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Governo do Brasil lança painel que monitora presença de agrotóxicos na vida aquática

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Às 14h da próxima segunda-feira (11/5), o Governo do Brasil apresenta o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos na Vida Aquática. A ferramenta inédita foi desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (PRONARA) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com base no monitoramento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e integra dados coletados em diferentes bacias hidrográficas do país, permitindo um acompanhamento qualificado sobre a identificação de agrotóxicos na vida aquática. O objetivo é ampliar a transparência e o acesso à informação, fortalecendo o debate e apoiando a tomada de decisão por parte de gestores, pesquisadores e sociedade. O evento de lançamento será realizado na sede do MMA em Brasília (DF). 

Durante o lançamento, serão divulgados a metodologia utilizada para construção da plataforma, a quantidade de pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados brasileiros, o número de agrotóxicos observados, percentuais de detecção e outros detalhes, considerando a representatividade agrícola, o uso predominante da terra e a vulnerabilidade ambiental das bacias hidrográficas monitoradas. 

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A iniciativa integra as ações prioritárias do PRONARA, instituído pelo Decreto 12.538/2025, voltadas ao fortalecimento do monitoramento ambiental, da transparência de dados e da produção de evidências científicas para subsidiar ações governamentais. A nova plataforma será fundamental para a construção de políticas públicas com maior embasamento técnico para conciliar produção agrícola, segurança alimentar, competitividade econômica, saúde da população e a devida proteção ambiental.

O evento terá a participação do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, além de representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, Embrapa, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Ministério Público Federal.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de imprensa que desejam fazer a cobertura do evento devem realizar o credenciamento pelo link.

TRANSMISSÃO  Transmissão online do evento aqui.

SERVIÇO

Governo do Brasil lança painel que monitora presença de agrotóxicos na vida aquática

🗓️ Data: 11 de maio de 2025, segunda-feira
⏰ Horário: 14h (horário de Brasília)
📍 Local: Auditório Ipê Amarelo – Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Esplanada, bloco B, Térreo
🎥 Transmissão: Neste link

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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