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Safra brasileira de grãos deve atingir recorde de 348,4 milhões de toneladas em 2026, projeta IBGE

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um novo recorde em 2026. Segundo estimativa divulgada em março pelo IBGE, a safra nacional está projetada em 348,4 milhões de toneladas, representando crescimento de 0,7% em relação a 2025, com acréscimo de 2,3 milhões de toneladas.

Na comparação com fevereiro, houve avanço de 1,2%, equivalente a 4,3 milhões de toneladas a mais na estimativa.

Área plantada cresce e reforça expansão da produção

A área a ser colhida em 2026 foi estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 2,0% em relação ao ano anterior, com expansão de 1,6 milhão de hectares.

Em relação ao levantamento de fevereiro, a área cresceu 0,3%, o que representa incremento de 265,8 mil hectares.

Esse avanço contribui para consolidar a expectativa de recorde histórico na produção nacional, conforme a série do IBGE.

Soja, milho e arroz concentram quase toda a produção

Os três principais produtos do grupo — soja, milho e arroz — seguem dominando a produção brasileira. Juntos, eles representam 92,9% do total estimado e ocupam 87,6% da área a ser colhida.

Na comparação anual:

  • A área da soja deve crescer 1,0%
  • O milho apresenta aumento de 3,3% (com alta de 10,3% na 1ª safra e 1,6% na 2ª)
  • O sorgo avança 7,0%

Por outro lado, há redução de área em culturas como:

  • Algodão (-6,9%)
  • Arroz (-10,1%)
  • Feijão (-3,3%)
Produção tem alta na soja e recuo em outras culturas

Em termos de produção, a soja se destaca com crescimento de 4,6% frente a 2025, alcançando novo recorde.

Outras culturas, no entanto, apresentam queda:

  • Algodão: -11,9%
  • Arroz: -10,4%
  • Milho: -2,4% (alta na 1ª safra e queda na 2ª)
  • Feijão: -2,0%
  • Trigo: -5,7%
  • Sorgo: -0,2%
Centro-Oeste lidera produção nacional de grãos

A Região Centro-Oeste permanece como principal polo produtor do país, com 50,1% da produção nacional, o equivalente a 167,5 milhões de toneladas.

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A distribuição regional é a seguinte:

  • Centro-Oeste: 50,1%
  • Sul: 26,5%
  • Sudeste: 8,8%
  • Nordeste: 8,4%
  • Norte: 6,2%

Na comparação anual, as regiões Sul (+7,1%) e Nordeste (+5,6%) apresentaram crescimento, enquanto Centro-Oeste (-2,3%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,2%) registraram queda.

Mato Grosso lidera ranking entre os estados produtores

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com 31,0% de participação.

Na sequência aparecem:

  • Paraná: 13,7%
  • Rio Grande do Sul: 10,8%
  • Goiás: 10,7%
  • Mato Grosso do Sul: 8,2%
  • Minas Gerais: 5,4%

Esses estados, juntos, concentram 79,8% da produção nacional.

Destaques por cultura agrícola

Algodão tem queda com redução de área

A produção de algodão herbáceo foi estimada em 8,7 milhões de toneladas, com recuo de 1,5% frente a fevereiro. A queda é atribuída à redução de 1,2% na área plantada. O Mato Grosso responde por cerca de 70,7% da produção nacional.

Arroz recua com baixa rentabilidade

A produção de arroz foi estimada em 11,3 milhões de toneladas, queda de 2,7% em relação ao mês anterior. A redução reflete preços menos atrativos ao produtor. No Rio Grande do Sul, principal produtor, a estimativa é de 7,9 milhões de toneladas.

Café deve atingir recorde histórico

A produção total de café (arábica e canephora) foi estimada em 3,9 milhões de toneladas, equivalente a 65,1 milhões de sacas, crescimento de 13,1% frente a 2025 e recorde na série histórica.

    • Café arábica: 2,6 milhões de toneladas
    • Café canephora: 1,3 milhão de toneladas (recorde histórico)
    • Trigo e cereais de inverno enfrentam queda

A produção de trigo foi estimada em 7,4 milhões de toneladas, com queda de 5,7% em relação ao ano anterior. O recuo está ligado à baixa rentabilidade e problemas climáticos no Sul.

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A aveia deve alcançar 1,3 milhão de toneladas, enquanto a cevada foi estimada em 646,1 mil toneladas, com crescimento frente ao ano anterior.

Feijão mantém abastecimento interno

A produção de feijão, considerando as três safras, foi estimada em 3,0 milhões de toneladas, volume suficiente para atender ao consumo interno, sem necessidade de importações.

Milho cresce frente ao mês, mas recua no ano

A produção de milho foi estimada em 138,3 milhões de toneladas, alta de 3,0% frente a fevereiro, mas queda de 2,4% na comparação anual.

Soja lidera com novo recorde

A soja deve atingir 173,7 milhões de toneladas em 2026, com crescimento de 4,6% em relação a 2025. A área plantada deve chegar a 48,3 milhões de hectares, com ganho de produtividade.

Sorgo avança com aumento de área e produtividade

A produção de sorgo foi estimada em 5,4 milhões de toneladas, alta de 10,2% frente a fevereiro, impulsionada pela expansão da área plantada e do rendimento médio.

Uva apresenta ajuste após queda de preços

A produção de uva foi estimada em 2,2 milhões de toneladas, com leve queda de 1,3% em relação a 2025, mas alta de 5,0% frente à estimativa anterior. O mercado mostra sinais de recuperação de margens após ajustes de área.

Perspectiva para a safra 2026

A safra brasileira de grãos em 2026 deve ser marcada por recorde de produção, crescimento moderado da área plantada e ajustes relevantes entre culturas.

O desempenho das principais commodities agrícolas seguirá influenciado por fatores como preços internacionais, custos de produção, clima e decisões estratégicas dos produtores ao longo do ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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