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Expobor e Pneushow 2026 colocam indústria da borracha no centro da transformação tecnológica e geopolítica global

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A indústria da borracha entra em 2026 diante de um cenário de forte pressão competitiva e transformação estrutural. Entre desafios ligados às tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, e o avanço das importações chinesas, o setor busca alternativas para manter sua competitividade e sustentabilidade no mercado global.

Nesse contexto, a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, que serão realizadas no Expo Center Norte, em São Paulo, se consolidam como os principais pontos de encontro da cadeia produtiva. O evento acontece entre os dias 23 e 25 de junho e terá como destaque a chamada “Arena do Conhecimento”, espaço dedicado à discussão de estratégias que devem orientar o setor até 2030.

Arena do Conhecimento será centro de debates estratégicos da indústria

A programação reunirá empresários, executivos, especialistas e profissionais da cadeia de artefatos de borracha e pneus reformados, com foco em temas que vão desde inovação tecnológica até os impactos econômicos globais sobre a indústria.

Entre os principais assuntos em debate está a aplicação da Inteligência Artificial nos processos industriais, com destaque para ganhos de produtividade, automação e competitividade. A tecnologia é vista como um dos pilares da nova fase da indústria, especialmente diante da necessidade de redução de custos e aumento da eficiência operacional.

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Outro ponto central da programação será o impacto das tensões geopolíticas sobre os custos da borracha natural e de insumos químicos. O cenário internacional, marcado por instabilidades no Oriente Médio e oscilações no mercado de energia, tem pressionado toda a cadeia produtiva global.

Importações chinesas, reforma tributária e pressão sobre a indústria nacional

A crescente participação dos produtos chineses no mercado brasileiro também será amplamente discutida durante o evento. O avanço das importações é apontado como um dos principais desafios enfrentados pelos fabricantes nacionais, que lidam com maior concorrência e necessidade de adaptação estratégica.

A reforma tributária em curso no Brasil também entra na pauta, com análises sobre seus possíveis impactos no setor de artefatos de borracha, incluindo mudanças na carga fiscal, competitividade e estrutura de custos das empresas.

Sustentabilidade, economia circular e escassez de mão de obra

A sustentabilidade será outro eixo importante da programação. A Arena do Conhecimento abordará temas como economia circular, destinação correta de pneus inservíveis, eficiência energética, descarbonização e práticas ambientais voltadas à cadeia da borracha.

A escassez de mão de obra qualificada também preocupa o setor e será tema de debates específicos. As mudanças culturais e geracionais têm impactado diretamente a disponibilidade de profissionais especializados, afetando a produtividade e a capacidade de expansão da indústria.

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Além disso, o evento discutirá alternativas de financiamento, crédito e fomento à inovação, com foco em fortalecer a competitividade das empresas brasileiras em um ambiente de alta complexidade econômica.

Expobor 2026 e Pneushow 2026 apresentam inovações e tecnologias do setor

Promovidas pela Francal, as feiras foram estruturadas para integrar conteúdo técnico e exposição de soluções industriais. A Expobor 2026 reunirá fabricantes de máquinas, fornecedores de insumos, indústria química, tecnologias de reciclagem, ferramentarias e soluções de moldes.

Já a Pneushow 2026 destacará novidades em rodas, aros e acessórios, equipamentos para oficinas e borracharias, ferramentas de produção, materiais para reparo e reforma, além de soluções voltadas à reciclagem e ao uso de materiais renováveis.

Com forte foco em inovação e sustentabilidade, o evento se consolida como uma das principais vitrines da indústria da borracha na América Latina, reunindo tendências que devem impactar diretamente o futuro do setor nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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