Saúde

Ministério da Saúde abre inscrições para curso sobre cuidado em crises em saúde mental na RAPS

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O Ministério da Saúde (MS) está com inscrições abertas para o curso “A tempo e junto: fortalecendo cuidado em redes e direitos nas situações de crise em saúde mental”. A formação é realizada em parceria com a Fiocruz Brasília e tem como foco a qualificação de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), especialmente aqueles que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e em leitos de saúde mental em hospitais gerais.

Na modalidade de Educação a Distância (EAD), o curso oferece 15 mil vagas e carga horária de 120 horas. As inscrições podem ser feitas entre os dias 26 de maio e 30 de junho de 2026, por meio do Campus Virtual Fiocruz Brasília. As aulas ocorrerão de 23 de junho a 24 de novembro de 2026.

A iniciativa busca fortalecer o cuidado em liberdade, a garantia de direitos e o manejo adequado das situações de crise em saúde mental, um dos principais desafios enfrentados atualmente pelas equipes da RAPS em todo o país.

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A formação também pretende ampliar o preparo técnico das equipes para atuação em urgências e emergências em saúde mental, promovendo estratégias de acolhimento mais humanizadas, articuladas em rede e alinhadas às diretrizes da Atenção Psicossocial.

“Fortalecer o cuidado em liberdade significa investir na qualificação permanente das equipes da RAPS e reafirmar o compromisso do SUS com um cuidado humanizado, territorial e centrado na garantia de direitos. Esse curso amplia o acesso à formação e fortalece as Redes de Atenção Psicossocial em todo o país”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do MS, Marcelo Kimati.

O conteúdo programático aborda temas como a Reforma Psiquiátrica Brasileira, estratégias de cuidado e continuidade da atenção em situações de crise, tecnologias de cuidado e cidadania, além de práticas de desescalada e construção de projetos terapêuticos singularizados nos diferentes territórios.

Serviço

Curso: A tempo e junto: fortalecendo cuidado em redes e direitos nas situações de crise em saúde mental
Inscrições: 26/05 a 30/06/2026
Período de oferta: 23/06 a 24/11/2026
Modalidade:  Educação a Distância (EAD)
Carga horária: 120 horas
Nível:  Atualização
Vagas: 15 mil
Público-alvo: profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com foco nos CAPS e leitos de saúde mental em hospitais gerais

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Inscreva-se no curso sobre cuidado em situações de crise em saúde mental

Patricia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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