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Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo avança na articulação com estados para fortalecer manejo integrado do fogo na Amazônia Legal

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nesta quarta-feira (30/4), a 2ª reunião ordinária da Câmara Técnica de Articulação Interfederativa do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF). O encontro teve como foco o acompanhamento da implementação de projetos financiados pelo Fundo Amazônia para o fortalecimento dos Corpos de Bombeiros Militares dos estados da Amazônia Legal, além do planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais para a temporada de 2026. 

A destinação dos recursos foi aprovada em 2024 e viabilizou um total de R$ 405 milhões em apoio não reembolsável aos estados da região. Cada estado contemplado recebeu R$ 45 milhões para o fortalecimento das ações de enfrentamento aos incêndios, com foco na ampliação da capacidade operacional e na prevenção. 

Os investimentos foram estruturados em duas frentes. A maior parte dos recursos foi destinada ao aparelhamento e à estruturação dos corpos de bombeiros, incluindo a aquisição de viaturas e equipamentos especializados, como caminhões auto bomba tanque florestal, auto tanque, veículos utilitários e máquinas, além de equipamentos de proteção individual e a realização de obras e melhorias em instalações. 

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A segunda frente contempla o desenvolvimento de ações de prevenção, combate, monitoramento e fiscalização. Entre as iniciativas previstas estão a capacitação de agentes públicos e brigadistas, a formação de brigadas florestais comunitárias e voluntárias e a realização de campanhas educativas. 

Durante a reunião, representantes dos estados apresentaram o andamento da execução dos projetos e destacaram as ações já implementadas com os recursos. Ao todo, representantes de nove estados detalharam o status das iniciativas, incluindo resultados alcançados, desafios e perspectivas para o próximo ciclo. 

O encontro também alinhou estratégias para a próxima temporada de incêndios, com ênfase na integração entre os entes federativos e no fortalecimento das ações preventivas.  

Para o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, a integração entre os diferentes níveis de governo é fundamental para ampliar a efetividade das ações. “Cada estado enfrenta desafios específicos, o que exige estratégias adaptadas às suas realidades. Ao mesmo tempo, é possível estabelecer diretrizes comuns e fortalecer parcerias já existentes, a partir das experiências e informações compartilhadas”, destacou. 

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Como encaminhamento, o MMA realizará reuniões bilaterais com cada um dos estados da Amazônia Legal, com o objetivo de aprofundar o diagnóstico sobre a execução dos projetos e alinhar estratégias conjuntas de atuação. A iniciativa busca aprimorar a coordenação entre órgãos federais e estaduais, além de fortalecer a capacidade de resposta para o período crítico de incêndios. 

Participaram da reunião representantes dos Corpos de Bombeiros Militares e das Secretarias de Meio Ambiente dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de integrantes do COMIF. 

Os debates também abordaram o processo de elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) nos estados, considerados instrumentos estratégicos para orientar ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais de forma integrada e contínua. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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