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Tensões no Oriente Médio reforçam debate sobre autonomia de fertilizantes no Brasil

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A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a acender o alerta no agronegócio global, especialmente no mercado de fertilizantes. O envolvimento do Irã — país estratégico para rotas logísticas e produção de insumos minerais — aumenta o risco de impactos nas cadeias de abastecimento, setor no qual o Brasil ainda apresenta forte dependência externa.

Diante desse cenário, cresce a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento e com a elevação dos custos de produção agrícola.

Crises internacionais aumentam volatilidade e custos no agro

Sempre que conflitos atingem regiões produtoras ou corredores logísticos estratégicos, o mercado global de fertilizantes tende a reagir com forte volatilidade. Entre os principais efeitos estão a alta nos preços, aumento dos custos de frete e riscos de desabastecimento de insumos essenciais.

Esse contexto reforça a vulnerabilidade de países altamente dependentes de importações, como o Brasil, e amplia a necessidade de estratégias para garantir maior segurança no fornecimento.

Autonomia em fertilizantes ganha força no Brasil

Com a intensificação das incertezas globais, o debate sobre a autonomia brasileira na nutrição de plantas e solos ganha relevância. Especialistas defendem o fortalecimento do uso de insumos produzidos no país como forma de reduzir a exposição a crises internacionais.

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Nesse cenário, os agrominerais nacionais passam a ser vistos como alternativas estratégicas para aumentar a resiliência da produção agrícola.

Remineralizadores de solo se destacam como alternativa sustentável

Entre as soluções em evidência estão os remineralizadores de solo, insumos obtidos a partir da moagem de rochas ricas em minerais silicáticos. Esses produtos atuam na reposição gradual de nutrientes e na melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Um exemplo é o remineralizador Vulcano, registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária e produzido a partir de rochas extraídas no Nordeste brasileiro.

De acordo com especialistas do setor, esses materiais liberam nutrientes importantes como potássio, cálcio, magnésio e silício ao longo do tempo, contribuindo para a fertilidade do solo e o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Produção nacional reduz dependência externa

Além dos benefícios agronômicos, os remineralizadores também ganham relevância estratégica. Por serem produzidos a partir de recursos minerais disponíveis no Brasil, esses insumos podem reduzir a dependência de fertilizantes importados.

O tema volta ao centro das discussões após sucessivas crises internacionais que afetaram o comércio global de insumos agrícolas, evidenciando a necessidade de diversificação das fontes de nutrientes.

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Soluções nacionais ampliam resiliência do agronegócio

Com o agronegócio brasileiro cada vez mais inserido em um ambiente geopolítico instável, alternativas baseadas em recursos nacionais ganham espaço como ferramentas para fortalecer a segurança produtiva.

A adoção de insumos como os remineralizadores de solo tende a contribuir para uma agricultura mais sustentável, menos dependente de importações e mais preparada para enfrentar oscilações no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA e ENAP lançam curso sobre mercados de carbono

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) lançaram, na última quinta-feira (30/4), o curso on-line “Mercados de Carbono do Artigo 6 do Acordo de Paris”. A iniciativa também teve apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A formação é gratuita e tem carga horária de 15 horas, com emissão de certificado. Os três módulos do curso podem ser iniciados a qualquer momento e ficam disponíveis por 30 dias na plataforma da ENAP. 

O conteúdo aborda os principais conceitos, mecanismos e implicações do Artigo 6 do Acordo de Paris, com foco em uma aplicação prática e didática das regras operacionais dos mercados de carbono. 

Além das aulas assíncronas, em junho está prevista uma live com os alunos inscritos no curso para tirar dúvidas. 

Inscreva-se no curso gratuito sobre mercados de carbono aqui 

Durante sessão de lançamento do curso, a diretora do Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Beatriz Soares ressaltou a importância do debate para a atualidade.  

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“Os mercados de carbono são instrumentos de política pública poderosos, que vêm ocupando um papel cada vez mais central no enfrentamento das mudanças climáticas”, iniciou. 

“Ao mesmo tempo, esses instrumentos também são altamente complexos em sua operacionalização, o que demanda uma capacidade técnica e institucional robusta. Por isso, identificamos a necessidade de ampliar a compreensão sobre o funcionamento desses mecanismos”, completou. 

O curso foi desenvolvido pela consultora jurídica Juliana Coelho Marcussi. 

Artigo 6 do Acordo de Paris 

O Artigo 6 do Acordo de Paris estabelece mecanismos de cooperação internacional voltados à mitigação das mudanças climáticas, permitindo que países colaborem entre si para cumprir suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), inclusive por meio de projetos desenvolvidos pelo setor privado. 

Na prática, o dispositivo cria diferentes formas de cooperação. Entre elas, estão as abordagens cooperativas entre países (Artigo 6.2), que permitem a transferência internacional de resultados de mitigação; o Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris, que oferece estrutura centralizada na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) para geração de créditos de carbono (Artigo 6.4); e as abordagens não baseadas em mercado (Artigo 6.8), voltadas à cooperação por meio de políticas públicas, financiamento e desenvolvimento de capacidades. 

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Esses instrumentos ampliam as possibilidades de implementação das metas climáticas, promovendo maior eficiência econômica, integridade ambiental e colaboração internacional no enfrentamento da mudança do clima. 

Serviço 

Curso on-line “Mercados de Carbono do Artigo 6 do Acordo de Paris 

  • Acesso gratuito no link
  • Carga horária: 15 horas 
  • Assista a sessão de lançamento do curso no link 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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