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Siemens Brasil, Cocal e GIZ avançam em projeto de hidrogênio verde e combustíveis sintéticos no etanol de cana

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Cooperação Brasil-Alemanha investiga energia sustentável

A Siemens Brasil, líder em tecnologia industrial, eletrificação e infraestrutura inteligente; a Cocal, referência em energia renovável, biogás e biometano; e a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, firmaram em fevereiro de 2026 um acordo para estudar a produção de hidrogênio verde e combustíveis sintéticos em usinas de etanol à base de cana-de-açúcar.

O projeto integra o Programa Internacional de Expansão do Hidrogênio (H2Uppp), iniciativa do Ministério de Economia e Energia (BMWE) da Alemanha voltada ao desenvolvimento de soluções de energia sustentável.

Avaliação de viabilidade técnica e econômica

A parceria irá analisar a pré-viabilidade técnica e econômica da integração de produção de etanol, hidrogênio verde, e-metanol e SAF em uma das plantas da Cocal no oeste paulista. O estudo também incluirá:

  • Avaliação de fornecimento de eletricidade renovável, por meio de uma planta fotovoltaica para produção de hidrogênio verde.
  • Análise de operação de uma planta Power-to-X-Metanol para Combustível de Aviação (PtX-MtJ).
  • Otimização da oferta de CO2 ao longo do ano, garantindo estabilidade no suprimento de carbono biogênico.
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Objetivo: modelo replicável de descarbonização industrial

A iniciativa busca criar um modelo replicável de descarbonização para outras empresas e fortalecer o mercado de combustíveis sustentáveis dentro de um modelo de economia circular. Os estudos incluirão integração de engenharia entre plantas de produção de etanol, hidrogênio verde, e-metanol e SAF, com foco em logística de exportação e viabilidade operacional.

Papéis de cada parceiro
  • Siemens Brasil e Cocal: fornecimento de suporte técnico, econômico e operacional.
  • GIZ Brasil: supervisão da qualidade e alinhamento com os objetivos do Programa H2Uppp.
Planejamento inicial e visitas técnicas

No mês passado, representantes da Siemens, Cocal e GIZ se reuniram em Presidente Prudente (SP) para definir escopo, pacotes de trabalho, objetivos e próximos passos do projeto. Também foi realizada visita à Planta de Biogás da Cocal em Paraguaçu Paulista (SP), com apresentação das tecnologias utilizadas e infraestrutura disponível para produção e tratamento de gases.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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