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Exportações do agronegócio ganham força em março e soja pode superar 17 milhões de toneladas, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo acelerado em março, com destaque para a soja, que pode ultrapassar 17 milhões de toneladas no mês. Os dados são da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, que aponta avanço nos embarques semanais e projeções positivas para o primeiro trimestre de 2026.

Embarques semanais superam 3 milhões de toneladas de soja

Na semana entre 15 e 21 de março, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,01 milhões de toneladas, com forte concentração nos principais portos do país .

Entre os destaques logísticos:

  • Porto de Santos lidera com mais de 785 mil toneladas embarcadas
  • Paranaguá registra aproximadamente 398 mil toneladas
  • São Luís/Itaqui e Barcarena também apresentam volumes expressivos

Além da soja, o Brasil exportou:

  • 377 mil toneladas de farelo de soja
  • 235 mil toneladas de milho
Volumes menores de trigo e sorgo

Os dados reforçam o papel estratégico dos portos do Arco Norte e do Sudeste na movimentação das commodities agrícolas.

Março pode registrar recorde nas exportações de soja

As projeções da ANEC indicam que o Brasil pode exportar entre 15 milhões e 17,6 milhões de toneladas de soja em março, com estimativa média próxima de 16,3 milhões de toneladas .

Leia mais:  Exportações de soja do Brasil devem atingir 15,87 milhões de toneladas em março, projeta Anec

Se confirmado, o volume representará um dos maiores já registrados para o mês, consolidando o país como principal fornecedor global da oleaginosa.

No acumulado do ano, as exportações de soja devem variar entre 26,2 milhões e 28,8 milhões de toneladas.

Exportações totais podem ultrapassar 41 milhões de toneladas em 2026

Considerando todos os produtos acompanhados pela ANEC — soja, milho, farelo, trigo, DDGS e sorgo — o Brasil pode atingir entre 38,4 milhões e 41,1 milhões de toneladas exportadas em 2026 .

Somente nos primeiros meses do ano:

  • Janeiro somou 7,7 milhões de toneladas
  • Fevereiro atingiu 11,7 milhões de toneladas
  • Março deve superar 19 milhões de toneladas

O crescimento reflete a forte demanda internacional e o avanço da colheita no Brasil.

Milho e farelo de soja também avançam em março

Além da soja, outros produtos do agronegócio brasileiro apresentam desempenho positivo nas exportações.

Para março, a ANEC projeta:

  • Milho: cerca de 2,66 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: aproximadamente 868 mil toneladas

Os volumes indicam recuperação em relação a fevereiro e reforçam a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Comparação com 2025 mostra avanço no início do ano

Na comparação anual, os dados mostram crescimento relevante em janeiro de 2026 frente ao mesmo período de 2025, especialmente nas exportações de soja.

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Já em fevereiro, houve leve recuo, enquanto março tende a apresentar novo avanço, mantendo o ritmo positivo no acumulado do primeiro trimestre .

Logística e demanda global sustentam desempenho

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado a fatores como:

  • Ritmo da colheita da safra de verão
  • Forte demanda internacional, especialmente da Ásia
  • Eficiência logística nos portos brasileiros
  • Competitividade do produto nacional no mercado global

O line-up de embarques segue indicando fluxo intenso ao longo das próximas semanas, o que deve manter o Brasil em posição de destaque no comércio internacional de grãos.

Perspectiva: ritmo deve continuar forte no curto prazo

A tendência para o curto prazo é de continuidade no ritmo elevado de embarques, principalmente de soja, impulsionado pela safra recorde e pela demanda externa aquecida.

Apesar de possíveis ajustes logísticos e variações no carregamento, o cenário segue positivo para as exportações do agronegócio brasileiro em 2026, com volumes robustos já no início do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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