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Estado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional

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A expansão da produção de grãos no Norte do país entrou no radar técnico e estratégico na última semana, com a realização do Encontro Técnico sobre o Cultivo de Grãos em Roraima, promovido pela Embrapa Roraima. O evento reuniu pesquisadores, produtores e representantes do setor para discutir tecnologias e caminhos para consolidar o Estado como nova fronteira agrícola.

Roraima ainda tem participação pequena no volume nacional, mas cresce em ritmo acelerado. A área de grãos no Estado já supera 100 mil hectares, com destaque para soja e milho, e apresenta potencial de expansão em áreas de cerrado ainda pouco exploradas, com topografia favorável e possibilidade de mecanização.

O principal diferencial da região está na janela de produção. Por estar próxima à linha do Equador, Roraima permite cultivo em períodos distintos do Centro-Oeste, abrindo oportunidade para produção fora da janela tradicional e integração com cadeias já consolidadas no restante do país.

Durante o encontro, a ênfase esteve em sistemas produtivos adaptados às condições locais. Tecnologias como integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso de bioinsumos, manejo de solo e controle biológico foram apresentados como base para viabilizar a expansão com sustentabilidade e menor custo.

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Outro eixo central foi a fertilidade do solo, considerada um dos principais desafios da região. O debate incluiu estratégias de correção e manejo, além da discussão sobre o Plano Nacional de Fertilizantes, tema tratado por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária durante o evento.

A participação de diferentes centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — incluindo unidades especializadas em soja, milho, trigo e meio ambiente — reforça o esforço de adaptar tecnologias já consolidadas em outras regiões às condições específicas do Norte.

Na prática, o encontro serviu para alinhar pesquisa e produção. A estratégia é evitar erros de outras fronteiras agrícolas, acelerando a adoção de tecnologia desde o início e reduzindo riscos produtivos.

O governo estadual também apresentou perspectivas de crescimento da atividade, apoiada na ampliação de área, melhoria de infraestrutura e atração de investimentos. A iniciativa conta ainda com apoio de entidades do setor, como associações de produtores e o Sebrae, sinalizando interesse crescente na região.

Para o produtor, o movimento indica abertura de uma nova fronteira — com potencial, mas ainda dependente de ajuste técnico, logística e consolidação de mercado. O avanço de Roraima no mapa dos grãos deve ocorrer de forma gradual, condicionado à capacidade de transformar conhecimento em produtividade consistente no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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Preços do milho ficam estáveis no Brasil com foco no clima da safrinha e dólar pressionando exportações

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Mercado de milho segue com baixa movimentação no Brasil

O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de negociações mais lentas, com cotações pouco alteradas na maior parte das regiões produtoras. O ritmo reduzido foi influenciado pelo feriado no início da semana e pela postura cautelosa de compradores e vendedores.

Além disso, o câmbio em patamares mais baixos tem dificultado a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, impactando o ritmo das exportações.

Clima para safrinha domina atenções do mercado

Segundo o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o principal fator de atenção no momento é o clima nas regiões produtoras da segunda safra.

“O mercado mantém o foco nas condições climáticas para a safrinha, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais, onde as chuvas são determinantes para o desenvolvimento das lavouras”, destaca.

Preços do milho nas principais praças brasileiras

As cotações apresentaram variações pontuais nas principais regiões:

Portos:

  • Porto de Santos: R$ 65,00 a R$ 69,00/saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 64,50 a R$ 69,00/saca
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Interior:

  • Cascavel (PR): R$ 62,00 a R$ 63,00/saca
  • Mogiana (SP): R$ 61,00 a R$ 64,00/saca
  • Campinas (SP – CIF): R$ 67,00 a R$ 68,00/saca
  • Erechim (RS): R$ 66,00 a R$ 67,50/saca
  • Uberlândia (MG): R$ 58,00 a R$ 60,00/saca
  • Rio Verde (GO – CIF): R$ 57,00 a R$ 59,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 49,00 a R$ 53,00/saca
Exportações avançam em volume, mas preço médio recua

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que as exportações brasileiras de milho somaram US$ 82,85 milhões em abril (até 12 dias úteis).

Os números mostram:

  • Volume exportado: 326,8 mil toneladas
  • Média diária: 27,2 mil toneladas
  • Receita média diária: US$ 6,9 milhões
  • Preço médio: US$ 253,5 por tonelada

Na comparação com abril de 2025:

  • Alta de 184,6% no valor médio diário
  • Crescimento de 205,4% no volume médio diário
  • Queda de 6,8% no preço médio
Dólar mais baixo limita competitividade externa

Apesar do avanço nos embarques, o câmbio mais valorizado do real frente ao dólar tem reduzido a atratividade do milho brasileiro no mercado internacional, especialmente nos portos.

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Esse fator, aliado à expectativa da safrinha, contribui para um mercado mais travado no curto prazo.

O mercado de milho no Brasil segue em compasso de espera, com preços estáveis e decisões pautadas principalmente pelas condições climáticas da safrinha. Ao mesmo tempo, o cenário cambial e o ritmo das exportações continuam sendo fatores-chave para a formação de preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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