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Discurso da ministra Marina Silva na abertura do Segmento de Alto Nível da COP15

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Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas e Diretora-Executiva Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Sra. Elizabeth Mrema;

Secretária-Executiva da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS), Sra. Amy Frankel;

Presidente designado da COP15 da CMS e Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Sr. João Paulo Capobianco;

Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sr. Herman Benjamin;

Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, Sr. Eduardo Riedel;

Prefeita da Cidade de Campo Grande, Sra. Adriane Lopes;

Quero cumprimentar também Eloy Terena, secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI);

Édipo Araújo, secretário-executivo do Ministério da Pesca;

E o senador Nelzinho Trad. 

Quero cumprimentar também a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita; 

E o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Mauro Pires. 

Demais autoridades, senhoras e senhores, 

É uma honra dirigir-me a todos vocês neste importante Segmento de Alto Nível, onde nos unimos por um propósito comum: proteger as condições que promovem e sustentam a vida na Terra.

Esta é apenas a segunda vez que a COP das Espécies Migratórias é realizada na América Latina. Não é por acaso que estamos aqui hoje nesse úmido e fluido berçário de tantas formas de vida, que é o nosso lindo e acolhedor Pantanal.

Vivemos um momento decisivo, onde a crise climática e a perda de biodiversidade já impactam a vida de inúmeras formas de existência, dentre elas, milhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis.

Só para se ter uma ideia das vulnerabilidades que são afetadas, o panorama social divulgado pela CEPAL no final do ano passado, aponta que 9,8% da população latino-americana vive em pobreza extrema, o que significa 2,1 pontos percentuais acima do registrado em 2014, quando o Equador sediou a COP-11 da Convenção. Tivemos ali um agravamento dessa situação ao que se refere a essas desigualdades.

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Às portas do nosso magnífico bioma Pantanal, precisamos reconhecer que os desafios que enfrentamos são profundos. A perda de habitats, a sobre-exploração, a mudança do clima, a poluição e as espécies invasoras são alguns dos fatores de pressão que devem ser endereçados para assegurar a sobrevivência das espécies migratórias.

Proteger espécies migratórias significa também proteger os ecossistemas e a conectividade que sustenta a vida no planeta — dos rios da Amazônia aos oceanos e rotas aéreas que conectam continentes.

Nesta COP, temos a oportunidade de ampliar a proteção de espécies e fortalecer a cooperação internacional, garantindo que as rotas migratórias permaneçam seguras para as próximas gerações.

O Brasil está ampliando suas áreas protegidas e fortalecendo suas políticas de biodiversidade, com instrumentos como a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB), que mobiliza todo o governo em torno das metas para 2030, e com o fortalecimento dos Planos de Ação Nacional para Espécies Ameaçadas, além de outros planos que são igualmente convergentes, como é o caso do Plano Clima, do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, de Combate à Desertificacão e todos eles convergem para a proteção dessas espécies e os seus habitats. 

Reafirmamos, assim, nosso compromisso de trabalhar com todos os países para conservar as espécies migratórias e promover a recuperação de seus habitats em escala global.

Em um contexto geopolítico tão desafiador como o atual, as guerras, sejam elas bélicas ou tarifárias, minam a disposição para a cooperação e cauterizam os sentimentos de solidariedade. Mas precisamos trabalhar juntos, de mãos dadas, porque esses animais silvestres nos ensinam que, tal como a natureza não reconhece fronteiras, a cooperação e a solidariedade também têm o poder de flexibilizá-las em prol do bem comum. E, juntamente com isso, vocês mostram hoje, aqui, que é possível nos unirmos em torno desse bem comum com vossas presenças. 

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Senhoras e Senhores,

Diante de tantas incertezas, a cada dia agravadas em função de medidas unilaterais, façamos desta COP15 um verdadeiro momento de contundente defesa do multilateralismo, a única forma de resolvermos os nossos problemas.

Unamos, façamos os esforços para coordenar em ações para promover cada vez mais a conectividade ecológica, sobretudo estabelecendo sinergias com outros acordos multilaterais ambientais.

Vejo aqui minhas parceiras da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Sra. Astrid Schomaker, da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), Sra. Ivonne Aguero, e da Convenção de Ramsar sobre Zonas Úmidas, Sra. Musonda Mumba, que também comparece aqui hoje para reforçar os laços verdes e azuis que nos ligam nessa luta para proteger essas espécies tão importantes. 

Termino agradecendo a participação de todos os painelistas que aqui se encontram para manifestar suas contribuições individuais, que permitirão uma rica troca de experiências e perspectivas. Contem com o Brasil para fazer com que os bons exemplos possam ganhar escala. O presidente Lula fez questão de vir aqui, daqui a pouco estará entre nós, para reafirmar o compromisso do Brasil como um governo com uma política que seja capaz de valorizar os esforços multilaterais, mas ao mesmo tempo liderar pelo exemplo fazendo o dever de casa e os respectivos resultados nacionais. 

Muito obrigada!

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Tucunaré: o guardião dos filhotes nas águas brasileiras

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Encontrado em rios, lagos e áreas alagadas de diferentes regiões do Brasil, o tucunaré é um dos peixes de água doce mais conhecidos do país. Além da coloração marcante, que varia entre tons de amarelo, verde, azul e vermelho, a espécie também se destaca por um comportamento pouco comum no mundo dos peixes: o cuidado com os filhotes.

Após a reprodução, o casal constrói ninhos e permanece próximo aos ovos e aos alevinos, protegendo a prole contra possíveis predadores. Esse cuidado parental aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes e faz do tucunaré uma exceção entre muitas espécies de peixes de água doce.

Existem 16 espécies de tucunaré identificadas, sendo 14 delas encontradas no Brasil. Cada uma apresenta padrões diferentes de cores e manchas, mas todas compartilham uma característica marcante: uma mancha arredondada próxima à cauda, conhecida como ocelo, que ajuda na identificação da espécie.

Com hábitos diurnos, o tucunaré vive principalmente em lagos, lagoas e áreas de remanso dos rios, onde caça peixes menores e camarões. Sua combinação de cores vibrantes, comportamento protetor e diversidade faz do tucunaré um dos grandes símbolos da biodiversidade dos rios brasileiros.

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O Tucunaré está na lista das espécies-alvo da pesca amadora e esportiva de acordo com o banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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