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Dependência do Brasil do mercado chinês pressiona custos dos insumos agrícolas

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A crescente dependência do Brasil do mercado chinês tem ampliado os desafios para o setor de insumos agrícolas, pressionando custos e elevando os riscos no campo. A análise é do especialista Renato Seraphin, com base em relatório de Erwin Xue, vice-presidente da AgroPages Media, apresentado durante a CAC 2026.

Brasil lidera demanda por insumos agrícolas e amplia exposição à China

O Brasil se consolidou como o principal motor global da demanda por insumos agrícolas, especialmente agroquímicos. Esse protagonismo, no entanto, aumenta a exposição do país às oscilações do mercado chinês, hoje peça-chave na oferta global.

A feira realizada em Xangai reforça essa tendência ao apontar que movimentos de preços, oferta e logística na China impactam diretamente o custo de produção no campo brasileiro.

Mudança na formação de preços eleva custos dos insumos agrícolas

Um dos principais fatores de pressão está na mudança estrutural da formação de preços dos insumos agrícolas. Diferentemente de outros ciclos, a alta atual não é puxada pela demanda, mas sim por custos globais.

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Entre os principais fatores estão:

  • Elevação dos custos de energia
  • Alta do gás natural liquefeito no Oriente Médio
  • Instabilidade nas rotas marítimas

Esse cenário eleva o piso dos preços e reduz a previsibilidade para compras, impactando diretamente o planejamento do produtor rural.

Escassez de matérias-primas limita alternativas à China

A busca por diversificação de fornecedores encontra desafios. A Índia, considerada uma alternativa relevante, enfrenta limitações devido à escassez de matérias-primas como bromo e fósforo.

Esse contexto gera atrasos na produção e aumenta a incerteza nos contratos, elevando o risco para empresas e produtores que dependem de uma única origem de fornecimento.

Commoditização de agroquímicos reduz margens e intensifica concorrência

O mercado de agroquímicos também enfrenta um avanço da comoditização, com concentração em moléculas amplamente utilizadas, como clorantraniliprole e fluopiram.

Esse movimento intensifica a concorrência baseada em preço, reduzindo margens e levando parte da indústria a operar abaixo do ponto de equilíbrio.

Como resposta, cresce a importância de diferenciação por meio de:

  • Formulações mais eficientes
  • Serviços agregados
  • Relacionamento com o produtor
  • Tecnologias avançadas, como nanotecnologia
  • Estratégias para reduzir custos e aumentar a eficiência no agro
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Diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade, especialistas apontam caminhos para manter a competitividade no campo:

  • Diversificação de fornecedores de insumos agrícolas
  • Aumento da eficiência operacional
  • Uso de tecnologias que ampliem o desempenho produtivo
  • Gestão mais estratégica das compras

Essas medidas são essenciais para reduzir a dependência do mercado chinês, mitigar riscos e preservar a rentabilidade da produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe representantes da Abra para discutir avanços do setor de reciclagem animal

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta terça-feira (26), representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) para discutir o cenário e as perspectivas do setor no Brasil. A reunião foi realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).

Na ocasião, o ministro destacou a relevância estratégica da reciclagem animal e a importância da construção conjunta de soluções e parcerias para o fortalecimento da atividade. “Esse é um setor importante, e temos buscado, desde o início da gestão, estabelecer parcerias, abrir portas e manter um canal permanente de diálogo para construir os melhores caminhos para o segmento”, afirmou.

O Brasil recicla anualmente 100% dos resíduos derivados de estabelecimentos de abate e do varejo, consolidando-se como uma das indústrias com maior potencial de reciclagem do país. Segundo a Abra, o Brasil é o segundo maior coletor de resíduos animais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os resíduos, compostos por partes não destinadas ao consumo humano, como ossos, penas, vísceras, escamas e gordura, são transformados em produtos como farinha de carne e osso, farinha de sangue, proteína hidrolisada de frango, palatabilizantes, sebo bovino e óleo de peixe. Esses insumos são utilizados em setores como biodiesel, alimentação animal, indústria química e produção de fertilizantes.

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O setor responde por 15% da pauta exportadora do segmento. Somente em 2025, foram exportadas mais de 926,5 mil toneladas, de uma produção superior a 6,17 milhões de toneladas. O segmento também foi destaque na abertura de mercados internacionais no último ano.

Durante a reunião, os representantes da Abra apresentaram demandas relacionadas a questões regulatórias e à abertura de novos mercados, especialmente no continente asiático.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou os avanços regulatórios conduzidos pelo Ministério e a importância da habilitação sanitária das empresas para consolidar a abertura de mercados internacionais. Segundo ele, a reciclagem animal desempenha papel estratégico para a sustentabilidade e a economia circular, ao transformar resíduos em produtos de valor agregado para diferentes cadeias produtivas.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, ressaltou a relevância do setor nas negociações internacionais conduzidas pelo Ministério e reconheceu a atuação organizada da Abra na apresentação de demandas e informações técnicas. Também destacou a mobilização do segmento em torno das pautas de ampliação de mercados e fortalecimento das exportações brasileiras.

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O presidente-executivo da Abra, Décio Coutinho, enfatizou a relevância econômica, ambiental e sanitária do setor para o país. “Não existe nenhum setor mais sustentável do que esse”, afirmou ao apresentar o trabalho desenvolvido pela cadeia de reciclagem animal. Coutinho também destacou a representatividade da associação no setor. “Hoje, a Abra reúne praticamente todas as graxarias e indústrias do segmento. Temos 92% das graxarias existentes no Brasil associadas”, disse.

Fundada em 2006, a Abra atua na promoção de ações voltadas ao segmento e no fomento à geração de negócios. Atualmente, a associação reúne 264 indústrias e 71 grupos associados. O setor gera mais de 57 mil empregos no país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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