Agro News

Exportação de algodão do Brasil bate recorde histórico para abril e reforça liderança global do país

Publicado

Brasil registra maior exportação de algodão da história para o mês de abril

O Brasil alcançou um novo marco nas exportações de algodão ao embarcar 370,4 mil toneladas da pluma em abril, o maior volume já registrado para o período, tradicionalmente considerado um mês de menor movimentação devido à entressafra.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), com base em informações oficiais do governo federal. O resultado consolida o país como principal exportador mundial da fibra e reforça a competitividade do algodão brasileiro no comércio global.

Na comparação com abril de 2025, o volume exportado avançou 54,9%, enquanto a receita cambial cresceu 43,7%, alcançando US$ 560,6 milhões.

Demanda internacional fortalece algodão brasileiro

Segundo a Anea, o desempenho demonstra que o algodão brasileiro ganhou maior regularidade comercial ao longo do ano, mantendo forte ritmo de embarques inclusive em períodos historicamente mais lentos.

De acordo com o presidente da entidade, Dawid Wajs, a consolidação do Brasil como fornecedor confiável da indústria têxtil global tem sido decisiva para sustentar os recordes de exportação.

Leia mais:  Sistema Faemg Senar amplia programa ATeG e beneficia mais de 2 mil produtores nas Matas de Minas e Caparaó

O maior volume mensal já registrado pelo país ocorreu em dezembro de 2025, quando os embarques superaram 450 mil toneladas.

Ásia lidera compras da pluma brasileira

Os países asiáticos continuam concentrando a maior parte das compras do algodão brasileiro. Em abril, Bangladesh liderou as importações, respondendo por 18,4% dos embarques.

Na sequência aparecem:

  • Paquistão: 17,5%
  • China: 14,8%
  • Vietnã: 12,2%
  • Turquia: 11,8%
  • Índia: 11%

A continuidade das compras indianas chamou atenção do mercado, especialmente após o encerramento da isenção tarifária para importação de algodão, que terminou em dezembro do ano passado.

Para a Anea, o movimento confirma que a Índia deixou de ser um comprador pontual e passou a representar um mercado estratégico para a fibra brasileira.

Estoques elevados e nova safra mantêm oferta robusta

O Brasil ainda trabalha com elevados estoques de algodão após a safra recorde 2024/25, que ultrapassou 4 milhões de toneladas de pluma.

Para a temporada 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção próxima de 3,8 milhões de toneladas, com os trabalhos de colheita começando em maio.

Leia mais:  Brasil e parceiros globais lançam Bioeconomy Challenge na COP30 para impulsionar investimentos sustentáveis na natureza

Mesmo com exportações acima de 3 milhões de toneladas previstas para o ciclo, a estimativa da Conab aponta estoques finais de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas, garantindo ampla disponibilidade do produto para o mercado internacional.

Perspectivas para o mercado de algodão

O cenário reforça a posição estratégica do Brasil no comércio mundial de algodão, sustentado por produção competitiva, logística em expansão e forte demanda asiática.

Com compradores ampliando contratos de longo prazo e o país mantendo regularidade nos embarques, o setor segue otimista quanto à continuidade das exportações em níveis elevados ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Instituto Biológico amplia produção de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina no Brasil

Publicado

A sanidade animal segue como um dos pilares estratégicos da pecuária brasileira, especialmente em um cenário de expansão das exportações de carne e leite e aumento das exigências sanitárias internacionais. Nesse contexto, o Instituto Biológico vem ampliando sua atuação na produção nacional de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, reforçando o controle sanitário dos rebanhos em todo o país.

Com apoio da Fundepag, o Laboratório de Inovação em Imunobiológicos do instituto já produziu cerca de 30 milhões de testes diagnósticos desde 2021. Os imunobiológicos abastecem programas sanitários em diferentes regiões do Brasil e são utilizados por médicos-veterinários credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Os kits fazem parte das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, iniciativa coordenada pelo MAPA para monitoramento e controle dessas doenças que impactam diretamente a produtividade pecuária e a saúde pública.

Diagnóstico sanitário fortalece competitividade da pecuária brasileira

A brucelose e a tuberculose bovina estão entre as principais zoonoses monitoradas no país. Além dos prejuízos econômicos causados pela redução da produtividade dos rebanhos, as doenças podem provocar restrições comerciais, limitar o trânsito de animais e comprometer exportações brasileiras de carne e leite.

Leia mais:  MMA avança na revisão de indicadores do sistema de REDD+ voltados à redução de emissões por desmatamento

Segundo o médico-veterinário e responsável técnico pelo laboratório, Ricardo Spacagna Jordão, a modernização dos processos produtivos tem sido fundamental para ampliar a eficiência dos diagnósticos e garantir maior confiabilidade nos resultados.

“O objetivo é aplicar tecnologias mais avançadas na produção dos imunobiológicos, garantindo maior pureza, rastreabilidade e segurança sanitária nos testes realizados”, explica.

Tecnologia aumenta precisão dos testes diagnósticos

O sistema utilizado pelo laboratório é baseado em proteínas purificadas produzidas a partir de bactérias, permitindo a identificação de animais infectados sem risco de transmissão da doença.

Segundo Jordão, os imunobiológicos simulam uma resposta imunológica semelhante à infecção real, possibilitando detectar se o animal teve contato com o agente infeccioso.

“As proteínas produzidas pelas bactérias simulam a presença da doença no organismo. Com isso, conseguimos identificar animais infectados utilizando apenas proteínas purificadas, sem qualquer capacidade de causar enfermidade”, destaca.

O diagnóstico pode ser realizado tanto por inoculação quanto por exames sorológicos, aumentando a precisão do monitoramento sanitário nos rebanhos bovinos.

Fundepag impulsiona expansão da capacidade produtiva

A parceria com a Fundepag foi decisiva para ampliar a estrutura operacional do laboratório, incluindo investimentos em infraestrutura, manutenção de equipamentos, contratação de profissionais especializados e expansão da produção.

Leia mais:  Brasil deve alcançar 25% do mercado mundial de carnes em 2024

De acordo com o Instituto Biológico, o suporte técnico e financeiro permitiu fortalecer a capacidade industrial do laboratório e viabilizar o desenvolvimento de novos kits diagnósticos.

“A parceria contribui diretamente para melhorias estruturais, manutenção da operação laboratorial e fortalecimento das atividades técnicas desenvolvidas pelo instituto”, afirma Jordão.

Sanidade animal ganha importância estratégica no agronegócio

O avanço da produção nacional de kits diagnósticos reforça a importância da ciência e da inovação para a sustentabilidade da pecuária brasileira.

Além de reduzir riscos sanitários e fortalecer o controle epidemiológico, o monitoramento eficiente das doenças bovinas contribui para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Especialistas do setor avaliam que investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia laboratorial e biossegurança serão cada vez mais estratégicos para garantir segurança alimentar, ampliar mercados e preservar a credibilidade sanitária da produção pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana