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Troca entre soja e fertilizante dispara e pressiona poder de compra do produtor rural

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A relação de troca entre soja e fertilizantes atingiu um nível crítico para o produtor rural brasileiro, refletindo a forte pressão nos custos de insumos e reduzindo significativamente o poder de compra no campo. O cenário atual é considerado um dos mais desafiadores dos últimos anos.

Relação de troca atinge patamares históricos

De acordo com análise de Jeferson Souza, especialista em inteligência de mercado, o índice mensal de troca no porto mostra que o produtor precisa de um volume cada vez maior de soja para adquirir o MAP (fosfato monoamônico).

O indicador está próximo dos maiores níveis já registrados para o período, se aproximando dos patamares observados no início da Guerra entre Rússia e Ucrânia, quando houve forte impacto global sobre os preços dos fertilizantes.

Alta supera médias históricas e reforça pressão

A disparada da relação de troca é ainda mais evidente quando comparada a períodos anteriores:

  • 63% acima da média dos últimos 10 anos
  • 37% acima da média dos últimos 5 anos
  • 26% superior ao mesmo período da safra passada
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Os dados mostram uma mudança significativa no cenário enfrentado pelos produtores, com impacto direto na rentabilidade e no planejamento da safra.

Projeções indicam piora no curto prazo

As estimativas para as próximas safras reforçam a tendência de pressão:

  • Safra 2025/26: projeção de 33,5 sacas de soja por tonelada de MAP
  • Safra 2026/27: estimativa de 40,4 sacas por tonelada

O avanço recente chama atenção pelo ritmo acelerado, especialmente nos últimos 30 dias, indicando deterioração rápida na relação de troca.

Produtores demonstram preocupação com custos elevados

Durante agenda realizada em Rio Verde, produtores relataram preocupação com a escalada dos preços dos fertilizantes fosfatados e os impactos sobre a demanda.

O aumento expressivo nos custos levanta dúvidas sobre o comportamento das compras nos próximos meses, já que será necessário um volume maior de produção agrícola para viabilizar a aquisição dos insumos.

Mercado de fertilizantes apresenta cenários distintos

Enquanto o MAP registra forte valorização na relação de troca, o comportamento do cloreto de potássio segue diferente, sendo apontado como um ponto relevante de atenção no mercado.

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Essa divergência entre os principais fertilizantes reforça a complexidade do cenário atual e exige maior cautela dos produtores na tomada de decisão.

Perspectiva: custos elevados exigem estratégia no campo

Diante desse cenário, o produtor rural enfrenta um ambiente de maior risco e necessidade de planejamento estratégico. A evolução dos preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas será determinante para o ritmo das negociações e para a definição das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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