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Preço do boi gordo volta a subir no fim de maio com exportações aquecidas e oferta restrita

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Os preços da arroba do boi gordo voltaram a registrar leves altas neste final de maio, impulsionados pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta limitada de animais prontos para abate em diversas regiões pecuárias do país.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o mercado vem apresentando recuperação gradual após a retração observada na primeira quinzena do mês. No início de maio, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ chegou a superar os R$ 350 por arroba, mas recuou posteriormente para a faixa dos R$ 340.

Nos dias 14 e 15 de maio, o indicador atingiu R$ 344,60 por arroba. Entretanto, entre os dias 19 e 26 de maio, houve avanço de 0,87%, com o indicador encerrando a terça-feira (26) cotado a R$ 347,80 por arroba.

Apesar da recuperação recente, o mercado ainda acumula desvalorização no mês. Considerando o período entre 30 de abril e 26 de maio, o Indicador do Boi Gordo registra queda de 1,88%.

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Exportações de carne bovina sustentam o mercado interno

O desempenho das exportações segue como principal fator de sustentação para os preços do boi gordo no Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que os embarques de carne bovina in natura já ultrapassaram 200 mil toneladas na parcial de maio.

A média diária exportada alcança 13,565 mil toneladas, volume significativamente superior ao registrado em maio de 2025, quando a média diária ficou em 10,381 mil toneladas.

Caso o ritmo atual seja mantido até o encerramento do mês, o Brasil poderá superar a marca de 270 mil toneladas exportadas, estabelecendo um novo recorde histórico para maio no segmento de carne bovina.

Oferta restrita de animais contribui para valorização da arroba

Além da demanda internacional aquecida, a disponibilidade mais limitada de animais terminados também contribui para o movimento de sustentação dos preços no mercado físico.

Segundo analistas do Cepea, frigoríficos seguem encontrando dificuldades para ampliar escalas de abate em algumas praças pecuárias, cenário que reduz a pressão de baixa sobre a arroba e favorece reajustes pontuais nos negócios.

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O mercado acompanha ainda as condições climáticas e a evolução das pastagens neste período de transição para a seca, fator que tradicionalmente influencia a disponibilidade de bovinos para comercialização no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA promove primeiro Diálogo Brasil-China sobre políticas ambientais e cooperação climática

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, na última quarta-feira (20/5), em Brasília (DF), a primeira edição do Diálogo Brasil-China de Intercâmbio de Experiências em Políticas Ambientais (“China-Brazil Environmental Protection Policy Experience Exchange Dialogue”). O encontro reuniu especialistas dos dois países para debater temas estratégicos da agenda socioambiental, como conservação e restauração de ecossistemas, cadeias de valor sustentáveis, bioeconomia, gestão de resíduos, economia circular e financiamento climático. 

A iniciativa integra o programa de atividades da Subcomissão de Meio Ambiente e Mudança do Clima da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). Criada em abril de 2023, após visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, a subcomissão tem como objetivo fortalecer a coordenação bilateral em temas ambientais no âmbito multilateral, além de promover o intercâmbio técnico e o desenvolvimento de ações conjuntas em áreas como transição energética, combate à mudança do clima, bioeconomia e conservação e restauração de ecossistemas. 

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Na oportunidade, representantes das diferentes secretarias do MMA apresentaram avanços e resultados das políticas ambientais brasileiras. Entre os destaques esteve o conjunto de ações implementadas pelo Governo do Brasil para alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.  

Também foram apresentadas iniciativas voltadas à promoção da bioeconomia, ao fortalecimento da gestão de resíduos e da economia circular, à restauração de ecossistemas e à ampliação do acesso a recursos para financiamento climático e ambiental. 

A delegação chinesa compartilhou experiências e prioridades do país para a agenda ambiental, com foco em estratégias de desenvolvimento sustentável, conservação e restauração de ecossistemas, cooperação e financiamento climático.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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