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MMA realiza oficina do PSA Pirarucu em Manaus e avança no cadastramento de comunidades amazônicas

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil), realizou a Oficina do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Sociobiodiversidade para o Manejo Comunitário Sustentável do Pirarucu (PSA Pirarucu), nos último dias 7 e 8 de maio, em Manaus (AM). 

O encontro reuniu mais de 180 participantes, sendo cerca de 140 manejadores e manejadoras de pirarucu, presidentes de associações comunitárias e técnicos das áreas de manejo de municípios do interior do Amazonas. A programação teve como foco apresentar a Chamada Pública MMA/CONAB nº 01/2026, além de apoiar as comunidades no processo de habilitação e cadastramento no Programa. 

A diretora do Departamento de Políticas de Estímulo à Bioeconomia do MMA, Bruna De Vita, destacou a importância do PSA Pirarucu como instrumento de valorização das comunidades amazônicas e fortalecimento da sociobioeconomia. 

“O PSA do Pirarucu representa um reconhecimento histórico às comunidades que há décadas protegem os rios amazônicos, monitoram os estoques pesqueiros e mantêm a floresta em pé. Mais do que um pagamento, esse Programa simboliza uma nova lógica de desenvolvimento, baseada na valorização do trabalho comunitário, da conservação da biodiversidade e da geração de renda nos territórios. Estamos construindo, junto com as comunidades, uma política pública que une conservação, justiça social e fortalecimento da sociobioeconomia amazônica”, disse a diretora. 

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Avanços 

A oficina marcou um momento histórico para a sociobioeconomia amazônica. Pela primeira vez, comunidades que há décadas atuam na conservação dos estoques de pirarucu, por meio de contagens participativas, vigilância territorial e pesca controlada, passam a ser formalmente remuneradas pelo Estado pelo serviço ambiental prestado. 

Durante os dois dias, equipes técnicas do MMA, CONAB, IBAMA e PNUD detalharam o funcionamento do Programa, os critérios de habilitação, o cálculo do pagamento por serviços ambientais, o cronograma de execução e as regras de repartição de benefícios entre as organizações e seus membros manejadores. 

Um dos destaques da programação foi o “balcão de dúvidas e atendimento”, espaço criado para atendimento direto às organizações participantes. A iniciativa permitiu o cadastramento no sistema SICAN de 16 associações comunitárias, além do esclarecimento de dúvidas sobre o manejo do pirarucu em 2025, orientações sobre o pagamento do PSA e debates sobre salvaguardas socioambientais. 

Os momentos de atendimento também funcionaram como espaços participativos de escuta e construção coletiva, nos quais manejadores e representantes comunitários puderam apresentar sugestões e propostas de aprimoramento para o Programa. 

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PSA Pirarucu 

O PSA Pirarucu é a primeira iniciativa do Governo Federal de pagamento monetário direto a comunidades amazônicas pelos serviços ambientais prestados por meio do manejo comunitário sustentável do pirarucu. Lançado em março de 2026, o Programa reconhece o trabalho de cerca de 5.500 manejadores e manejadoras organizados em mais de 60 organizações comunitárias, atuando em 41 áreas protegidas que somam mais de 20 milhões de hectares no estado do Amazonas. 

Os recursos, estimados em R$ 7 milhões para o ciclo de 2026, são provenientes do Fundo Verde para o Clima (GCF), no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, e serão executados pela CONAB em parceria com o PNUD Brasil. 

A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Bioeconomia e dialoga com as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que reconhece a sociobioeconomia como eixo estratégico para promover desenvolvimento sustentável, valorização dos territórios e geração de renda associada à conservação da biodiversidade.  

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected] e no site do programa. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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