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Bolsas globais despencam com realização no setor de tecnologia; Ibovespa resiste de olho na inflação e nas commodities

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A sexta-feira (26) é marcada por um movimento global de aversão ao risco, com forte realização de lucros nas empresas de tecnologia e inteligência artificial, provocando quedas expressivas nas bolsas asiáticas e pressionando os mercados da Europa e dos Estados Unidos. No Brasil, o Ibovespa demonstra maior resiliência, sustentado pelo desempenho das commodities, pela inflação doméstica mais favorável e pela expectativa de continuidade do ciclo de queda dos juros.

O movimento começou na Ásia, onde investidores reduziram exposição ao setor de tecnologia após o recuo das ações de empresas ligadas à cadeia global de inteligência artificial e semicondutores. A realização de lucros ganhou força depois da forte valorização registrada nos últimos meses.

Entre os principais mercados asiáticos, o índice Nikkei, do Japão, caiu 4,15%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 5,81%, chegando a registrar perdas ainda maiores durante o pregão. Na China, o índice de Xangai (SSEC) perdeu 2,26%, enquanto o CSI 300 caiu 3,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,76%. Taiwan também acompanhou o movimento, com queda de 3,64%, ao passo que a bolsa de Sydney foi uma das poucas exceções, encerrando em alta de 0,18%.

Ações de IA lideram as perdas

Na China, as empresas ligadas à inteligência artificial foram o principal foco das vendas.

O índice CSI Artificial Intelligence recuou 4,6%, enquanto o índice de empresas de comunicação 5G caiu 5,8%. Entre os destaques negativos esteve a Zhongji Innolight, uma das maiores fabricantes mundiais de módulos ópticos, que perdeu mais de 5%.

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As gigantes de tecnologia negociadas em Hong Kong também sofreram forte correção, acumulando queda semanal superior a 7%, refletindo a cautela dos investidores em relação às elevadas avaliações do setor e às dúvidas sobre o ritmo de retorno dos investimentos em inteligência artificial.

Pressão também chega aos mercados internacionais

O sentimento negativo se espalhou para os mercados internacionais após a forte correção das ações de tecnologia em Nova York.

Os futuros das bolsas norte-americanas operam em baixa, enquanto investidores continuam reavaliando o elevado nível de investimento em inteligência artificial e seus impactos sobre as margens das grandes empresas do setor. Ao mesmo tempo, a queda dos preços do petróleo ajuda a reduzir parte das preocupações inflacionárias, mas não foi suficiente para restaurar o apetite ao risco.

Ibovespa acompanha o exterior, mas encontra suporte interno

No Brasil, o mercado abriu em compasso de espera, acompanhando o cenário externo mais adverso. Apesar disso, o Ibovespa futuro apresentou oscilações moderadas, refletindo um ambiente doméstico relativamente mais favorável.

Entre os fatores que sustentam os ativos brasileiros estão a divulgação do IPCA-15 abaixo das expectativas do mercado, que reforça apostas em continuidade da flexibilização monetária, além do desempenho das commodities, importantes para empresas com forte peso no índice.

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O dólar permanece próximo da estabilidade, ao redor de R$ 5,17, em um ambiente de monitoramento constante por parte dos investidores e com atuação do Banco Central contribuindo para reduzir a volatilidade cambial.

Braskem e ações sensíveis aos juros movimentam a B3

Entre os destaques corporativos da sessão, as ações da Braskem figuram entre as maiores quedas após a companhia recorrer à Justiça em disputas envolvendo credores.

Na direção oposta, empresas mais sensíveis ao comportamento da taxa de juros, especialmente dos segmentos de varejo e construção civil, apresentam desempenho relativamente melhor, favorecidas pela leitura mais benigna da inflação e pela perspectiva de redução gradual do custo do crédito.

Cenário segue dependente da tecnologia e da política monetária

Para os investidores, o foco permanece dividido entre a evolução do setor global de inteligência artificial, os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e as decisões dos principais bancos centrais.

No Brasil, além da trajetória da inflação, seguem no radar o comportamento do dólar, dos preços internacionais das commodities e a evolução do cenário fiscal, fatores que devem continuar determinando o humor dos mercados nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja oscila após forte alta em Chicago, mas clima nos EUA, demanda aquecida e dólar sustentam preços no Brasil

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A soja iniciou esta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos expressivos registrados na sessão anterior. O movimento é considerado uma realização técnica de lucros por parte de fundos e investidores, após o mercado avançar quase 2% na quinta-feira (25), impulsionado por fatores climáticos nos Estados Unidos, forte demanda externa e desempenho positivo dos derivados.

