Várzea Grande
“VG Santo Peixe” leva 20 toneladas de pescado mais barato a seis pontos da cidade
Publicado
29 de março de 2026, 10:30
Durante a Semana Santa, a Prefeitura de Várzea Grande realiza, entre os dias 1º e 3 de abril, mais uma edição do “VG Santo Peixe – proteína saudável ao alcance de todos”, com a venda de pescado a preços acessíveis em diferentes pontos da cidade.
A expectativa é comercializar cerca de 20 toneladas de peixe em seis pontos de venda distribuídos pela cidade — Prefeitura, Fiotão, Praça Áurea Brás, Avenida Filinto Müller, Praça do Jardim Glória II e Praça do Jardim Imperial, facilitando o acesso da população a produtos frescos e inspecionados. Na quinta-feira (2), a programação ganha um atrativo especial com a Feira da Família (FAM), em frente à Prefeitura, em edição comemorativa da Semana Santa.
O evento reúne empresas com certificação sanitária (SIF, SISE e SIM), garantindo procedência e qualidade do pescado comercializado. Entre as opções disponíveis, o consumidor encontrará variedade de cortes e preços:
– Tambatinga eviscerada e escamada: R$ 24,67/kg
– Tambatinga eviscerada, escamada e sem espinha: R$ 32,30/kg
– Tambatinga eviscerada, sem cabeça: R$ 36,15/kg
– Ventrecha de tambatinga: R$ 43,68/kg
– Pintado eviscerado com cabeça: R$ 41,86/kg
– Postas de pintado: R$ 47,98/kg
– Filé de pintado: R$ 63,82/kg
– Filé de tambaqui, tabatinga e tambacu: R$ 61,09/kg
Para o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a iniciativa vai além da tradição. “Estamos falando de um programa que une cultura, saúde e desenvolvimento econômico. Garantimos alimento de qualidade na mesa das famílias e, ao mesmo tempo, fortalecemos os produtores e toda a cadeia do pescado no município”, afirma.
A médica veterinária Kelly Enciso destaca os benefícios nutricionais do peixe, especialmente neste período. “O pescado é uma proteína nobre, de fácil digestão e rica em ômega-3, vitaminas e minerais essenciais. É uma escolha inteligente para quem busca uma alimentação equilibrada, contribuindo para a saúde do coração e o bem-estar geral”, explica.
Várzea Grande
“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”
Publicado
12 de agosto de 2026, 22:30
Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto
Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.
“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.
Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.
A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.
Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.
A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.
“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.
A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.
Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.
Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.
SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.
“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse
Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.
E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.
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