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Carne suína: oferta elevada e demanda fraca pressionam preços no mercado interno

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O mercado brasileiro de carne suína enfrenta dificuldades para sustentar os preços, diante de um cenário marcado por oferta confortável e demanda ainda limitada. Ao longo da semana, foram registradas quedas tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.

Segundo análise da Safras & Mercado, o atual contexto reflete o desequilíbrio entre a disponibilidade de produto e o ritmo de consumo, o que tem pressionado as cotações em toda a cadeia produtiva.

Demanda enfraquecida e concorrência com frango limitam preços

De acordo com o analista Allan Maia, a indústria vem adotando uma postura mais cautelosa, diante de um ambiente considerado desafiador tanto no atacado quanto no varejo.

Mesmo com parte da população apresentando maior renda disponível no período, a carne suína perde competitividade frente à carne de frango. A proteína concorrente segue com oferta elevada e preços mais acessíveis, o que reduz o espaço para recuperação das cotações da suinocultura no mercado interno.

Exportações seguem como principal fator positivo

No cenário externo, o desempenho das exportações continua sendo o principal ponto de sustentação do setor. Em março, o Brasil registrou embarques recordes de carne suína, impulsionados especialmente pela demanda de países asiáticos.

Apesar disso, o bom resultado no mercado internacional ainda não é suficiente para compensar a pressão observada no mercado doméstico no curto prazo.

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Preços do suíno vivo e cortes registram queda

Levantamento da Safras & Mercado indica recuo generalizado nos preços. A média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 6,42 para R$ 6,22 na semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 9,36 por quilo, enquanto o pernil foi negociado, em média, a R$ 11,58.

Quedas predominam nas principais regiões produtoras

A análise regional mostra retração das cotações em diversas praças:

  • São Paulo: a arroba suína caiu de R$ 126,00 para R$ 120,00.
  • Rio Grande do Sul: estabilidade em R$ 6,20 na integração, enquanto o mercado independente recuou de R$ 6,55 para R$ 6,15.
  • Santa Catarina: manutenção em R$ 6,20 na integração e queda de R$ 6,45 para R$ 6,10 no interior.
  • Paraná: no mercado livre, o preço caiu de R$ 6,60 para R$ 6,20 e, na integração, de R$ 6,30 para R$ 6,25.
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, recuo de R$ 6,25 para R$ 6,00, com estabilidade em R$ 6,20 na integração.
  • Goiás: queda de R$ 6,30 para R$ 6,10 em Goiânia.
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 6,50 no interior e manutenção em R$ 6,80 no mercado independente.
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, o preço caiu de R$ 6,30 para R$ 6,20 e, na integração, de R$ 6,15 para R$ 6,10.
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Exportações crescem em valor e volume em março

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 332,334 milhões em março, considerando 22 dias úteis, com média diária de US$ 15,106 milhões.

O volume embarcado atingiu 131,549 mil toneladas no período, com média diária de 5,979 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.526,3 por tonelada.

Na comparação com março de 2025, houve avanço de 28,9% no valor médio diário exportado e alta de 28,2% no volume médio diário. O preço médio registrou leve aumento de 0,5%.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Perspectiva: mercado interno segue pressionado no curto prazo

Mesmo com o bom desempenho das exportações, o mercado doméstico deve continuar enfrentando dificuldades no curto prazo. A combinação de oferta elevada, consumo moderado e forte concorrência com outras proteínas tende a manter as cotações pressionadas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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