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Custos de produção no campo recuam 1,02% em fevereiro

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IICP registra recuo em fevereiro

O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) encerrou fevereiro com queda de 1,02%, de acordo com o relatório divulgado pela Farsul nesta quarta-feira (31/03).

O resultado é atribuído à recente desvalorização da taxa de câmbio, que reduziu o preço interno dos insumos importados e contribuiu para aliviar a pressão inflacionária do mercado externo, marcado por altas históricas do barril de petróleo e conflitos em regiões produtoras.

Acumulado de 12 meses mostra deflação significativa

No período de um ano, o IICP acumula deflação de 4,44%, marcando a quinta queda consecutiva no índice. Esse movimento indica um cenário de redução dos custos no campo, apesar dos desafios externos enfrentados pelo setor agrícola.

Preços recebidos pelos produtores também recuam

O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) apresentou queda ainda mais expressiva, de 2,92% em fevereiro. Entre os produtos com maior retração estão:

  • Suínos: -13,7%
  • Soja: queda relevante
  • Milho: retração significativa
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No acumulado dos últimos 12 meses, o IIPR registrou queda de 13,61%, com destaque para arroz, leite e trigo, todos apresentando deflação superior a 20%.

Inflação da alimentação segue elevada

Apesar da queda nos preços recebidos pelos produtores, o preço da alimentação ao consumidor continua subindo mês a mês. Esse cenário evidencia que a alta nos alimentos decorre de pressões ao longo da cadeia produtiva, e não apenas do valor recebido no campo, reforçando a complexidade do controle de preços no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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