Saúde

Brasil e Paraguai realizam Dia D de vacinação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

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O Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e com apoio da OPAS/OMS, realizou nesta terça-feira (28) o Dia D da Semana de Vacinação das Américas (SVA) 2026 na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero. A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma região de grande circulação de pessoas entre os dois países.

“A gente vive hoje em um mundo globalizado, com muitas ameaças à saúde pública. Duas delas são centrais: a desinformação e a negação da ciência. E essa negação se torna especialmente perigosa quando coloca em dúvida os benefícios comprovados das vacinas, que foram responsáveis por reduzir e até eliminar diversas doenças. Quando a cobertura vacinal cai, esses agravos podem voltar a circular, como temos visto com o sarampo. Por isso, ações como esta, na fronteira entre Brasil e Paraguai, são fundamentais, porque reforçam um compromisso conjunto com a ciência, com a proteção da população e com a saúde pública dos nossos países”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

A ação ocorreu na Linha Internacional, um dos principais pontos de travessia da fronteira, com oferta de vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização. A iniciativa reforça a vacinação como principal estratégia de prevenção e controle de doenças.

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A campanha binacional foi fortalecida neste ano com a assinatura de um acordo de cooperação internacional durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, com participação do Ministério da Saúde, do Conass e de governos estaduais. O documento prevê campanhas simultâneas de vacinação em áreas de fronteira e consolida ações desenvolvidas desde 2025, incluindo o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na fronteira Brasil-Paraguai.

Além de Ponta Porã, as ações de vacinação em Mato Grosso do Sul seguem até 2 de maio nos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Paranhos, em articulação com as cidades paraguaias de Carmelo Peralta, Bella Vista Norte, Capitán Bado e Ypejhú. A programação inclui postos de vacinação e serviços de atenção básica dos dois lados da fronteira.

Contexto epidemiológico

A realização do Dia D ocorre em um cenário de alerta sanitário regional. A vacinação segue como a principal medida para prevenir doenças imunopreveníveis, proteger populações vulneráveis e interromper cadeias de transmissão, especialmente em áreas de alta mobilidade populacional.

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Regiões de fronteira apresentam desafios específicos para a imunização, como intenso fluxo migratório, diferentes sistemas de saúde e acesso irregular aos serviços, fatores que podem favorecer a circulação de vírus já controlados em outros contextos.

Alerta para viajantes

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá atualizem a vacinação contra o sarampo antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 1 a 59 anos.

A orientação considera o aumento da circulação internacional de pessoas e os surtos registrados nos três países-sede, que apresentam crescimento de casos desde 2025 e mantêm transmissão ativa da doença em 2026.

Até o momento, o Brasil registrou três casos de sarampo em 2026: um no Rio de Janeiro, em uma mulher sem histórico vacinal, e dois em São Paulo, incluindo uma criança com viagem recente à Bolívia. Em todos os casos, foram adotadas medidas imediatas de bloqueio e vacinação. O país permanece livre da circulação endêmica da doença, com resposta baseada em vigilância epidemiológica e alta capacidade de imunização.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Atualização de casos de sarampo no Brasil

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O Ministério da Saúde está intensificando as ações de vigilância contra o sarampo no Amazonas após a confirmação, nesta semana, de três casos importados da doença em Tabatinga e Carauari, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, marcada por intenso fluxo de pessoas entre os países. Os casos são de pessoas procedentes de Alto Monte, no Peru, sem histórico de vacinação contra o sarampo. Mesmo diante dos registros, o Brasil segue livre da transmissão sustentada da doença.

Entre os dias 21 e 25 de setembro, o Ministério enviará equipes para apoiar a vigilância local em Tabatinga e Carauari. O trabalho inclui notificação e investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper possíveis cadeias de transmissão.

Além do Amazonas, a pasta mantém, em conjunto com estados e municípios, ações contínuas em São Paulo, que registrou 31 casos neste ano: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 28 na capital. Medidas de vigilância e vacinação estão ativas na região, e não há registro de circulação do vírus para além dessas áreas.

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Os casos no Brasil ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas. Segundo a Opas, até agora foram confirmados 47.459 casos de sarampo na região, incluindo 44 óbitos. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% do total. Em 2025, todos os 38 casos registrados no país tiveram a transmissão encerrada. O Brasil é certificado como livre do vírus desde 2024.

A vacinação é a principal forma de evitar a reintrodução do vírus do sarampo. A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS e integra o Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a dose zero em crianças de 6 a 11 meses, grupo mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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