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Exportações do agro de Minas Gerais somam US$ 3,93 bilhões no 1º trimestre, com destaque para café e avanço das carnes

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou US$ 3,93 bilhões em exportações entre janeiro e março deste ano, respondendo por 38,5% da receita total do estado. Apesar da liderança consolidada, o setor registrou retração de 13,6% no valor embarcado na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume exportado também apresentou queda, de 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas no trimestre. Segundo análise da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o desempenho reflete uma combinação de fatores, como oferta, preços internacionais e a composição da pauta exportadora.

Dinâmica entre valor e volume explica desempenho

A diferença entre a variação de valor e volume nas principais cadeias produtivas ajuda a entender o cenário. No café, principal produto do estado, a queda no volume foi mais acentuada do que a redução na receita, indicando manutenção de preços médios elevados no mercado internacional.

Já no setor sucroenergético, o movimento foi inverso: houve aumento do volume exportado, acompanhado de recuo na receita, sinalizando pressão nos preços médios.

Diversificação de mercados ganha força

Os produtos do agro mineiro foram destinados a 155 países no primeiro trimestre. Os principais compradores foram China (US$ 713,1 milhões), Estados Unidos (US$ 387,8 milhões), Alemanha (US$ 384,1 milhões), Itália (US$ 307,8 milhões) e Japão (US$ 193,8 milhões).

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Além dos mercados tradicionais, houve avanço relevante em destinos como Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça, indicando diversificação geográfica das exportações.

No recorte do Oriente Médio, as vendas somaram US$ 219,1 milhões, representando 5,6% do total exportado. Países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita contribuíram para o crescimento da região como destino estratégico.

Café segue dominante, mesmo com recuo

O café manteve a liderança absoluta na pauta exportadora, com US$ 2,4 bilhões em receita e embarques de 5,4 milhões de sacas. Ainda assim, o segmento registrou quedas de 18,5% em valor e 31,5% em volume na comparação anual.

Complexo soja perde espaço interno

O complexo soja — que inclui grão, farelo e óleo — ocupou a segunda posição, com US$ 510,4 milhões em exportações (-11,2%) e volume de 1,2 milhão de toneladas (-16,7%).

A redução na participação do grão foi parcialmente compensada pelo avanço das exportações de farelo e óleo, alterando a composição interna do grupo.

Carnes batem recorde e puxam crescimento

O segmento de carnes foi o principal destaque positivo do trimestre. As exportações somaram US$ 419 milhões e 117,6 mil toneladas, com alta de 8,7% em receita e 2% em volume.

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O desempenho foi impulsionado especialmente pela carne bovina, que atingiu recorde histórico para o período.

Produtos florestais mantêm estabilidade

As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 240,7 milhões, com leve queda de 1% em valor, enquanto o volume cresceu 3,4%, chegando a 419,1 mil toneladas. O avanço nas vendas de papel foi um dos principais fatores de sustentação do segmento.

Nichos agroindustriais ampliam relevância

Minas Gerais também se destacou na liderança nacional das exportações de produtos como milho para semeadura, mel natural, batatas processadas, leite condensado e doce de leite.

Embora representem menor participação na balança comercial, esses itens evidenciam a diversificação da pauta exportadora e o avanço em produtos de maior valor agregado, com presença crescente em mercados exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas

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Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.

Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.

A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.

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Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura

Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.

O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.

A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.

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Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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