A Polícia Civil recuperou, nessa quinta-feira (28.5), uma carga de cobre avaliada em R$ 30 mil, que havia sido furtada de uma empresa em Várzea Grande, por um funcionário do local.
O caso teve início durante a tarde, quando um representante da empresa, que atua no ramo de indústria e comércio de equipamentos e peças de cobre, localizada no bairro Santa Isabel, procurou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, para denunciar o furto de uma carga de peças de cobre.
A carga furtada seria remetida a uma obra em Anápolis (GO), mas havia desaparecido do estoque. Diante da denúncia, policiais da Derf-VG deram início às diligências e localizaram a carga na casa de um funcionário da empresa, no bairro Mapim, em Várzea Grande.
O funcionário, que exercia a função de auxiliar de estoque, confessou que esta havia sido a sexta vez que furtava peças de cobre da empresa, e que estava fazendo um salário extra de R$ 2 mil por mês com os furtos.
À delegada Elaine Fernandes, titular da Derf-VG, ele afirmou que praticava os furtos no horário de almoço, por acreditar que seria um momento estratégico, já que grande parte dos encarregados não se encontrava na empresa no referido horário.
O funcionário confessou, ainda, que no mês de abril já havia furtado 40 kg de cobre da empresa e no mês de março também havia praticado um furto.
Além da carga de peças de cobre recuperada nesta quinta-feira (28.05), a equipe policial também apreendeu na residência do funcionário uma bobina com 200 metros de cabo de cobre da empresa e três bobinas vazias, das quais o investigado já havia derretido o cobre e vendido.
“É importante alertar aos empresários que atuam no ramo da comercialização de cobre que a receptação qualificada desse tipo de produto está sendo investigada pela Derf-VG e os representantes das empresas receptadoras serão punidos com o rigor da lei”, afirmou a delegada Elaine Fernandes.
Um homem, de 39 anos, investigado por violência doméstica e familiar foi preso pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (29.5), no município de Juara.
O suspeito foi preso durante ação para cumprimento de mandado de prisão preventiva, decretado pela Justiça pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas de urgência e ameaças praticadas contra a ex-companheira.
As diligências iniciaram em janeiro deste ano, quando a vítima procurou a Delegacia de Polícia de Juara para registrar o boletim de ocorrência de lesão corporal, ameaça e dano, no âmbito da Lei Maria da Penha.
A mulher, de 40 anos, relatou que sofreu agressões físicas, além de ser ter sido ameaçada de morte e ter o seu aparelho celular danificado pelo ex-companheiro após o término do relacionamento. Na ocasião, ela solicitou o pedido de medidas protetivas de urgência deferido pela Justiça.
Mesmo com a determinação judicial proibindo o agressor de se aproximar da vítima, dos seus familiares e testemunhas, manter qualquer forma de contato e comparecer aos locais frequentados pela vítima, o suspeito voltou a praticar condutas intimidatórias.
Conforme o delegado de Juara, Geremias Ferreira de Oliveira, no dia 22 de maio a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar foi acionada pela vítima para atender a ocorrência de descumprimento de medidas protetivas.
“O homem enviou mensagens de áudio aos filhos do casal afirmando que trabalharia até comprar um revólver para matar a ex-companheira e o atual companheiro dela. Em outra mensagem, dirigida à filha menor, utilizou conteúdo de forte impacto emocional, o que causou temor aos familiares”, disse o delegado.
Diante dos fatos e da gravidade das ameaças proferidas, a 1ª Promotoria Criminal de Juara requereu a prisão preventiva do investigado. A ordem judicial foi deferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Juara pelo descumprimento de medidas protetivas e por fazer ameaças utilizando os próprios filhos como instrumento de violência psicológica.
Após o mandado de prisão decretado os policiais civis de Juara efetuaram a prisão do investigado, no bairro Jardim Aeroporto. Em seguida, ele foi conduzido para as providências cabíveis sendo posteriormente apresentado para audiência de custódia ficando à disposição da Justiça.
“A atuação integrada entre os órgãos públicos é fundamental para interromper a escalada da violência e garantir a proteção da mulher. O descumprimento de medidas protetivas constitui crime autônomo e exige resposta imediata do Estado.”, destacou o delegado Geremias Ferreira de Oliveira
A prisão demonstra o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com a proteção das vítimas e o enfrentamento da violência doméstica e familiar.
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