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Boi gordo mantém viés de alta e mercado segue sustentado por exportações aquecidas

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O mercado do boi gordo iniciou a semana com valorização em importantes praças pecuárias, especialmente em São Paulo, refletindo um cenário de oferta controlada e demanda consistente, tanto no mercado interno quanto no externo.

De acordo com análises recentes do setor, a arroba apresentou alta nas negociações, com destaque para categorias mais demandadas, como o chamado “boi China” e a vaca, que registraram incremento nas cotações.

Exportações seguem como principal suporte dos preços

O bom desempenho das exportações de carne bovina continua sendo um dos principais fatores de sustentação do mercado. O ritmo de embarques permanece aquecido, com volumes elevados e preços internacionais em patamares superiores aos registrados no ano passado.

Além disso, a valorização da tonelada exportada contribui para melhorar a margem da indústria frigorífica, permitindo maior competitividade na compra de animais terminados.

Mercado interno mostra sinais de recuperação

Outro fator que contribui para a firmeza das cotações é a melhora gradual do consumo doméstico. Embora ainda enfrente limitações, a demanda interna apresentou avanço em relação às semanas anteriores, ajudando a dar suporte aos preços da arroba.

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A postura dos pecuaristas também influencia o cenário, com retenção de oferta em algumas regiões, o que reduz a disponibilidade de animais prontos para abate e fortalece o poder de barganha do produtor.

Escalas de abate variam entre regiões

As escalas de abate seguem relativamente ajustadas. Em São Paulo, a média gira em torno de uma semana, com alguns frigoríficos operando com programações mais confortáveis, o que reduz a pressão compradora no curto prazo.

Ainda assim, parte das indústrias tem buscado animais em outros estados como estratégia para equilibrar custos e manter o ritmo de abate.

Mercado regional apresenta comportamentos distintos

Em outras regiões do país, o comportamento do mercado é mais heterogêneo. No Oeste do Maranhão, por exemplo, houve valorização na cotação da novilha, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.

Já no Rio de Janeiro, o mercado se manteve firme, com preços estáveis sustentados por oferta enxuta e escalas de abate mais curtas, em torno de quatro dias.

Perspectiva segue positiva no curto prazo

O cenário atual indica manutenção da firmeza no mercado do boi gordo no curto prazo. A combinação entre exportações aquecidas, oferta controlada e leve recuperação do consumo interno tende a continuar dando sustentação às cotações.

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No entanto, o comportamento das escalas de abate e a movimentação da demanda doméstica seguem como pontos de atenção para os próximos dias, podendo influenciar o ritmo das negociações nas principais praças pecuárias do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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