Agro News

Milho no Brasil: preços estáveis na casa dos R$ 69/sc com pressão da safrinha e baixa demanda

Publicado

Preço do milho segue estável, mas com viés de baixa no mercado interno

O mercado de milho no Brasil mantém relativa estabilidade em abril, com o indicador do Cepea girando em torno de R$ 69,00 por saca de 60 kg, apesar de leves recuos recentes.

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os preços vem principalmente da postura cautelosa dos compradores, que têm atuado de forma retraída nas negociações. Muitos agentes já possuem estoques e aguardam possíveis quedas mais acentuadas no curto prazo.

Do lado da oferta, produtores passaram a demonstrar maior interesse em negociar, chegando a reduzir valores em alguns momentos para viabilizar vendas.

Fatores que explicam a pressão sobre os preços do milho

A recente acomodação nas cotações é resultado de um conjunto de fatores:

  • Queda do dólar, reduzindo a paridade de exportação
  • Avanço da colheita da safra de verão
  • Melhora das condições climáticas, com retorno das chuvas em regiões produtoras da segunda safra
  • Demanda enfraquecida no mercado interno

Esse cenário contribui para um mercado mais ofertado no curto prazo e com menor competitividade externa.

Mercado futuro do milho recua mais de 4% na semana

Na B3, os contratos futuros de milho registraram quedas expressivas ao longo da última semana, refletindo tanto o cenário externo quanto o doméstico.

Leia mais:  Preço do boi gordo recua em setembro com escalas de abate alongadas nos frigoríficos

Entre os principais vencimentos:

  • Maio/26: cerca de R$ 68,27 por saca
  • Julho/26: aproximadamente R$ 68,60 por saca
  • Setembro/26: próximo de R$ 69,40 por saca

As perdas acumuladas superaram 4,5% na semana, influenciadas pela queda das cotações em Chicago e pela valorização do real, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

Safrinha entra no radar e aumenta cautela do mercado

As atenções do mercado já estão voltadas para a segunda safra (safrinha), que deve ganhar volume nas próximas semanas.

O retorno das chuvas em importantes regiões produtoras tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, reforçando a expectativa de boa oferta. Esse cenário contribui para a postura mais cautelosa dos compradores.

Exportações de milho mostram leve retração em abril

As exportações brasileiras de milho seguem em ritmo moderado no início do mês:

  • Projeção para abril: 191,9 mil toneladas
  • Volume inferior ao registrado em março
  • Desempenho, porém, superior ao mesmo período do ano passado

A combinação de dólar mais fraco e maior oferta global limita o avanço dos embarques.

Mercado físico: comercialização lenta em várias regiões

O mercado físico de milho apresenta baixa liquidez em diferentes estados produtores, com negociações pontuais e ritmo lento.

  • Rio Grande do Sul
    • Preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca
    • Comercialização travada
    • Colheita atinge cerca de 83% da área
    • Produtividade irregular devido à distribuição desigual de chuvas
  • Santa Catarina
    • Mercado paralisado pela diferença entre preços de compra e venda
    • Disparidade pode chegar a R$ 10 por saca
    • Paraná
    • Menor oferta sustenta preços
    • Negócios seguem pontuais, sem ganho de liquidez
  • Mato Grosso do Sul
    • Preços variam entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca
    • Ajustes após quedas recentes
    • Demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar o mercado
Leia mais:  Processamento de soja em Mato Grosso bate recorde e alcança 13 milhões de toneladas em 2025
Cenário atual do milho: estabilidade com tendência de pressão no curto prazo

O mercado brasileiro de milho vive um momento de transição, com preços ainda sustentados na casa dos R$ 69 por saca, mas sob pressão de fatores como câmbio, avanço da safra e demanda retraída.

A expectativa para as próximas semanas é de manutenção da volatilidade, com o comportamento da safrinha, o ritmo das exportações e o câmbio sendo determinantes para a direção dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

CONAPE debate crédito, regularização da pesca e impactos das mudanças climáticas

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realiza, nesta terça-feira (15), o primeiro dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), em Brasília. O encontro reúne conselheiros e representantes do Governo Federal para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.

Na abertura, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da participação dos diferentes segmentos do setor na construção das políticas públicas. Segundo ele, o fortalecimento do conselho depende da união e da articulação dos atores envolvidos na atividade pesqueira e aquícola. “Para que o nosso conselho e a nossa pauta se consolidem, a gente precisa ter um setor mais unido e articulado. Isso faz com que possamos consolidar o maior conselho que debate os temas da pesca e aquicultura no nosso país, o nosso CONAPE”, afirmou.

Entre os assuntos da programação desta terça-feira estão créditos e financiamentos para a pesca e aquicultura, com destaque para o Pronaf Azul, ações do MPA e BNDES, e a importância dos conselhos nacionais para as políticas públicas. No período da tarde, foram discutidas atualizações sobre os registros e monitoramento da atividade pesqueira, critérios para registro de embarcações e a proposta de atualização da IN 05/2012, Instrução Normativa que regulamenta a pesca amadora e esportiva no Brasil e estabelece as regras para o cadastro de pescadores, empresas e barcos voltados para o lazer.

Leia mais:  Mercado de milho brasileiro segue retraído com produtores resistentes às vendas

A pauta também inclui a discussão sobre a proibição da pesca do peixe-porco/peroá, métodos de avaliação do risco de extinção de espécies aquáticas e o plano de recuperação da espécie. Outro tema de destaque é o enfrentamento dos impactos de estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre as atividades pesqueira e aquícola.

Na quarta-feira (16), os conselheiros vão tratar de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também estão previstas discussões sobre o Núcleo de Gestão Compartilhada e o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.

No período da tarde, serão apresentadas ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação inclui ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.

Para o ministro Edipo Araujo, os debates realizados pelo conselho são fundamentais para orientar a atuação do poder público. “Estão aqui os temas que vão nos orientar no caminho da administração pública, para que lado nós vamos, de que forma vamos conduzir a construção destas políticas públicas”, destacou.

Leia mais:  Já está disponível a edição de junho da Revista Pensar Agro

A 49.ª Reunião Ordinária do CONAPE segue até esta quarta-feira, com encerramento previsto para as 18h.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana