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Açúcar reage nas bolsas internacionais com alta do petróleo, mas mercado físico brasileiro segue pressionado

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O mercado internacional do açúcar iniciou a semana em recuperação nas principais bolsas globais, sustentado pela forte alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Apesar da reação positiva em Nova York e Londres, o mercado físico brasileiro segue pressionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela expectativa de aumento da oferta de açúcar no país.

Na última sexta-feira (8), os contratos futuros do açúcar encerraram o pregão em alta após uma sequência de perdas registradas ao longo da semana. Em Nova York, o contrato julho/26 do açúcar bruto avançou 0,15 centavo, fechando a 14,69 cents de dólar por libra-peso. O vencimento outubro/26 subiu para 15,16 cents/lbp, enquanto o março/27 encerrou cotado a 15,99 cents/lbp.

Em Londres, o açúcar branco também acompanhou o movimento de recuperação. O contrato agosto/26 fechou a US$ 432,00 por tonelada, enquanto o outubro/26 encerrou a US$ 432,30. O dezembro/26 avançou para US$ 436,00 por tonelada.

Já nesta segunda-feira (11), o movimento de valorização ganhou força. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o contrato julho em Nova York era negociado a 14,84 cents/lbp, com avanço de 15 pontos. Em Londres, o contrato agosto subia para US$ 435,60 por tonelada.

Petróleo dispara e dá sustentação ao açúcar

O principal fator de suporte ao mercado foi a forte valorização do petróleo, após o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A rejeição norte-americana à proposta iraniana para um acordo diplomático elevou os temores sobre possíveis impactos no abastecimento global de energia, especialmente diante das ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do petróleo mundial.

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Com isso, o petróleo Brent avançava mais de 4%, sendo negociado acima de US$ 105 por barril, enquanto o WTI também registrava forte alta.

O movimento impacta diretamente o setor sucroenergético. Com combustíveis mais caros, o etanol tende a ganhar competitividade, incentivando usinas brasileiras a ampliar a produção do biocombustível em detrimento do açúcar. Esse possível redirecionamento do mix produtivo reduz a oferta global da commodity e ajuda a sustentar as cotações internacionais.

Safra brasileira e câmbio mantêm mercado volátil

Apesar da recuperação recente, o mercado ainda opera em ambiente de elevada volatilidade. O avanço da safra brasileira segue como principal fator de pressão sobre os preços globais.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade das exportações brasileiras, fator que também influencia a dinâmica das negociações internacionais.

Analistas do setor destacam que as oscilações do petróleo continuam sendo determinantes para o comportamento do açúcar e do etanol, especialmente em um momento de definição do mix de produção pelas usinas do Centro-Sul.

Mercado físico brasileiro segue pressionado

No mercado interno, o cenário permanece mais fraco. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco em São Paulo registrou queda de 1,27% na sexta-feira (8), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 96,59.

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Com o resultado, o indicador passou a acumular baixa de 1,35% em maio, refletindo a postura cautelosa dos compradores e a expectativa de maior disponibilidade de açúcar ao longo da safra.

Segundo o Cepea, a liquidez segue limitada no mercado spot paulista, com agentes aguardando possíveis novas quedas nos preços antes de ampliar as negociações.

Setor monitora energia, clima e exportações

O mercado segue atento aos desdobramentos da crise geopolítica no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e ao ritmo da moagem no Brasil. A combinação entre energia, câmbio e avanço da safra deve continuar determinando o rumo das cotações nas próximas semanas.

Além disso, operadores acompanham o desempenho das exportações brasileiras e a evolução da demanda internacional, em um cenário marcado por ampla volatilidade e ajustes constantes nas expectativas de oferta global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feicorte 2026 amplia estrutura e estreia julgamento de animais rústicos em São Paulo

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A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne 2026, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho em Presidente Prudente, chega à sua 22ª edição com uma série de novidades voltadas à modernização da experiência do público e à valorização da pecuária de corte brasileira.

Entre os principais destaques está a realização inédita no estado de São Paulo do julgamento de animais rústicos — também conhecido como julgamento de animais de curral —, além da ampliação da planta do evento, criação do Boulevard Feicorte e reorganização estratégica das áreas de gastronomia e negócios.

Julgamento de animais rústicos estreia na Feicorte 2026

A nova modalidade de avaliação de animais busca aproximar ainda mais o público da realidade produtiva das fazendas, destacando eficiência, desempenho e funcionalidade dos bovinos em condições reais de manejo.

Para o diretor de Fomento da Associação Brasileira de Angus, Gabriel Barros, o retorno da raça ao evento reforça sua relevância no cenário nacional.

Ele destaca que o julgamento de animais de curral representa uma evolução importante na forma de apresentação dos exemplares, valorizando animais produtivos e com alto desempenho em carne, sem perder o padrão racial.

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Já o diretor de Marketing da Associação Brasileira de Brangus, João Paulo Schneider, ressalta que a participação da raça acompanha sua expansão no Brasil. Segundo ele, o Brangus se destaca pela adaptabilidade a diferentes biomas e pela capacidade de produção em sistemas a pasto, refletindo diretamente a realidade do produtor rural.

Evento aposta em conexão entre tecnologia, campo e consumo

A CEO da Verum, organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, afirma que as mudanças estruturais do evento têm como objetivo aproximar ainda mais o consumidor e o produtor da realidade da cadeia da carne bovina.

A proposta é reforçar a comunicação sobre qualidade, eficiência e sustentabilidade, trazendo para o centro da feira animais que representam o cotidiano das propriedades rurais.

Nova estrutura amplia experiência e fluxo de visitantes

A edição 2026 contará com uma planta ampliada e novos espaços de convivência. O destaque é o Boulevard Feicorte, área aberta posicionada entre o credenciamento e a demonstração da Rede ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta), reunindo empresas expositoras e visitantes em um ambiente de circulação e networking.

Com a mudança, o tradicional Espaço Beef Hour será reposicionado para uma área superior da feira, próxima à pista de julgamentos, garantindo melhor visibilidade das competições e maior conforto ao público em uma área coberta.

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Gastronomia e Copa do Mundo integram programação

Um dos pontos de maior expectativa será o espaço gastronômico, que além de integrar a programação técnica, também funcionará como ponto de encontro dos visitantes.

No dia 24 de junho, o local será palco da transmissão ao vivo do jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, transformando o ambiente em um espaço de convivência, entretenimento e integração durante o evento.

Feicorte reforça crescimento e foco em inovação no agro

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC), Ailton Barbosa, as mudanças refletem a evolução da feira e a necessidade de integrar tecnologia, negócios e experiência do público.

A ampliação da área de expositores e a reorganização dos espaços têm como objetivo otimizar o fluxo de visitantes e fortalecer o ambiente de negócios, consolidando a Feicorte como um dos principais encontros da cadeia da carne na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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