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Reforma Tributária: empresas têm até julho para adaptar notas fiscais e evitar risco de paralisação no faturamento

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A regulamentação da Reforma Tributária sobre o consumo entrou em uma nova fase e acendeu um alerta importante para empresas de todos os setores da economia. Com a publicação do Decreto nº 12.955, que regulamenta a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), as empresas terão até o dia 31 de julho de 2026 para adequar seus sistemas de emissão de notas fiscais às novas exigências tributárias.

A partir de 1º de agosto de 2026, todos os documentos fiscais deverão conter obrigatoriamente os novos campos relacionados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à CBS, incluindo a chamada alíquota teste de 1%.

Na prática, empresas que não realizarem as adequações tecnológicas dentro do prazo poderão enfrentar rejeição de notas fiscais, dificuldades operacionais e até interrupções no faturamento.

Adequação das notas fiscais passa a ser prioridade nas empresas

Segundo o especialista tributário Welinton Mota, embora o decreto não tenha trazido mudanças profundas em relação ao que já previa a Lei Complementar nº 214/2025, a regulamentação consolidou o cronograma operacional da Reforma Tributária e tornou a adaptação ainda mais urgente.

De acordo com ele, o principal impacto está na operação diária das empresas.

“Na prática, o regulamento praticamente repete o que já estava previsto na legislação. O ponto mais relevante é operacional: a partir de 1º de agosto de 2026 será obrigatório emitir notas fiscais com os novos campos do IBS e da CBS. Empresas que não ajustarem seus sistemas até o fim de julho poderão enfrentar problemas para faturar e ainda ficar sujeitas às penalidades previstas na legislação”, afirma.

Estados e municípios aceleram mudanças nos sistemas fiscais

A implementação da Reforma Tributária já começou a mobilizar administrações tributárias em todo o país. Diversos estados e municípios iniciaram a atualização de plataformas fiscais para atender às novas exigências do modelo tributário.

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Um dos exemplos mais relevantes vem da Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo, que informou oficialmente que, a partir de agosto de 2026, a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) deverá ocorrer exclusivamente pelo chamado “layout 2”, estrutura que já incorpora os campos destinados ao IBS e à CBS.

O modelo antigo ficará disponível apenas para emissões retroativas.

A mudança em São Paulo é vista como referência para outras cidades e reforça a necessidade de preparação imediata por parte das empresas.

Segundo especialistas, documentos fiscais emitidos fora do novo padrão poderão ser rejeitados automaticamente pelos sistemas das administrações tributárias.

Reforma Tributária deixa de ser tema jurídico e vira desafio operacional

Com a aproximação do novo modelo, especialistas alertam que a Reforma Tributária deixou de ser apenas um debate jurídico e passou a exigir ações práticas e imediatas das empresas.

Para Welinton Mota, a adequação tecnológica deve ser tratada como prioridade estratégica.

“A nota fiscal é o coração da operação de qualquer empresa. Se o sistema não estiver preparado para atender às novas exigências técnicas, a emissão pode ser comprometida e o faturamento interrompido. Por isso, é fundamental que as empresas conversem imediatamente com seus fornecedores de ERP e realizem testes operacionais”, alerta.

O especialista ressalta ainda que, em muitos casos, o XML das notas fiscais já precisa estar estruturado para suportar os campos de IBS e CBS, mesmo durante a fase experimental.

Ano de testes da Reforma Tributária começa em 2026

O ano de 2026 funcionará como período de transição e testes do novo sistema tributário brasileiro.

Durante essa fase será aplicada uma alíquota experimental total de 1%, dividida entre:

  • 0,1% de IBS
  • 0,9% de CBS
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Os valores recolhidos poderão ser compensados com créditos de PIS e Cofins, e empresas que cumprirem corretamente as obrigações acessórias poderão até ser dispensadas do pagamento efetivo.

Já a cobrança integral da CBS começará em 2027, juntamente com a extinção definitiva do PIS e da Cofins.

A implementação completa da Reforma Tributária ocorrerá gradualmente até 2033.

Empresas do Simples Nacional também precisam se preparar

As mudanças não atingem apenas grandes empresas. Negócios enquadrados no Simples Nacional também precisarão avaliar os impactos do novo sistema tributário.

