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Expocitros 2026 destaca combate ao greening e reforça liderança da citricultura paulista

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A abertura da 51ª edição da Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura, realizada nesta terça-feira (26), em Cordeirópolis (SP), reforçou o protagonismo da citricultura paulista no cenário nacional e internacional. Durante o evento, o Governo de São Paulo apresentou novas medidas para o combate ao greening (HLB), além de destacar investimentos em pesquisa, inovação tecnológica, defesa agropecuária e sustentabilidade para o setor.

Promovido pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), o encontro reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças do agronegócio para discutir os principais desafios da cadeia citrícola, incluindo automação, inteligência artificial, rastreabilidade, sensoriamento e manejo fitossanitário.

Nova resolução atualiza combate ao greening em São Paulo

Durante a cerimônia de abertura, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresentou os principais pontos da nova Resolução SAA nº 32/2026, que atualiza as regras estaduais de prevenção e combate ao greening, considerado atualmente a principal ameaça fitossanitária da citricultura mundial.

A nova normativa estabelece um modelo mais regionalizado de enfrentamento da doença, classificando os municípios paulistas conforme o nível de incidência do HLB. Entre as medidas anunciadas estão o reforço do monitoramento obrigatório do psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença, e a intensificação das fiscalizações quinzenais nos pomares.

Outro ponto de destaque é a flexibilização da erradicação de plantas adultas contaminadas em regiões de alta incidência, desde que os produtores adotem manejo fitossanitário adequado. Já a eliminação obrigatória permanece para plantas de até três anos e para municípios com baixa incidência da doença.

A resolução também cria novas exigências para o trânsito interestadual de frutas, com foco na redução dos riscos fitossanitários e na preservação da competitividade da produção paulista.

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Segundo o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o trabalho técnico desenvolvido pelo Estado já apresenta resultados positivos no controle do avanço do greening.

“O enfrentamento ao greening em São Paulo já começa a apresentar sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores”, afirmou.

Citricultura paulista mantém liderança global

Durante o evento, o governo paulista também destacou a força econômica da cadeia citrícola no estado. Dados apresentados mostram que o grupo de sucos ocupa atualmente a quinta posição entre os principais produtos exportados pelo agro paulista, somando US$ 671,8 milhões em exportações e participação de 7,9% na balança comercial do setor.

São Paulo responde por cerca de 77% da produção nacional de citros, concentra mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja e lidera a produção brasileira de frutas destinadas ao mercado externo.

“A citricultura paulista é uma potência econômica e tecnológica. O trabalho técnico realizado pela Secretaria de Agricultura, integrando pesquisa, defesa agropecuária e assistência ao produtor, é fundamental para manter São Paulo como referência mundial no setor”, destacou o secretário.

Pesquisa e inovação ganham protagonismo na Expocitros 2026

A atuação integrada entre pesquisa científica, inovação tecnológica e defesa sanitária também foi um dos temas centrais da programação.

O Instituto Agronômico (IAC), que completa 139 anos em 2026, foi destacado como uma das principais instituições de pesquisa agropecuária do país. O Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, ligado ao instituto, abriga o maior banco de germoplasma de citros do mundo e desenvolve pesquisas em parceria com universidades, empresas e instituições nacionais e internacionais.

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Segundo o diretor do Centro de Citricultura do IAC, Dirceu Mattos Jr., a integração entre ciência e setor produtivo é fundamental para ampliar a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira.

Ao longo da programação técnica da Expocitros 2026, especialistas da Secretaria de Agricultura e pesquisadores apresentarão estudos sobre controle biológico, microbioma, proteção de plantas, manejo fitossanitário, novas variedades e estratégias biotecnológicas de enfrentamento ao HLB.

Evento homenageia nomes históricos da citricultura brasileira

A cerimônia de abertura também foi marcada por homenagens a personalidades de destaque do agronegócio e da pesquisa agrícola brasileira.

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues recebeu a Medalha “Mérito Científico D. Pedro II”, concedida pelo Instituto Agronômico a personalidades que contribuíram significativamente para o desenvolvimento científico e institucional do agro paulista.

Também foram homenageados o pesquisador Hamilton Humberto Ramos, com o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura 2026, o pesquisador Walter dos Santos Soares Filho, incluído no Hall da Fama da Citricultura Brasileira, e o produtor José de Alencar Matta, reconhecido com o Prêmio Centro de Citricultura.

Programação segue até 29 de maio

A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura seguem até o dia 29 de maio com uma extensa programação de palestras, debates técnicos e apresentações voltadas à transferência de tecnologia, inovação e fortalecimento da cadeia citrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atualização de Rebanhos em São Paulo segue até 14 de junho e já alcança 55% das declarações

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A Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre de 2026 segue em andamento no Estado de São Paulo e os produtores rurais têm até o dia 14 de junho para regularizar as informações cadastrais de seus animais junto à Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Segundo dados do sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal), aproximadamente 55% dos rebanhos paulistas já foram declarados desde o início da campanha, em 11 de maio. A atualização é obrigatória para diversas espécies de produção animal e representa uma importante ferramenta de monitoramento sanitário.

Declaração é obrigatória para diversas espécies

Além dos bovinos, devem ser atualizados os dados de bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e também criações de bicho-da-seda.

A Defesa Agropecuária alerta que a não realização da declaração pode resultar em bloqueios para movimentação dos animais, impedimento na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e aplicação de sanções administrativas previstas na legislação estadual.

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Entre todas as espécies cadastradas, os bovinos apresentam o maior índice de adesão até o momento, com 61,94% dos animais já declarados pelos produtores.

Como realizar a atualização do rebanho

A declaração pode ser feita de forma online, diretamente pelo sistema GEDAVE, ou presencialmente em uma das unidades regionais da Defesa Agropecuária espalhadas pelo Estado de São Paulo.

A atualização periódica dos dados permite ao serviço veterinário oficial manter informações precisas sobre o rebanho paulista, fortalecendo as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças animais.

Contribuição ao Fundesa-PEC passa a integrar a campanha

Uma das novidades desta edição da campanha é a contribuição obrigatória dos proprietários de bovinos e bubalinos ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), criado para fortalecer a proteção sanitária do rebanho paulista contra a febre aftosa.

O valor da contribuição em 2026 foi estabelecido em R$ 1,076 por animal declarado. Até o momento, o fundo já arrecadou R$ 6,46 milhões.

Os recursos serão destinados à formação de uma reserva financeira para situações emergenciais relacionadas à sanidade animal.

Fundo garante suporte em casos de febre aftosa

Em eventuais ocorrências de focos de febre aftosa, a Defesa Agropecuária precisa agir rapidamente para evitar a disseminação da doença. Dependendo da gravidade da situação, pode ser necessário realizar o abate sanitário de animais.

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Nesses casos, o Fundesa-PEC tem papel fundamental ao garantir a indenização dos produtores afetados, reduzindo os impactos econômicos da medida sanitária.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, a existência do fundo fortalece a capacidade de resposta do Estado diante de emergências sanitárias, contribuindo para a manutenção do status sanitário paulista e para a competitividade da pecuária nos mercados nacional e internacional.

Sanidade animal é estratégica para o agronegócio

A atualização cadastral dos rebanhos é considerada uma das principais ferramentas de gestão sanitária do setor pecuário. Além de permitir maior controle sobre o efetivo animal existente no Estado, a medida contribui para a rastreabilidade, segurança alimentar e preservação dos mercados consumidores, cada vez mais exigentes quanto aos padrões sanitários da produção agropecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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