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Leite deve ter alta ao produtor no Paraná, enquanto proteínas e lavouras mostram ajustes no campo

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Preço do leite sobe no varejo e deve avançar ao produtor

O cenário atual do setor leiteiro no Paraná indica perspectiva de aumento na remuneração ao produtor, mesmo que esse movimento ainda não tenha sido totalmente repassado. É o que aponta o Boletim Conjuntural divulgado pelo Deral, órgão vinculado à Seab.

No mercado varejista, os preços já registram elevação significativa. O leite longa vida teve alta de 17%, enquanto o leite em pó subiu 8,8%, com média de R$ 4,52 por unidade.

Segundo o analista do Deral, Thiago De Marchi, o repasse ao produtor ocorre de forma gradual devido aos prazos da indústria. No entanto, a tendência é de valorização no pagamento por litro entregue nas próximas semanas.

Proteínas animais seguem em alta no Paraná

O boletim também destaca o bom desempenho do segmento de proteínas animais, especialmente a suinocultura e a avicultura.

Na suinocultura, o crescimento tem sido expressivo e consistente. Em dez anos, a produção de carne suína no Paraná avançou 57,7%, passando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado indica ganho de eficiência produtiva, com abates de animais mais pesados.

No cenário nacional, a produção também evoluiu, com crescimento de 52,4% no mesmo período.

Já a avicultura mantém forte desempenho no mercado externo. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 1,788 bilhão, com alta de 7,7% no faturamento. O Paraná lidera o setor, respondendo por 42,9% do volume exportado pelo país.

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O segmento de carne de peru também se destacou, com aumento de 107,6% na receita cambial, impulsionado pela valorização de 97,8% no preço médio da carne in natura.

Tecnologia impulsiona produtividade da cebola

A cultura da cebola tem se destacado pelo avanço em produtividade, reflexo direto da adoção de tecnologias no campo. Mesmo com redução de 12,8% na área plantada desde 2015, o Brasil registrou aumento de 16,1% na produção em 2024, elevando a produtividade em 33,1%.

No Paraná, os preços também reagiram com força. O valor pago ao produtor subiu de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, avanço de 44,9%.

No varejo, o consumidor também sentiu a alta: a cebola pera nacional passou de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg no mesmo período, um aumento de 42,9%.

Milho safrinha enfrenta desafios climáticos

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 está praticamente concluído no Paraná, atingindo 99% da área estimada de 2,86 milhões de hectares.

Apesar de 91% das lavouras apresentarem boas condições, o mês de março foi marcado por adversidades climáticas, como chuvas irregulares e ondas de calor. Segundo o Deral, 8% das áreas estão em condição média e 1% em situação ruim, o que pode impactar negativamente a produtividade final.

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Mandioca avança em área, mas enfrenta pressão nos preços

A cultura da mandioca segue em fase de ajustes no estado. Mesmo com custos elevados, especialmente de arrendamento, há expectativa de crescimento de 6% na área colhida em 2026, com produção podendo superar 4 milhões de toneladas.

Por outro lado, os preços apresentam retração. No primeiro trimestre de 2026, os valores estão cerca de 21% menores em comparação ao mesmo período de 2025. Diante desse cenário, produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, buscando ganhos de produtividade para compensar as margens mais apertadas.

Cenário aponta ajustes e oportunidades no campo

O boletim do Deral evidencia um cenário de transição no agronegócio paranaense, com valorização gradual no leite, força das proteínas animais e desafios climáticos e de mercado em algumas culturas.

A tendência para os próximos meses é de continuidade nos ajustes, com o produtor atento aos custos, à produtividade e às oportunidades de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

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APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

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O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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