025

Historicamente, o mercado do leite apresenta comportamento cíclico, com preços mais baixos entre novembro e janeiro e recuperação ao longo do outono.

No entanto, segundo o dirigente, esse padrão não se confirmou em 2025. Mesmo durante o inverno, período em que tradicionalmente ocorre melhor remuneração ao produtor, os valores continuaram em queda.

“Esses meses são quando o produtor deveria conseguir formar um caixa para enfrentar o restante do ano. Quando isso não acontece, toda a sustentabilidade da atividade fica comprometida”, ressalta.

Clima mais ameno pode reduzir custos nas propriedades

Outro fator que pode ajudar a equilibrar a atividade nos próximos meses é a chegada de temperaturas mais amenas.

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Com o clima mais frio, diminui o estresse térmico das vacas, o que pode contribuir para melhorar a produtividade do rebanho.

Além disso, após a colheita de grãos, muitos produtores conseguem implantar pastagens de inverno, reduzindo os gastos com alimentação.

Importações de lácteos pressionam o mercado interno

Mesmo com a expectativa de recuperação nos preços, o setor segue atento a fatores externos que impactam a atividade, especialmente as importações de lácteos.

Segundo Tang, a entrada de produtos principalmente da Argentina e do Uruguai tem pressionado o mercado brasileiro e reduzido a competitividade dos produtores nacionais.

O dirigente afirma que o setor tem solicitado medidas ao governo para limitar temporariamente essas importações e avaliar instrumentos comerciais, como mecanismos antidumping.

“A entrada desenfreada de leite e derivados tem prejudicado enormemente o produtor brasileiro”, afirma.

Setor aposta em reação gradual do mercado

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas no início do ano, a expectativa dos produtores é de que o mercado apresente melhora gradual nos próximos meses.

A combinação de maior consumo sazonal, clima mais favorável e possível ajuste na oferta pode contribuir para recuperar parte da rentabilidade da atividade e aliviar a pressão sobre as propriedades leiteiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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