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Agrodefesa e CropLife Brasil lançam guia para proteger abelhas e fortalecer polinização no agronegócio

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a CropLife Brasil lançaram o “Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores”, publicação voltada à conscientização e capacitação de produtores rurais, técnicos e profissionais do agro sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos e para a sustentabilidade no campo.

O material digital destaca medidas de proteção aos polinizadores, orientações técnicas para o uso correto de insumos agrícolas e reforça a importância do cadastro de apiários em Goiás. A publicação está disponível gratuitamente no site oficial da Agrodefesa.

Abelhas são essenciais para a produção agrícola

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, mais de 75% das culturas agrícolas e plantas silvestres dependem da polinização realizada por abelhas e outros insetos polinizadores.

Diante desse cenário, a iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a necessidade de conciliar produtividade agrícola, preservação ambiental e proteção da biodiversidade.

De acordo com Rafael Vieira, o guia foi desenvolvido para incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a convivência harmoniosa entre produção agropecuária e preservação dos agentes polinizadores.

O dirigente ressalta que o cuidado com as abelhas se tornou uma preocupação global e exige cada vez mais ações de educação sanitária e boas práticas no campo.

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Cadastro de apiários ganha destaque em Goiás

Um dos principais pontos abordados na publicação é a importância do cadastro de apiários junto à Agrodefesa.

Segundo Bruno Rodrigues de Pádua, o cadastramento permite mapear a atividade apícola e meliponícola no estado, contribuindo para o planejamento de ações de defesa agropecuária e monitoramento sanitário.

As informações coletadas auxiliam na preservação da saúde das colmeias e na garantia da qualidade dos produtos apícolas produzidos em Goiás.

O guia também reforça a obrigatoriedade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentação de colmeias, além da necessidade de comunicação imediata de mortalidade anormal de abelhas ou suspeitas de doenças.

Guia orienta sobre uso correto de insumos agrícolas

A publicação apresenta ainda uma seção específica com recomendações técnicas intitulada “9 práticas de campo que protegem as abelhas”.

Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos agrícolas, manejo adequado das aplicações e adoção de tecnologias voltadas à proteção de organismos não-alvo, especialmente os insetos polinizadores.

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Segundo Pedro Duarte, os insumos agrícolas são ferramentas estratégicas para garantir produtividade e controle de pragas, mas exigem capacitação técnica para que sejam utilizados de forma segura e sustentável.

Ele destaca que a proteção das abelhas é fundamental para a biodiversidade e para a manutenção da produtividade agrícola no longo prazo.

Cooperação fortalece sustentabilidade no agro

O lançamento do guia integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2021, firmado entre a Agrodefesa e a CropLife Brasil.

A parceria tem como objetivo promover práticas agrícolas sustentáveis, fortalecer a educação sanitária no campo e ampliar iniciativas de preservação ambiental relacionadas à atividade agropecuária.

Com o avanço das discussões sobre sustentabilidade e segurança alimentar, a proteção dos polinizadores vem ganhando cada vez mais espaço dentro das estratégias do agronegócio brasileiro.

Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

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O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

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O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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