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Plataforma inédita que traça rota das aves migratórias nas Américas é lançada na COP15

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A trajetória de 622 espécies de aves migratórias que cruzam as Américas agora pode ser acompanhada com precisão inédita. O Atlas das Rotas Migratórias das Américas foi lançado nesta quinta-feira (26/3), durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS). A ferramenta é a primeira dedicada exclusivamente ao continente e promete revolucionar a forma como governos e gestores ambientais planejam a proteção de habitats transfronteiriços.

O presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, destacou que o Atlas é um divisor de águas para a cooperação multilateral.

“Presidir a COP15 no Brasil significa impulsionar a cooperação multilateral, que une ciência compartilhada e compromissos conjuntos para o futuro da vida no planeta. O Atlas das Rotas Migratórias das Américas é um marco nessa estratégia porque revela, com precisão e clareza inéditas, as rotas e áreas-chave das quais a sobrevivência das aves migratórias depende. Ao evidenciar esses corredores ecológicos que conectam os biomas das Américas, a plataforma se torna um argumento irrefutável para que mais nações do nosso continente se unam à Convenção. Sem proteger esses pontos de pouso, a vida migratória em todo o hemisfério estará em xeque”, afirmou Capobianco.

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Desenvolvido pela CMS em colaboração com o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell (que utiliza o conhecimento cidadão de observadores de aves por meio do banco de dados online eBird), o MMA e o USFWS, o Atlas é uma plataforma online que identifica Áreas de Concentração de Aves (ACAs) em diferentes estágios de seus ciclos anuais.

O eBird utiliza dados de milhões de observadores de aves – a chamada ciência cidadã – para mapear onde os animais se reproduzem, os locais pelos quais passam o inverno e por quais corredores migram. Estima-se que, no mundo, existam mais de 2 bilhões de observadores de pássaros que registram aves, tiram fotos e compartilham informações que são transformadas em ciência aplicada à conservação por meio do eBird.

A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, destacou o papel estratégico do Brasil nas rotas das aves migratórias. Ela lembra que além das três grandes rotas hemisféricas (Atlântica, Pacífica e Interior), há movimentos no sentido longitudinal e, ao observar as migrações, o Brasil está exatamente no centro das rotas, sendo ponto crucial para as aves.

“Realizar este lançamento no Brasil traz a mensagem clara de que a proteção de aves migratórias requer compartilhamento de responsabilidades, dados e ações ao longo de todas as rotas. Este Atlas vai ajudar os países a priorizar as ações onde é mais necessário”, comentou.

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Alerta para espécies em risco

O lançamento traz dados preocupantes: das 622 espécies mapeadas, 33 estão globalmente ameaçadas. O relatório Estado das Espécies Migratórias do Mundo (2024) aponta que 26 espécies de aves migratórias estão sob alto risco de extinção e 18 aves costeiras sofrem forte pressão com declínio severo da população. O levantamento também indica que 47% das áreas vitais para essas aves ainda não estão protegidas. Espécies como o maçarico-de-peito-amarelo (Calidris subruficollis) e o maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica) são exemplos de aves que sofrem com o declínio populacional severo devido à perda de habitat.

“Os níveis de ameaça estão aumentando e precisamos entender como enfrentá-los de forma eficaz, garantindo a cooperação entre países e diferentes atores”, explicou o chefe da equipe de espécies de aves da CMS, Iván Ramirez.

Para o governo brasileiro, o Atlas não é apenas um mapa, mas uma ferramenta estratégica de política pública. “Nesse contexto, a cooperação internacional não é opcional, é essencial”, concluiu Capobianco.

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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mato Grosso lidera agronegócio brasileiro com produção de R$ 206 bilhões e concentra 15% do VBP nacional

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Mato Grosso segue consolidado como a principal potência do agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta que o estado deverá alcançar um Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões, equivalente a cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo no Brasil.

Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária e foram compilados pelo DataHub, centro de dados econômicos vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

Mato Grosso amplia liderança no agro nacional

O Valor Bruto da Produção representa o faturamento bruto das atividades agropecuárias, calculado a partir do volume produzido e dos preços de mercado, antes de qualquer processamento industrial.

No ranking nacional, Mato Grosso aparece com ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores:

  • Minas Gerais: R$ 167 bilhões (12,09%)
  • São Paulo: R$ 157 bilhões (11,36%)
  • Paraná: R$ 150 bilhões (10,86%)
  • Goiás: R$ 117 bilhões (8,45%)

A estimativa total do VBP agropecuário brasileiro em 2026 é de R$ 1,38 trilhão.

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Soja, milho e pecuária sustentam crescimento do estado

A força do agro mato-grossense está diretamente ligada à diversidade e à escala de produção do estado.

A soja lidera a composição do VBP estadual, respondendo por 43% de toda a produção agropecuária de Mato Grosso. Em seguida aparecem:

  • Milho: 21,67%
  • Bovinocultura: 17,96%

Além disso, Mato Grosso ocupa a liderança nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos, consolidando sua posição estratégica no abastecimento interno e nas exportações brasileiras.

Agronegócio impulsiona geração de empregos em Mato Grosso

Além do forte desempenho econômico, o agronegócio segue como principal motor de geração de empregos no estado.

Nos dois primeiros meses de 2026, o setor agropecuário de Mato Grosso registrou saldo positivo de 9.066 novos empregos formais, reforçando a importância da atividade para a renda e o desenvolvimento regional.

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o crescimento do agro impacta diretamente a população.

“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, destacou.

Estado fortalece protagonismo no agronegócio global

Com produção crescente, avanço tecnológico e expansão logística, Mato Grosso amplia sua relevância no cenário global de commodities agrícolas.

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O desempenho do estado reflete a força do agronegócio brasileiro em cadeias estratégicas como soja, milho, carne bovina e algodão, setores que sustentam o saldo positivo da balança comercial e a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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