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Agronegócio paulista avança em formalização e escolaridade, aponta estudo da Fiesp

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O agronegócio do estado de São Paulo encerrou 2024 com 4,34 milhões de trabalhadores, o que representa 17,2% da população ocupada estadual e 15,3% de toda a força de trabalho do agronegócio brasileiro. Os dados fazem parte de um estudo inédito elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Cepea/Esalq-USP.

O levantamento também aponta avanços na formalização do trabalho e no nível de escolaridade dos profissionais, reforçando o perfil mais qualificado e estruturado do setor paulista.

Agroindústria lidera geração de empregos no agronegócio paulista

Entre os segmentos do agronegócio, a agroindústria foi o único a registrar crescimento no número de trabalhadores em 2024, com alta de 9,2%, o equivalente a 91.450 novos postos.

Esse avanço compensou as perdas observadas nos demais segmentos e garantiu um saldo positivo de 11.395 trabalhadores no total do setor. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas indústrias de massas, móveis de madeira, têxteis de base natural, abate de animais e bebidas.

Agrosserviços concentram maior número de trabalhadores

O segmento de agrosserviços manteve a liderança na participação da população ocupada, concentrando 51% do total, com cerca de 2,23 milhões de trabalhadores. Apesar disso, foi o setor com maior perda absoluta no período, com redução de 51.523 postos, especialmente nas áreas de comércio e transporte.

A agroindústria aparece na sequência, com 25% da população ocupada, totalizando 1,1 milhão de trabalhadores. Já o segmento primário responde por 15%, com 653 mil pessoas, refletindo uma queda significativa em relação a anos anteriores.

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O segmento de insumos, por sua vez, representa 3% da força de trabalho, enquanto o autoconsumo responde por 6%.

Segmento primário registra maior queda proporcional

A agropecuária foi o segmento com maior retração relativa em 2024, com queda de 3,9%, o que corresponde à redução de 26.403 trabalhadores. As maiores perdas ocorreram nas atividades de cana-de-açúcar, horticultura e soja.

Por outro lado, algumas atividades apresentaram crescimento, como pesca e aquicultura, produção de sementes e mudas, uva e flores e plantas ornamentais.

Formalização do trabalho segue acima da média nacional

O estudo revela que 55% dos trabalhadores do agronegócio paulista possuem carteira assinada, representando a maior parcela da população ocupada do setor.

Mesmo com oscilações ao longo dos anos, o nível de formalização se mantém acima de 80%, superior à média nacional, que gira em torno de 67%. Já os trabalhadores sem carteira assinada representam cerca de 11% do total.

A categoria de trabalhadores por conta própria também ganhou relevância, passando de 16% em 2012 para 21% em 2024, totalizando 908,5 mil pessoas.

Escolaridade avança e ensino superior ganha espaço

O nível de instrução dos trabalhadores do agronegócio paulista segue em trajetória de crescimento. Em 2024, houve redução significativa no número de pessoas sem instrução (-14,9%) e com ensino fundamental (-1,9%).

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Por outro lado, os trabalhadores com ensino médio passaram a representar 49% da população ocupada, enquanto aqueles com ensino superior atingiram 27% do total, com crescimento de 2,5% no período.

O avanço da escolaridade reflete uma demanda crescente por qualificação e maior complexidade das atividades no setor.

Participação feminina cresce no agronegócio de São Paulo

A presença feminina no agronegócio paulista continua em expansão. Entre 2023 e 2024, o número de mulheres ocupadas cresceu 1,6%, enquanto a população masculina apresentou queda de 0,6%.

O aumento da participação feminina está ligado, principalmente, ao crescimento das atividades fora da porteira, como agroindústria e agrosserviços, onde há maior inserção de mulheres.

Em 2024, o setor contabilizou 2,61 milhões de homens e 1,73 milhão de mulheres, com crescimento acumulado superior entre o público feminino no período analisado.

Estrutura do agro paulista evidencia perfil mais industrializado

Os dados reforçam uma característica estrutural do agronegócio paulista: a predominância de atividades fora da porteira, especialmente agroindústria e serviços.

Esse perfil difere do cenário nacional, onde a agropecuária concentra maior parcela da ocupação. Em São Paulo, o modelo mais industrializado contribui para maior formalização, qualificação da mão de obra e diversificação das atividades econômicas no setor.

Mercado de Trabalho do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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