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Mapa apresenta experiência brasileira em segurança dos alimentos a países do Caribe e da América Central

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Entre os dias 8 e 13 de março de 2026, foi realizado, em Florianópolis, o segundo treinamento sobre segurança dos alimentos, no âmbito da cooperação Brasil-Singapura para terceiros países. Coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a iniciativa reuniu representantes de 11 países do Caribe e da América Central, além de Brasil e Singapura, em uma programação voltada ao intercâmbio de experiências sobre controle sanitário, rastreabilidade e oferta de alimentos seguros.

Realizado em parceria com a Singapore Food Agency (SFA), o treinamento integrou o Programa de Cooperação Brasil-Singapura com terceiros países. Ao longo da agenda, os participantes conheceram instrumentos e políticas adotados pelo Brasil nas áreas de defesa agropecuária, inspeção animal e vegetal, regulação sanitária e análise de risco, com foco em como essas frentes se articulam para que o alimento chegue com segurança ao consumidor.

Além das apresentações técnicas, a programação incluiu visitas de campo à COOPAFREN, em Santo Amaro da Imperatriz, e ao Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, aproximando o conteúdo discutido de experiências já aplicadas no Brasil.

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Na COOPAFREN, a comitiva conheceu a produção orgânica da agricultura familiar e acompanhou os processos de higienização, embalagem e rastreabilidade de hortaliças, evidenciando a relação entre organização produtiva, controle das etapas e qualidade do alimento. No Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, os representantes acompanharam a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e observaram como políticas públicas e produção local se articulam para garantir alimentos seguros e saudáveis na merenda escolar.

Ao reunir experiências de campo e políticas públicas, o treinamento demonstrou como o Brasil estrutura diferentes frentes para garantir a segurança dos alimentos. A iniciativa também destacou a atuação do Mapa na cooperação internacional e na troca de experiências com países em desenvolvimento.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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