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Diego Guimarães reafirma apoio ao agro e destaca luta pela BR-163 e energia durante Agricorte

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) participou, nesta quinta-feira (14), da abertura oficial da Acricorte 2026, realizada em Cuiabá. Durante o maior encontro técnico da pecuária, o parlamentar reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa com o setor produtivo e destacou que a luta por mais investimentos em logística e energia elétrica em Mato Grosso.

Ao lado do governador Otaviano Pivetta, do senador Jayme Campos e de lideranças da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o deputado Diego Guimarães, que está licenciado, enfatizou que o sucesso econômico de Mato Grosso é fruto da coragem e da capacidade de inovação dos produtores rurais.

BR-163 – Um dos pontos centrais do discurso do deputado foi a cobrança por melhorias na malha viária, com destaque para a continuidade da duplicação da BR-163 até a divisa com o Pará. Atualmente, a concessão da Nova Rota do Oeste duplicou até Sinop. No entanto, a outra concessionária Via Brasil reluta em dar celeridade a duplicação de Sinop a Guarantã do Norte.

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“A duplicação da BR-163 é uma necessidade urgente para garantir segurança, desenvolvimento e competitividade ao nosso Estado”, pontuou Diego Guimarães.

O posicionamento foi reforçado pelo senador Jayme Campos (União), que também cobrou agilidade nas obras da rodovia. “Não podemos aceitar obras lentas enquanto a praça de pedágio já está cobrando e quase nada de melhorias foi feito nessa rodovia”, criticou o senador.

Diego Guimarães e Jayme Campos concordaram que o atual plano da concessionária que prevê a duplicação até Guarantã do Norte em 9 anos é extremamente lento e não atende a necessidade do setor produtivo de Mato Grosso.

Energia Elétrica – Além das estradas, Diego Guimarães apontou hoje existe a instabilidade no fornecimento de energia elétrica em municípios e regiões rurais como um forte entrave ao crescimento. Para o parlamentar, a modernização da rede é crucial para que o produtor possa investir em novas tecnologias e expandir a produção.

“A energia elétrica é hoje um gargalo para o crescimento do setor produtivo. O produtor precisa de segurança energética para continuar investindo e expandindo sua produção”, destacou.

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Durante o evento, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou o impacto social da atividade no Estado de Mato Grosso, apontando que cerca de 130 mil famílias trabalham diretamente na produção de gado bovino.

“Esses números mostram a importância econômica, mas principalmente social da atividade pecuária”, afirmou o governador, que concluiu reafirmando a parceria do Poder Executivo com o setor. “Quero reafirmar o compromisso do Governo de Mato Grosso de continuar fazendo a infraestrutura que o produtor precisa, melhorando o acesso às propriedades”.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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