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MPA lança consulta pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA – Juntos pelo Agro), realizou o lançamento da Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), nesta quinta-feira (19), em Brasília. O evento também fez alusão ao Dia da Aquicultura, comemorado em 20 de março.

Com um prazo de execução de 10 anos (2026-2036), o Plano tem a proposta de ser um instrumento estruturante para orientar o crescimento ordenado, competitivo e ambientalmente responsável da aquicultura. A consulta pública do Plano já está disponibilizada na plataforma do Brasil Participativo. A partir do dia 20 de março, o Plano estará aberto para contribuições da sociedade civil. 

O ministro do MPA, André de Paula, destacou o protagonismo econômico que a aquicultura tem no Brasil e os impactos positivos do plano para o setor. “É um trabalho que fortalece e envolve toda a cadeia produtiva da aquicultura no país, para crescer o investimento na área e estabelecer caminhos para vencer desafios”. Além disso, o ministro ressaltou a presença de membros do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) no evento, contribuindo para aproximar as políticas públicas do ministério com os conselheiros da pesca e aquicultura.

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Para a coordenadora Nacional de Agronegócio do Sebrae, Cláudia Stehling, o Plano favorece o diálogo qualificado com o setor produtivo e o poder público. “O Plano apresenta diretrizes que promovem o crescimento sustentável e responsável da aquicultura. Elas direcionam para políticas públicas estruturadas que geram impactos concretos na vida dos empreendedores e da economia local”, afirmou.

O representante da CNA e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Tom Prado, relatou que o Plano tem uma grande oportunidade de transformar todo o potencial aquícola em realidade. “Queremos políticas públicas de resultados no campo e nas águas, e o diálogo do poder público com os produtores pode apresentar avanços significativos para o setor”, contou.

De acordo com a secretária Nacional da Aquicultura do MPA, Fernanda Gomes, a participação dos parceiros na construção do Plano tem sido fundamental para o êxito do projeto. “Agradecemos a colaboração dos parceiros e do setor produtivo, que contribuem para essa atividade estratégica para o desenvolvimento sustentável brasileiro, que gera emprego e renda em diferentes regiões do país”. Ela também apresentou as principais diretrizes do Plano, que se baseiam na Inovação, Competitividade e Transição para a Economia Azul.

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A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apontou que o Plano ajudará na estruturação do trabalho na aquicultura. “A economia azul contribui para a economia verde com trabalho integrado e investimentos em ciência e tecnologia. Esse ecossistema fortalecido garante um setor aquícola sustentável e produtivo”, finalizou.

O Plano

O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura é o instrumento que transforma as diretrizes do ProAqui em ações concretas em todo o país. Ele organiza metas, prioridades, indicadores e responsabilidades, orientando políticas públicas para estruturar, qualificar e expandir a aquicultura brasileira de forma integrada, sustentável e inclusiva.

A elaboração do Plano foi fundamentada em uma metodologia participativa, estruturada a partir da realização de oitivas setoriais, concebidas como instrumentos de escuta qualificada e construção coletiva de políticas públicas.

Mais informações sobre a Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Conama aprova resolução sobre uso responsável do fogo

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O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, na última quarta-feira (10/6), resolução que amplia a segurança jurídica, padroniza procedimentos e fortalece a gestão integrada do uso do fogo. A deliberação ocorreu durante a 150ª Reunião Ordinária do Plenário, realizada na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. 

A norma estabelece critérios e condições mínimas para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), utilizada para realizar queima controlada com finalidades agrossilvipastoris em locais cujas peculiaridades justifiquem o uso do fogo controlado. 

Ao destacar as ações já em curso para prevenir e combater incêndios florestais, Capobianco relembrou o desafio imposto pelo El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas, o que pode provocar secas severas e risco de incêndios florestais de grandes proporções. 

Temos um desafio grande pela frente, com a chegada de um El Niño potencialmente intenso, o que vai exigir muito de nós. Será uma oportunidade para nós mostrarmos para a sociedade brasileira como essa integração pode fazer diferença”, ressaltou. 

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Na ocasião, também foi aprovada uma moção proposta pela sociedade civil que recomenda ao poder público a adoção de medidas preventivas, sistemas de alerta e protocolos de redução de riscos, diante da possibilidade um El Niño de forte intensidade.  

Também estavam presentes da reunião o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, e a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Senna.  

Unidades de Conservação e substâncias perigosas 

Outras duas resoluções foram aprovadas pelo Conselho. Uma delas amplia a possibilidade de enquadramento de Unidades de Conservação (UCs) no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A medida objetiva ampliar a integração, a visibilidade e a consolidação das áreas protegidas brasileiras. 

Já a outra estabelece restrições ao uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos eletroeletrônicos fabricados, distribuídos e comercializados no Brasil. A normativa visa reduzir impactos ambientais e riscos à saúde humana, alinhando o país às melhores práticas internacionais e fortalecendo a economia circular. 

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Outras decisões 

Além disso, duas moções apresentadas por conselheiros da sociedade civil abordam temas estratégicos da agenda ambiental. Uma delas destaca a necessidade de definição de diretrizes nacionais e de salvaguardas socioambientais e climáticas para o licenciamento ambiental de data centers no Brasil. 

A outra defende a criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Chapadinha, na Chapada Diamantina (BA). De acordo com entidades ambientais locais, há registros crescentes de violência armada contra lideranças da região. 

Outros três temas permaneceram na pauta e voltarão a ser discutidos na próxima reunião. Eles tratam da elaboração dos Planos para Episódios Críticos de Poluição do Ar, da revisão das condições e dos padrões de lançamento de efluentes em corpos d’água e do licenciamento ambiental da aquicultura.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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