Saúde

Inscrições abertas para curso de epidemiologia aplicada à vigilância em saúde

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Estão abertas as inscrições para o curso “Epidemiologia Descritiva e Estudos Epidemiológicos Aplicados à Vigilância em Saúde”, oferecido pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde (PROFEPI). Gratuita e na modalidade de educação a distância, a formação tem carga horária de 40 horas e oferta contínua.

O curso é voltado a trabalhadoras e trabalhadores da saúde e aborda temas como fundamentos da epidemiologia, análise de dados, indicadores de saúde e estudos epidemiológicos. O objetivo é fortalecer a capacidade dos profissionais para utilizar informações estratégicas na vigilância em saúde e na tomada de decisões baseadas em evidências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destaca que a qualificação permanente dos profissionais é estratégica para fortalecer a capacidade de resposta do SUS aos desafios de saúde pública e aprimorar as ações de vigilância em todo o país.

 “Profissionais capacitados são essenciais para que a vigilância em saúde seja cada vez mais eficiente, integrada e orientada por evidências. Ao investir em formação, ampliamos a capacidade de identificar riscos, prevenir doenças e desenvolver ações que impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida da população brasileira”, afirma.

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Para receber o certificado, os participantes deverão obter aproveitamento mínimo de 70% nas avaliações de cada módulo. 

Serviço

  • Curso: Epidemiologia Descritiva e Estudos Epidemiológicos Aplicados à Vigilância em Saúde
  • Inscrições: A partir de 17 de junho de 2026
  • Modalidade: Educação a distância (EAD)
  • Carga horária: 40 horas
  • Oferta: Contínua
  • Público-alvo: Trabalhadoras e trabalhadores da saúde

Mais informações sobre o curso e outras ofertas de formação podem ser consultadas no PROFEPI.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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