Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio de Jornalismo do Governo de Mato Grosso. As inscrições começam nesta quinta-feira (9.4) e vão até 5 de novembro.
Na edição de 2026, os interessados podem enviar participações em até duas categorias por inscrito. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no próprio site do prêmio, que também já está disponível – clique aqui para acessar. O edital com o cronograma e o regulamento do prêmio também estão disponíveis no portal.
Neste ano, as premiações continuam em R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 35 mil para o segundo lugar, e R$ 20 mil para o terceiro. Como na edição passada, o valor é líquido e será feito via Pix. O homenageado desta edição é o professor Ailton Segura.
O tema para os materiais inscritos, independentemente de categoria, é “Ações do Estado de Mato Grosso que o tornam um exemplo de Brasil que dá certo”. Os conteúdos devem se enquadrar em um dos eixos temáticos pré-estabelecidos: infraestrutura, social, meio ambiente, educação, empreendedorismo, agricultura familiar, saúde, cultura, esporte, segurança, ciência e tecnologia, turismo e desenvolvimento econômico.
As inscrições poderão ser feitas nas categorias Impresso (reportagens em texto publicadas em jornais e revistas), Internet (reportagens em texto publicadas em sites jornalísticos), Vídeo (reportagens veiculadas em televisão ou plataformas digitais de vídeo), Áudio (reportagens em áudio veiculadas em rádio ou plataformas de streaming) e Fotografia (foto publicada em veículos impressos ou digitais, em matéria jornalística). Nesta edição, pode ser enviada foto que esteja em reportagem também inscrita.
A cerimônia de entrega dos prêmios está prevista para o dia 10 de dezembro.
Homenagem
O professor Ailton Segura morreu em 2024, mas deixou seu legado para o Jornalismo de Mato Grosso. Ao longo de sua carreira, contribuiu para a fundação do curso de jornalismo na UFMT. Também trabalhou na Universidade de Mato Grosso (Unemat), na Comunicação do Governo e em vários veículos do Estado.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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