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3tentos inicia operação de usina de etanol de milho em MT após autorização da ANP e amplia presença em biocombustíveis

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A 3tentos iniciou oficialmente a operação de sua primeira indústria de etanol de milho em Porto Alegre do Norte, no Vale do Araguaia (MT), após receber autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio da SPC-ANP Nº 253, de 19 de maio de 2026.

Segundo informações divulgadas pela companhia e citadas pelo CEO João Marcelo Dumoncel, a entrada em operação marca um avanço estratégico na consolidação da empresa no segmento de biocombustíveis e na ampliação de sua atuação industrial no Centro-Oeste brasileiro.

Nova planta integra plano de expansão e fortalece cadeia do milho no Mato Grosso

A unidade faz parte do ciclo de investimentos anunciado pela 3tentos em 2024 e representa a entrada definitiva da companhia no mercado de etanol de milho. A empresa já opera três plantas de processamento de soja e produção de biodiesel no Rio Grande do Sul (Ijuí e Cruz Alta) e em Mato Grosso (Vera).

A nova indústria terá capacidade de processar 2.800 toneladas de milho por dia, com produção estimada de 1.275 m³/d de etanol hidratado e 1.215 m³/d de etanol anidro. A planta também produzirá 785 toneladas diárias de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), além de 50 toneladas de óleo de milho por dia. A estrutura ainda permite o uso de sorgo em composição com o milho.

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De acordo com o executivo Luiz Osório Dumoncel, Executive Chairman da companhia, a operação já começa com insumos garantidos para os primeiros meses e estrutura preparada para a chegada da safra.

“Com a autorização da ANP iniciamos imediatamente a produção. O milho para os primeiros meses já está depositado e estamos 100% preparados para receber a safra que começa em junho”, afirmou o executivo.

Projeto deve gerar mais de 800 empregos diretos e indiretos na região

A nova unidade deve impactar diretamente a economia regional do Vale do Araguaia, com a criação de aproximadamente 350 empregos diretos e mais de 500 indiretos, segundo a companhia.

O projeto reforça a estratégia da 3tentos de replicar no Mato Grosso o modelo integrado já consolidado no Rio Grande do Sul, iniciado com sua expansão em 2021. O foco, segundo a empresa, é aproveitar o potencial agrícola da região e reduzir o déficit de industrialização local.

“O Vale do Araguaia reúne características que se conectam diretamente com a estratégia da 3tentos. É uma região com enorme potencial produtivo, mas que ainda não contava com uma usina de etanol de milho”, destacou Luiz Augusto Dumoncel, VP de Operações da companhia.

DDGS e integração com pecuária ampliam impacto econômico do projeto

Além da produção de etanol, a unidade terá papel relevante na cadeia da pecuária regional por meio da oferta de DDGS, insumo amplamente utilizado na alimentação animal e considerado estratégico para a intensificação da produção de carne bovina.

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Segundo o VP de Operações, o subproduto deve contribuir para ganhos de produtividade na pecuária local, especialmente em regiões de forte vocação para a engorda de rebanhos.

“O DDGS cria uma nova alternativa nutricional para os pecuaristas e contribui para acelerar a engorda do rebanho”, afirmou Luiz Augusto Dumoncel.

3tentos reforça aposta em energia renovável e sustentabilidade

Para o CEO João Marcelo Dumoncel, a entrada em operação da nova planta reforça o posicionamento da companhia como uma empresa integrada ao agronegócio e às demandas de transição energética.

“A entrada em operação da indústria de etanol de milho representa um avanço importante na estratégia de crescimento da 3tentos”, destacou o executivo.

A companhia informou ainda que a unidade utilizará tecnologia de padrão internacional, com operação contínua ao longo do ano, além de buscar certificações ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa RenovaBio, ampliando sua participação em mercados de combustíveis renováveis no Brasil e no exterior.

Com o novo empreendimento, a 3tentos consolida sua presença no setor de biocombustíveis e reforça a tendência de expansão do etanol de milho como alternativa estratégica na matriz energética brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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