A Operação Dia do Trabalho 2026 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi realizada entre os dias 30 de abril e 03 de maio, com reforço significativo nas ações de fiscalização e presença operacional nas rodovias federais em Mato Grosso.
Neste ano, o foco estratégico da operação foi o enfrentamento à embriaguez ao volante, além de outras condutas de risco, como excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas. Ao longo do período, foram executados 284 comandos de fiscalização, com 5.510 veículos fiscalizados e 4.155 pessoas abordadas. O trabalho resultou em 1.443 autos de infração, demonstrando a intensificação das ações preventivas e educativas da instituição.
Entre as principais irregularidades constatadas, destacam-se 202 casos de ultrapassagem em faixa contínua (linha amarela), além de 8 ocorrências de condutores que forçaram passagem entre veículos, prática extremamente perigosa. Também foi realizada fiscalização de velocidade por meio de radar, com mais de 46 horas de fiscalização efetiva.
Outras condutas de risco identificadas incluíram a condução sem o uso do cinto de segurança (65), transporte de crianças sem a devida observância das normas de segurança (36) e 124 ocorrências relacionadas ao descumprimento do tempo de descanso obrigatório por motoristas profissionais.
No combate à embriaguez ao volante, foram aplicados 3.059 testes de alcoolemia, que culminaram em 43 autuações (somando casos de constatação e recusa), além de 5 detenções por dirigir sob a influência de álcool.
As ações também levaram ao recolhimento de 402 documentos (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV) e o recolhimento de 98 veículos, contribuindo para garantir a conformidade da frota e a mitigação de riscos de sinistros nas rodovias federais.
Mesmo com a intensificação da fiscalização, foram registrados 34 sinistros no período, que deixaram 44 pessoas feridas e resultaram em duas mortes.
No combate à criminalidade, a PRF obteve resultados importantes com a apreensão de drogas, além da realização de 16 detenções por crimes diversos.
A PRF reforça que seguirá atuando de forma intensificada em períodos de grande movimentação, mantendo o foco na fiscalização rigorosa, na prevenção de sinistros e no combate ao crime organizado para garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais.
As operações deflagradas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Polícia Civil de Mato Grosso, resultaram em um forte impacto contra as facções criminosas no primeiro quadrimestre de 2026.
O balanço operacional das duas unidades aponta não apenas o avanço das investigações dos crimes praticados pelos faccionados, mas, principalmente, a estratégia de asfixia financeira desses grupos criminosos, com a identificação de movimentações patrimoniais que ultrapassam R$ 281,4 milhões.
Entre janeiro e abril, foram deflagradas 13 operações policiais, com destaque para ações de grande envergadura, como a Imperium, SpeakEasy, Pentágono 3 e Aposta Perdida, que atingiram estruturas financeiras e logísticas de facções criminosas.
Ao todo, foram cumpridas 462 ordens judiciais, sendo 99 mandados de prisão, 121 mandados de busca e apreensão, 118 bloqueios de contas bancárias, 71 sequestros de veículos, 26 sequestros de imóveis, 17 suspensões de pessoas jurídicas, além de outras medidas estratégicas, como bloqueio de redes sociais, quebras de sigilo de dados e restrições de passaportes.
Planejadas de forma estratégica, as operações buscaram não só a repressão direta, por meio de prisões e responsabilização dos envolvidos, mas a desarticulação completa das estruturas criminosas.
As operações deflagradas nos primeiros quatro meses do ano não se limitaram apenas à prisão de criminosos, mas tiveram como objetivo a desarticulação financeira e a total inviabilização do poderio econômico das facções criminosas.
Os trabalhos tiveram como foco a neutralização da capacidade de articulação, corrupção e expansão territorial de facções e outros grupos criminosos. As investigações buscaram o sequestro de bens, bloqueio de contas e suspensão de atividades de pessoas jurídicas que funcionavam como fachada para lavagem de dinheiro do crime.
Operações como a SpeakEasy, cuja investigação, sozinha, identificou a movimentação financeira de cerca de R$ 200 milhões, e a Imperium, com aproximadamente R$ 43 milhões, demonstram a eficácia da estratégia de atingir o poder econômico das facções.
Outras operações, deflagradas durante o período, também focaram na desarticulação financeira das facções criminosas, como a Operação Showdown, cujas movimentações e representações por bloqueio de ativos somaram cerca de R$ 20 milhões. Já a Operação Aposta Perdida identificou a movimentação de R$ 10 milhões, e a Operação Passagem Oculta, de R$ 1 milhão.
Segundo o delegado titular da GCCO, Gustavo Colognesi Belão, o balanço do quadrimestre demonstra o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com o enfrentamento firme e contínuo ao crime organizado, adotando medidas que vão além da repressão direta e atingem o núcleo financeiro das facções, promovendo maior efetividade no combate à criminalidade.
“A retirada desses recursos compromete diretamente a capacidade operacional de facções e grupos criminosos, dificultando a prática de crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas”, disse o delegado.
Investigações qualificadas
Os resultados refletem o trabalho integrado da GCCO/Draco, com investigações qualificadas, uso de inteligência policial e cooperação com o Poder Judiciário. Os números evidenciam o aprofundamento das investigações e o uso de ferramentas modernas no enfrentamento ao crime organizado.
O trabalho é reflexo da capacidade técnica de seus policiais, aliada à maciça implementação de tecnologia de ponta e aos treinamentos avançados ofertados continuamente pelo Governo do Estado.
“Essa sinergia transformou os policiais lotados na GCCO/Draco em experts no enfrentamento à macrocriminalidade, com domínio absoluto em investigações de lavagem de capitais e recuperação de ativos. A blindagem técnica da unidade garante que o aparato estatal esteja sempre a passos à frente das inovações criminosas”, destacou Belão.
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