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Boi gordo sobe com exportações firmes e oferta ajustada, aponta relatório do Itaú BBA

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Preço do Boi Gordo Avança com Oferta Mais Restrita

O mercado do boi gordo registrou valorização relevante ao longo de fevereiro, impulsionado por um cenário de oferta mais ajustada e demanda externa aquecida. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, a arroba no estado de São Paulo avançou mais de R$ 20 em relação a janeiro, refletindo esse equilíbrio entre oferta e consumo.

A redução na oferta foi evidenciada pela queda nos abates. Dados preliminares indicam que:

Os abates de fêmeas recuaram 9% no comparativo anual;

  • Os abates de machos caíram 3%;
  • O volume total abatido no primeiro bimestre foi 5% menor que no mesmo período de 2025.

Esse movimento reforça a transição do ciclo pecuário para uma fase de menor disponibilidade de animais.

Exportações Sustentam Demanda e Impulsionam Mercado

Do lado da demanda, o destaque segue sendo o mercado externo. As exportações de carne bovina brasileira continuam em ritmo forte, com crescimento expressivo:

  • Alta de 24% em fevereiro na comparação anual;
  • Avanço de 26% no acumulado do primeiro bimestre.

A China permanece como principal destino, com embarques elevados possivelmente ligados à antecipação de compras antes da aplicação de tarifas mais altas. Outros mercados também apresentaram crescimento relevante, como Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito e Emirados Árabes.

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Apesar do bom desempenho das exportações, o relatório aponta que o spread da exportação recuou, pressionado pelo aumento do custo do boi gordo, que subiu mais que o preço da carne no mercado internacional.

Mercado Interno: Valorização Menor e Pressão nos Spreads

No mercado doméstico, a valorização também foi observada, mas em menor intensidade. A carcaça casada registrou alta de 3,7% em fevereiro, abaixo da valorização do boi gordo.

Com isso, houve compressão das margens da indústria:

  • O spread da carcaça recuou de 8% para 5%, ainda em patamar considerado satisfatório historicamente.

Esse cenário indica que, embora os preços estejam firmes, a pressão de custos segue sendo um ponto de atenção para frigoríficos.

Conflito no Oriente Médio Eleva Incertezas

O relatório também destaca que o conflito no Oriente Médio adiciona um novo fator de risco ao mercado. Os impactos são mais indiretos, principalmente sobre:

  • Custos logísticos;
  • Fretes internacionais;
  • Cadeias globais de suprimento.

Apesar disso, a relevância da região para a carne bovina brasileira é menor em comparação a outras proteínas, o que limita impactos diretos mais severos.

Cenário Estrutural Segue Positivo para a Pecuária

Mesmo com a volatilidade de curto prazo, o Itaú BBA avalia que o cenário estrutural para a pecuária de corte permanece favorável. O mercado deve continuar sustentado por:

  • Oferta mais restrita de gado, em função do ciclo pecuário;
  • Demanda global aquecida, especialmente da China;
  • Perspectiva de preços mais firmes no médio prazo.
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A tendência é de que, com uma eventual redução das tensões geopolíticas, o mercado volte a se alinhar ainda mais aos seus fundamentos, reforçando o suporte aos preços do boi gordo.

Reposição Cara Exige Atenção do Produtor

Um dos principais pontos de alerta destacados no relatório é o encarecimento da reposição, que deve continuar pressionando os custos da atividade.

Esse cenário exige maior atenção dos pecuaristas, especialmente na gestão de risco. O Itaú BBA reforça a importância de:

  • Aproveitar oportunidades de hedge na bolsa;
  • Planejar compras de reposição com estratégia;
  • Adotar sistemas produtivos mais eficientes.
Perspectivas: Volatilidade no Curto Prazo e Sustentação no Longo

O mercado do boi gordo deve continuar sensível a fatores externos no curto prazo, especialmente diante das incertezas geopolíticas. No entanto, os fundamentos seguem indicando um ambiente construtivo para os preços.

A combinação entre menor oferta, demanda internacional consistente e custos mais elevados tende a sustentar a valorização da arroba ao longo dos próximos ciclos, ainda que com episódios de volatilidade ao longo do caminho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e Conab alinham ações para fortalecer armazenagem, estoques públicos e abastecimento

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Nesta quinta-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tratar de temas estratégicos relacionados à política agrícola e ao abastecimento nacional. Entre os assuntos debatidos estiveram a modernização e ampliação da capacidade de armazenagem, a formação de estoques públicos, o acompanhamento da safra de grãos e instrumentos de apoio à comercialização e à segurança alimentar.

Durante o encontro, o ministro destacou o papel estratégico da Conab na formulação e execução das políticas públicas para o setor agropecuário. “A Conab continua sendo a principal responsável pelos levantamentos de safra, custos de produção, estoques públicos e perspectivas para a agropecuária, informações que servem de base para a construção das políticas do Ministério”, afirmou André de Paula.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a atuação da Companhia como principal braço operacional do Ministério em ações de subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Segundo ele, a atuação da Conab contribui para reduzir distorções de mercado. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

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O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, destacou a importância do diálogo institucional entre os órgãos do governo federal. “Esse diálogo com o Mapa e com o MDA é fundamental para nós. A construção da política agrícola brasileira se dá de forma conjunta entre os dois ministérios, especialmente na definição dos Planos Safra e nas ações de suporte ao produtor rural”.

Durante a reunião, também foram discutidas ações relacionadas ao Seguro Rural e ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), instrumentos voltados à proteção do produtor rural e ao financiamento de ações estratégicas para a cafeicultura brasileira. 

Outro tema abordado foi a definição dos preços mínimos para a safra de verão. O Mapa e a Conab já trabalham conjuntamente nas discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento que assegura remuneração mínima ao produtor rural em momentos de queda excessiva dos preços de mercado.

A Conab também apresentou informações sobre a capacidade de armazenagem e a gestão dos estoques públicos de alimentos no país. Atualmente, os armazéns da Companhia possuem capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas armazenadas. A Conab também trabalha em ações voltadas à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal.

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Entre as medidas debatidas, esteve a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026. A reunião também tratou da atuação brasileira em operações de ajuda humanitária internacional. A Conab participa da logística e disponibilização de alimentos destinados a ações de cooperação humanitária, incluindo o envio de arroz e leite em pó para apoio à Bolívia e ações de assistência alimentar a Cuba.

A atuação conjunta entre o Mapa e a Conab é considerada estratégica para o monitoramento da produção, do abastecimento e da comercialização de alimentos, contribuindo para a estabilidade dos mercados agropecuários e para a segurança alimentar do país.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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