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Indústria de mandioca avança: Lorenz fatura R$ 385 milhões e aposta em amidos inovadores para ganhar mercado

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A indústria brasileira de derivados de mandioca segue em expansão, impulsionada por inovação e demanda global. A Lorenz, empresa do grupo GTF e maior esmagadora de mandioca do país, encerrou 2025 com faturamento de R$ 385 milhões, consolidando seu crescimento com base na ampliação industrial, avanço tecnológico e fortalecimento das exportações.

Com unidades produtivas em Mato Grosso do Sul e Paraná, a companhia processa cerca de 25 mil toneladas de mandioca por mês e atende mais de 40 países, reforçando sua posição de destaque no mercado nacional e internacional de amidos.

Inovação em amidos impulsiona estratégia de crescimento

Na esteira da expansão, a Lorenz lançou novas soluções à base de amidos voltadas à indústria alimentícia, acompanhando tendências de eficiência produtiva, redução de custos e desenvolvimento de produtos mais sustentáveis.

Entre os destaques estão as linhas:

  • Lorenz MS
  • Lorenz ODP
  • Lorenz LTE

Os produtos foram desenvolvidos para atender diferentes aplicações industriais, com foco em desempenho técnico e otimização de processos.

Soluções aumentam rendimento e reduzem custos na indústria

Cada linha apresenta funcionalidades específicas voltadas às demandas do setor alimentício:

  • Lorenz MS: indicado para a produção de salsichas, permite reduzir ou eliminar o uso de proteína, elevando o rendimento e reduzindo custos sem comprometer a qualidade final.
  • Lorenz ODP: voltado à fabricação de maionese, possibilita redução de até 15% no uso de óleo, melhora o perfil nutricional e permite a substituição total do ovo, atendendo ao crescente mercado vegano.
  • Lorenz LTE: desenvolvido para balas de goma, permite substituir até 10% da gelatina, mantendo sabor e textura do produto.
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As soluções reforçam a tendência de uso de ingredientes alternativos e mais eficientes, alinhados às exigências do consumidor moderno.

Expansão internacional e diversificação de mercados

A presença em mais de 40 países demonstra o avanço da empresa no mercado externo, impulsionado pela demanda por ingredientes funcionais e pela competitividade da mandioca brasileira.

O movimento acompanha uma tendência global de diversificação de insumos na indústria alimentícia, com destaque para produtos de origem vegetal, que ganham espaço em formulações industriais.

Eficiência, sustentabilidade e novos nichos de mercado

Segundo a empresa, o desenvolvimento das novas linhas de amidos está diretamente ligado à busca por maior eficiência produtiva e sustentabilidade, além da criação de soluções adaptadas a nichos específicos, como o mercado plant-based.

De acordo com Aleksandro Siqueira, diretor de novos negócios da companhia, o foco está em entregar valor à indústria por meio da inovação:

“A empresa trabalha continuamente no desenvolvimento de soluções que permitam reduzir ingredientes, otimizar processos e aumentar o rendimento, sem comprometer a qualidade final dos produtos.”

Mandioca ganha protagonismo como matéria-prima estratégica

O desempenho da Lorenz reforça o papel da mandioca como matéria-prima estratégica para o agronegócio brasileiro, com alto potencial de agregação de valor e inserção em cadeias industriais globais.

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Com inovação, escala produtiva e presença internacional, o setor de amidos amplia sua relevância, contribuindo para a diversificação da agroindústria e geração de valor no campo e na indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa identifica novos genótipos de pastagens e abre caminho para maior produtividade na pecuária brasileira

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Avanço científico amplia potencial produtivo das pastagens

Um estudo desenvolvido ao longo de quase 15 anos identificou genótipos promissores para o desenvolvimento de novas cultivares de pastagens tropicais, trazendo perspectivas relevantes para o aumento da produtividade da pecuária brasileira.

A pesquisa, conduzida pela engenheira agrônoma Estela Gonçalves Danelon, demonstra que o ganho em variabilidade genética pode resultar em maior produção de forragem, aumento na oferta de carne e melhor desempenho econômico das propriedades rurais.

Mutagênese se mostra eficiente no melhoramento genético

De acordo com a pesquisadora, a técnica de multigênese — com destaque para a mutagênese induzida — se mostrou eficaz para superar limitações reprodutivas comuns em forrageiras tropicais.

“Os genótipos identificados apresentam elevado potencial para o desenvolvimento de novas cultivares, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da pecuária nacional baseada em pastagens”, afirma.

O orientador do estudo, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto, ressalta que os resultados obtidos ao longo dos anos validam a estratégia utilizada.

“Conseguimos não apenas desenvolver novos materiais, inclusive em espécies ainda pouco exploradas, como também avançar na indução de sexualidade nas plantas, o que facilita significativamente os programas de melhoramento genético”, explica.

Novas cultivares podem revolucionar o manejo no campo

Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de materiais com reprodução sexual — característica rara em forrageiras tropicais.

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Essa condição permite cruzamentos controlados e o desenvolvimento de novas cultivares com características superiores.

“Isso amplia a variabilidade genética disponível, algo que antes era um grande limitador. Para o produtor, significa maior produtividade de forragem, mais carne por hectare e melhor rentabilidade”, destaca o pesquisador.

Forrageiras tropicais são base da pecuária nacional

O estudo reforça que a pecuária brasileira é majoritariamente baseada em sistemas a pasto, nos quais as forrageiras tropicais desempenham papel central na nutrição animal.

Espécies do gênero Urochloa — como braquiárias amplamente utilizadas — se destacam pela adaptação a solos ácidos, baixa fertilidade e condições de estresse hídrico.

No entanto, o melhoramento dessas gramíneas enfrenta desafios importantes, como:

  • Apomixia (reprodução assexuada predominante)
  • Poliploidia
  • Baixa recombinação genética

Esses fatores limitam a evolução genética e dificultam a obtenção de novas variedades mais produtivas.

Metodologia combina mutação induzida e análise molecular

Para superar essas barreiras, a pesquisa utilizou indução de mutações por agente químico (metilmetanosulfonato), associada à caracterização morfológica, fisiológica e molecular dos materiais.

Foram avaliados mutantes derivados de cultivares como Tully, Llanero e Conda, incluindo espécies como Urochloa humidicola e Urochloa brizantha.

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Os resultados mostraram ampla variabilidade genética, com diferenças relevantes em características agronômicas como:

  • Hábito de crescimento
  • Morfologia foliar
  • Capacidade de perfilhamento
  • Tolerância ao pisoteio
  • Resistência ao déficit hídrico

Materiais promissores apresentam alta adaptabilidade e produtividade

Entre os destaques:

  • Mutantes da cultivar Tully apresentaram grande plasticidade, com diferentes padrões de crescimento
  • Linhagens derivadas de Llanero mostraram alta capacidade de rebrota e resistência ao pisoteio
  • Genótipos de Conda indicaram elevado potencial produtivo e tolerância à seca

A análise molecular também identificou polimorfismos significativos, evidenciando variações genéticas importantes entre os materiais avaliados.

Inovação fortalece sustentabilidade da pecuária

Os resultados confirmam que a mutagênese é uma ferramenta eficiente para ampliar a base genética de forrageiras tropicais, historicamente limitada.

A pesquisa reforça o papel da ciência no avanço da pecuária brasileira, especialmente em um cenário que exige maior eficiência produtiva e sustentabilidade.

Com novas cultivares mais adaptadas e produtivas, o setor tende a ganhar competitividade, reduzindo custos e aumentando a produção de proteína animal em sistemas a pasto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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