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Wilson Santos destina emenda e reforça compromisso com a cultura popular e a inclusão social da juventude

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) visitou nesta segunda-feira (25) o Instituto Cultural Casa de Artes, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Na oportunidade, ele acompanhou uma apresentação do projeto “Flor de Caju” que mantém viva a tradição do siriri por meio da participação de crianças e adolescentes, e conheceu de perto toda a estrutura e as ações desenvolvidas pela entidade.

Ao longo de sua trajetória política, o parlamentar tem destinado recursos para fortalecer iniciativas culturais em Mato Grosso. Para o Instituto Cultural Casa de Artes, ele já destinou R$ 200 mil em emendas, nos anos de 2024 e 2025, o que contribuiu para a manutenção das atividades e ampliação do atendimento à juventude da região. “Esse é um projeto social que evita grandes transtornos nas ruas, combate a gravidez na adolescência e oferece oportunidades para centenas de jovens. Nós buscamos ajudar todos os anos, porque acreditamos nesse trabalho. E o mais importante do que construir obras é construir gente. Fico feliz em ver que a emenda parlamentar está sendo muito bem aplicada neste projeto cultural”, declarou.

O ator, produtor cultural e gestor da instituição, Vinícius José Hoffmann Bertuol, conhecido como Vini Hoffmann, conta que a entidade existe há 13 anos e atua na promoção da arte, da cultura e da inclusão social no Pedra 90. “Eu vim de um projeto social, assim como a maioria das pessoas que hoje trabalham conosco na gestão da entidade. Nós começamos aqui, porque queríamos devolver para a comunidade um pouco do que recebemos. Como artistas, entendemos a importância de oferecer oportunidades para crianças, adolescentes e suas famílias. Nosso espaço próprio existe desde 2019. Foi uma conquista construída com muito esforço e dedicação”, relatou o artista.

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Ele destaca que mais de 10 mil pessoas já passaram pelas atividades promovidas pelo instituto ao longo de sua história. Atualmente, após a transformação da entidade em Escola Livre de Formação, Arte e Cultura, cerca de 300 crianças e adolescentes são atendidos regularmente. Hoffmann destacou ainda a importância do apoio parlamentar para a continuidade dos projetos.

“A ajuda parlamentar é muito importante para que possamos continuar fazendo o que fazemos aqui. As emendas favorecem diretamente a população e permitem que a gente desenvolva novos projetos e mantenha nossas ações em funcionamento. Ter o apoio do deputado Wilson Santos nos ajuda muito a continuar esse trabalho. É um prazer imenso contar com a sua presença em nosso espaço. A visibilidade que ele traz para a instituição, também faz toda a diferença. Todos os dias temos aulas e todo apoio é sempre importante”, declarou Vini.

A transformação proporcionada pelas atividades culturais também é percebida pelas famílias atendidas. A dona de casa Gabriela Silva acompanha de perto o desenvolvimento da filha Sophia, de 11 anos, integrante do grupo de siriri “Flor de Caju” há três anos. “A partir do momento em que começamos aqui, minha filha passou a se autoconhecer melhor, interagir com outras crianças e se apaixonou pelo siriri. Ela aprendeu a se conhecer e ganhou mais confiança. A dança fez minha filha se descobrir. Fico muito feliz em ver que existem pessoas, como o deputado Wilson Santos, que têm um olhar voltado para a juventude. Nossas crianças precisam desse tipo de oportunidade”, comentou.

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A emenda parlamentar garantiu que o Instituto Cultural Casa de Artes ofertasse oficinas gratuitas para crianças e adolescentes de percussão, violão, canto, dança de salão, dança afro, dança de rua, stiletto, edição de áudio e vídeo, além de acompanhamento com psicóloga e terapeuta comunitária.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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