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Poder de compra do avicultor reage em abril com queda nos custos de milho e farelo de soja, aponta Cepea

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Após quatro meses consecutivos de queda, o poder de compra do avicultor paulista voltou a apresentar recuperação em abril, impulsionado principalmente pela redução nos custos de produção e pela interrupção das fortes quedas no preço do frango vivo.

De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o cenário mais favorável foi resultado da retração nas cotações do milho e do farelo de soja — principais insumos da avicultura — combinada com maior estabilidade nos preços do animal.

Preço do frango desacelera queda e dá suporte ao setor

Na média parcial de abril (até o dia 28), o frango vivo foi negociado em São Paulo a R$ 4,44 por quilo, registrando leve recuo de 0,6% em relação a março. Apesar da pequena queda, o movimento representa uma desaceleração importante frente às desvalorizações mais intensas observadas nos meses anteriores.

Segundo agentes de mercado, houve espaço para reajustes positivos na primeira metade do mês. No entanto, esse avanço perdeu força ao longo das semanas finais, refletindo um ambiente ainda cauteloso para o setor.

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Queda dos insumos melhora relação de troca

O principal fator de alívio para o produtor veio do lado dos custos. A redução mais expressiva nos preços do milho e do farelo de soja melhorou significativamente a relação de troca.

Com base nos cálculos do Cepea:

  • O avicultor paulista passou a adquirir 3,91 quilos de milho com a venda de 1 quilo de frango vivo, alta de 3,5% frente a março
  • No caso do farelo de soja, a capacidade de compra subiu para 2,54 quilos por quilo de frango, avanço de 2,7% no mesmo comparativo

Esse movimento indica uma recuperação parcial da margem do produtor, ainda que o cenário geral permaneça desafiador.

Perspectiva ainda exige cautela

Apesar do alívio observado em abril, o setor avícola segue atento às oscilações do mercado, especialmente no que diz respeito à demanda interna e à volatilidade dos custos de produção.

A melhora no poder de compra é vista como um ajuste pontual, após meses de forte compressão das margens, e não como uma reversão consolidada de tendência.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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No Piauí, Governo do Brasil lança aplicativo para modernizar o monitoramento pesqueiro

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Em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) lança o protótipo do aplicativo PesqBR, nesta quinta-feira (02), em Luís Correia, a 349 km de Teresina (PI). A ferramenta foi desenvolvida para ampliar a geração de dados confiáveis sobre a atividade pesqueira.

O aplicativo permite que as informações da pesca sejam inseridas diretamente pelo celular. Vai contribuir com a reconstrução da estatística pesqueira, de modo que os dados possam refletir a realidade da vida dos pescadores e pescadoras artesanais. Além da entrega do protótipo a ser testado pelos pescadores do Piauí, também foram entregues a versão web do sistema, que será usada pelas colônias dos pescadores de cada município e computadores. O projeto ainda prevê a capacitação das colônias e dos pescadores para que possam usar o aplicativo para automonitoramento.

“O setor não pode ficar invisível. São das mãos das mulheres e dos homens trabalhadores que a gente coloca alimento de qualidade na nossa mesa”, declarou o ministro Edipo Araujo.

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A secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, explicou os benefícios para os pescadores e pescadoras. Esses registros poderão servir como um dos comprovantes da atividade pesqueira no Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), facilitando a comprovação da atividade profissional e reduzindo a burocracia. “O próprio pescador passa a registrar sua produção, fortalecendo sua autonomia e contribuindo para um sistema mais moderno e transparente”, declarou.

Sobre o módulo específico para as colônias, Carolina esclareceu que “esses dados fortalecem a capacidade de planejamento das colônias e oferecem informações concretas para dialogar com prefeituras, governos estaduais, instituições financeiras e parceiros. Com dados confiáveis, fica muito mais fácil demonstrar a importância econômica da pesca local e buscar investimentos, como infraestrutura de beneficiamento, câmaras frigoríficas, equipamentos, projetos de comercialização, acesso ao crédito e outras iniciativas que fortaleçam a atividade pesqueira”.

Inicialmente, o protótipo será usado por 14.932 pescadores e pescadoras profissionais registrados, em 5 municípios piauienses: Luís Correia (6.574), Esperantina (761), Ilha Grande (3.223), São João do Piauí (177) e Buriti dos Lopes (4.197). A ideia é que o projeto seja expandido gradualmente para outras áreas do país, até se tornar o sistema oficial nacional para a coleta de dados da pesca. No Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.

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ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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