Segundo especialistas, essas empresas deverão decidir até setembro qual estratégia adotar em relação ao novo modelo, especialmente no que envolve aproveitamento de créditos tributários pelos clientes.

A escolha poderá afetar diretamente a competitividade das empresas e o relacionamento comercial com fornecedores e compradores.

Simplificação tributária exigirá investimentos em tecnologia

A Reforma Tributária substituirá tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto pelo IBS e pela CBS.

O objetivo do governo é simplificar o sistema tributário, reduzir burocracias e diminuir o contencioso fiscal no país.

Apesar dos benefícios esperados no longo prazo, o processo de adaptação exigirá investimentos em tecnologia, revisão de processos internos e forte planejamento operacional.

Para Welinton Mota, as empresas que iniciarem a preparação desde já terão vantagem competitiva durante a transição.

“A simplificação é um avanço importante, mas exige planejamento, investimentos em tecnologia e atenção aos detalhes operacionais. Quem se preparar com antecedência terá mais segurança para atravessar esse período e aproveitar melhor as oportunidades do novo sistema tributário”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agrodefesa e CropLife Brasil lançam guia para proteger abelhas e fortalecer polinização no agronegócio

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a CropLife Brasil lançaram o “Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores”, publicação voltada à conscientização e capacitação de produtores rurais, técnicos e profissionais do agro sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos e para a sustentabilidade no campo.

O material digital destaca medidas de proteção aos polinizadores, orientações técnicas para o uso correto de insumos agrícolas e reforça a importância do cadastro de apiários em Goiás. A publicação está disponível gratuitamente no site oficial da Agrodefesa.

Abelhas são essenciais para a produção agrícola

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, mais de 75% das culturas agrícolas e plantas silvestres dependem da polinização realizada por abelhas e outros insetos polinizadores.

Diante desse cenário, a iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a necessidade de conciliar produtividade agrícola, preservação ambiental e proteção da biodiversidade.

De acordo com Rafael Vieira, o guia foi desenvolvido para incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a convivência harmoniosa entre produção agropecuária e preservação dos agentes polinizadores.

O dirigente ressalta que o cuidado com as abelhas se tornou uma preocupação global e exige cada vez mais ações de educação sanitária e boas práticas no campo.

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Cadastro de apiários ganha destaque em Goiás

Um dos principais pontos abordados na publicação é a importância do cadastro de apiários junto à Agrodefesa.

Segundo Bruno Rodrigues de Pádua, o cadastramento permite mapear a atividade apícola e meliponícola no estado, contribuindo para o planejamento de ações de defesa agropecuária e monitoramento sanitário.

As informações coletadas auxiliam na preservação da saúde das colmeias e na garantia da qualidade dos produtos apícolas produzidos em Goiás.

O guia também reforça a obrigatoriedade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentação de colmeias, além da necessidade de comunicação imediata de mortalidade anormal de abelhas ou suspeitas de doenças.

Guia orienta sobre uso correto de insumos agrícolas

A publicação apresenta ainda uma seção específica com recomendações técnicas intitulada “9 práticas de campo que protegem as abelhas”.

Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos agrícolas, manejo adequado das aplicações e adoção de tecnologias voltadas à proteção de organismos não-alvo, especialmente os insetos polinizadores.

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Segundo Pedro Duarte, os insumos agrícolas são ferramentas estratégicas para garantir produtividade e controle de pragas, mas exigem capacitação técnica para que sejam utilizados de forma segura e sustentável.

Ele destaca que a proteção das abelhas é fundamental para a biodiversidade e para a manutenção da produtividade agrícola no longo prazo.

Cooperação fortalece sustentabilidade no agro

O lançamento do guia integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2021, firmado entre a Agrodefesa e a CropLife Brasil.

A parceria tem como objetivo promover práticas agrícolas sustentáveis, fortalecer a educação sanitária no campo e ampliar iniciativas de preservação ambiental relacionadas à atividade agropecuária.

Com o avanço das discussões sobre sustentabilidade e segurança alimentar, a proteção dos polinizadores vem ganhando cada vez mais espaço dentro das estratégias do agronegócio brasileiro.

Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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