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Mancha-branca avança no milho do Sul do Brasil e alerta produtores para risco de perda de produtividade

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Mancha-branca se intensifica na segunda safra de milho

Com a evolução da segunda safra de milho no Sul do Brasil, os meses de março e abril concentram uma das etapas mais críticas do manejo fitossanitário: o controle da mancha-branca. Favorecida por noites frias, dias quentes e alta umidade, a doença atinge principalmente folhas do terço superior da planta, interferindo no enchimento de grãos e na produtividade final.

Condições climáticas aceleram desenvolvimento da doença

O período típico apresenta molhamento foliar prolongado e ampla variação térmica diária, criando ambiente ideal para a rápida evolução dos sintomas. Quando as folhas superiores são afetadas, há redução da capacidade fotossintética, impactando diretamente o peso final dos grãos.

Segundo Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA:

“A mancha-branca evolui de forma silenciosa e, quando o ambiente favorece, se expressa rapidamente, evidenciando falhas de aplicações e interferindo no rendimento.”

Ele alerta que a doença geralmente avança mesmo quando a lavoura apresenta bom aspecto vegetativo, sendo comum o aumento do intervalo entre aplicações durante essa transição climática.

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Período sensível do manejo exige atenção do produtor

O manejo eficaz da mancha-branca começa nos estádios iniciais da planta, entre V3 e V4, e se torna crítico do pré-pendoamento ao enchimento de grãos, fase em que o milho define seu rendimento. Além da escolha de híbridos tolerantes, a aplicação de fungicidas multissítios nas fases iniciais ajuda a reduzir a pressão da doença ao longo do ciclo da cultura.

“Programas que utilizam apenas fungicidas de sítio específico podem perder estabilidade em condições de alta pressão ambiental. A inclusão do multissítio na base do manejo garante controle mais consistente”, explica Gimenes.

Estratégias recomendadas pela ADAMA

A ADAMA indica programas que combinam tecnologias complementares para maximizar a proteção:

  • Azimut® – oferece proteção inicial contra o avanço da doença.
  • Across® – mantém o desempenho da planta nas fases de maior exigência fisiológica.

O objetivo, segundo a empresa, é antecipar a proteção da lavoura, evitando que a doença se instale, em vez de tentar recuperá-la após o aparecimento dos sintomas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil reconhece ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que reconhece o ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional. O anúncio ocorreu, na última quarta-feira (10/6), em Brasília, durante cerimônia promovida pelo Governo do Brasil em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. 

A nova legislação reconhece oficialmente a relevância histórica, social, econômica e cultural da atividade desenvolvida por milhares de mulheres nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. A medida reforça a importância da preservação dos saberes tradicionais, das práticas produtivas e das formas de organização social construídas ao longo de gerações pelas quebradeiras de coco babaçu. 

O reconhecimento representa um avanço na valorização dos povos e comunidades tradicionais, além de contribuir para a proteção dos territórios onde a atividade é desenvolvida. O trabalho envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco, além do aproveitamento de seus diversos subprodutos utilizados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão vegetal, farinha e outros itens que geram renda e fortalecem as economias locais. 

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Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Edel Moraes, a sanção da lei representa um marco para a valorização dos conhecimentos tradicionais e para o reconhecimento do papel das mulheres na conservação dos territórios. 

“Ao reconhecer o ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional, o Brasil reafirma o valor dos saberes tradicionais e da contribuição dessas mulheres para a proteção da sociobiodiversidade. É um reconhecimento da sua história, da sua resistência e do papel fundamental que desempenham na conservação dos territórios e na promoção do desenvolvimento sustentável”, comentou a secretária. 

Edel Moraes destacou ainda que a medida fortalece a atuação das comunidades tradicionais e contribui para garantir a continuidade de práticas transmitidas entre gerações. 

“Preservar os modos de vida das quebradeiras de coco babaçu é também proteger a floresta em pé, a segurança alimentar, a autonomia econômica das mulheres e um patrimônio cultural construído coletivamente ao longo de décadas”, complementou. 

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A nova lei também amplia a visibilidade da contribuição das quebradeiras para a conservação ambiental e para o uso sustentável dos recursos naturais. Ao reconhecer a atividade como patrimônio cultural brasileiro, o Estado fortalece instrumentos de proteção dos babaçuais e incentiva ações voltadas ao manejo sustentável e à garantia dos direitos das comunidades tradicionais. 

O reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu integrou um conjunto de medidas socioambientais anunciadas pelo Governo do Brasil durante a cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre as ações apresentadas estão iniciativas voltadas à restauração florestal, à ampliação de áreas protegidas, ao fortalecimento de políticas ambientais e à valorização dos povos e comunidades tradicionais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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