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Mercado de feijão recua com demanda fraca e pressão da colheita no Sul

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Demanda enfraquecida limita negociações no mercado de feijão

O mercado brasileiro de feijão segue enfrentando um cenário de demanda fraca, conforme apontam levantamentos do Cepea. Indústrias consultadas indicam que estão com estoques abastecidos, o que reduz o ritmo de reposição e impacta diretamente a formação de preços.

Com menor interesse comprador, as negociações perderam força ao longo da última semana, refletindo em quedas nas cotações na maioria das regiões monitoradas.

Preços recuam, mas ainda superam níveis de fevereiro

Apesar da pressão recente, os dados indicam que as médias de preços parciais de março — até o dia 19 — ainda permanecem acima das registradas em fevereiro.

Esse comportamento mostra que, mesmo com a retração atual, o mercado ainda sustenta níveis relativamente firmes no comparativo mensal.

Colheita no Sul e necessidade de caixa ampliam pressão sobre o feijão carioca

No caso do feijão carioca de maior qualidade (notas 9 ou superiores), a queda nos preços está diretamente ligada ao avanço da colheita na região Sul do país, que eleva a oferta disponível no mercado.

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Além disso, em outras praças, a necessidade de geração de caixa por parte dos produtores tem contribuído para o aumento da oferta, intensificando o movimento de desvalorização.

Qualidade dos grãos influencia estratégia de venda

Para o feijão carioca de notas intermediárias (8 e 8,5), o escurecimento dos grãos tem sido um fator decisivo nas negociações.

Diante do risco de perda de qualidade e consequente desvalorização, produtores têm priorizado a liquidez, optando por vender mais rapidamente para evitar preços ainda menores no curto prazo.

Feijão preto também registra quedas generalizadas

No segmento de feijão preto, o cenário é semelhante. Pesquisadores do Cepea apontam que o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em recuos nas cotações em diversas regiões acompanhadas.

A combinação de oferta elevada e consumo moderado segue pressionando os preços.

Colheita da primeira safra avança no Brasil

No campo, dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra de feijão já alcança 65% da área cultivada no país.

O ritmo está:

  • Acima dos 61,8% registrados no mesmo período do ano passado
  • Abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 67,7%
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O avanço da colheita tende a manter a oferta elevada no curto prazo, o que pode continuar influenciando negativamente os preços.

Perspectiva: mercado segue pressionado no curto prazo

O cenário atual aponta para continuidade da pressão sobre as cotações, diante de três fatores principais:

  • Demanda retraída por parte da indústria
  • Aumento da oferta com a colheita em andamento
  • Estratégias de venda antecipada para evitar perdas de qualidade

A tendência, portanto, é de um mercado ainda cauteloso, com foco na liquidez e sensível à evolução da safra e do consumo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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