Apesar da correção nos contratos futuros, o cenário permanece favorável para a oleaginosa no médio prazo. As atenções seguem voltadas para as condições climáticas no cinturão agrícola norte-americano e para os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados na próxima semana e poderão redefinir as expectativas para a safra 2026/27.

Clima nos Estados Unidos continua sendo o principal fator de sustentação

Na quinta-feira, os contratos futuros encerraram em forte valorização. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,27 por bushel, com alta de 1,69%, enquanto agosto avançou 1,81%, alcançando US$ 11,37 por bushel.

O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, elevando as preocupações sobre possíveis impactos no desenvolvimento das lavouras durante uma fase considerada decisiva para a cultura.

Além do calor intenso, áreas do Meio-Oeste americano continuam apresentando condições de seca moderada, enquanto outras regiões registram excesso de umidade, mantendo o mercado atento à evolução do clima nas próximas semanas.

Exportações fortes e aproximação entre EUA e China reforçam o mercado

Outro fator importante para a valorização observada na sessão anterior foi o desempenho das exportações norte-americanas.

As vendas semanais divulgadas pelo USDA superaram as expectativas do mercado, sinalizando demanda internacional consistente pela soja dos Estados Unidos.

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Também contribuiu para o avanço das cotações a retomada das conversas entre Estados Unidos e China sobre possíveis reduções tarifárias, movimento que alimenta expectativas de fortalecimento do comércio agrícola entre as duas maiores economias do mundo.

Mercado realiza lucros nesta sexta-feira

Após a expressiva valorização da quinta-feira, investidores passaram a realizar parte dos ganhos nesta sexta.

Os contratos mais negociados registravam perdas entre 7 e 8 pontos durante a manhã, com o vencimento julho sendo negociado próximo de US$ 11,20 por bushel e novembro em torno de US$ 11,49.

Os derivados também acompanharam o movimento corretivo.

O óleo de soja liderava as baixas, pressionado pela queda do petróleo, enquanto o farelo devolvia parte da valorização registrada na sessão anterior, quando havia sido impulsionado pelas preocupações envolvendo possíveis paralisações no setor industrial da Argentina.

Mercado aguarda relatórios decisivos do USDA

Além do comportamento climático, os investidores começam a concentrar suas atenções nos importantes levantamentos que serão divulgados pelo USDA na próxima terça-feira (30).

O mercado aguarda os novos dados sobre a área efetivamente plantada da safra norte-americana 2026/27, além dos estoques trimestrais de grãos existentes em 1º de junho.

Os números poderão provocar elevada volatilidade nas bolsas internacionais, dependendo da confirmação ou não das expectativas atuais de oferta.

Brasil mantém preços firmes com apoio do dólar e dos prêmios

Mesmo com a realização de lucros em Chicago, o mercado físico brasileiro continua apresentando sustentação.

A valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade das exportações brasileiras e reduz parte do impacto negativo provocado pela queda dos contratos internacionais.

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Os prêmios de exportação seguem fortalecidos, acima dos 100 pontos em diversos embarques, oferecendo suporte adicional aos preços nos portos e nas principais regiões produtoras.

Na quinta-feira, o Porto de Rio Grande registrou soja cotada a R$ 134 por saca, enquanto Paranaguá também alcançou R$ 134, refletindo um mercado de exportação bastante aquecido.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 132 por saca, enquanto no Mato Grosso do Sul diversas praças registraram novas altas, com destaque para Sidrolândia.

No Mato Grosso, o preço médio semanal atingiu R$ 106,73 por saca, o maior valor nominal registrado em 2026.

Comercialização segue limitada por gargalos logísticos

Apesar da melhora nos preços, a comercialização permanece relativamente lenta em várias regiões produtoras.

Produtores continuam cautelosos diante dos elevados custos de frete, limitações de armazenagem e do elevado nível de endividamento rural.

Os custos logísticos seguem pressionando a rentabilidade, especialmente em estados do Centro-Oeste, onde o transporte até os portos continua onerando significativamente as operações de venda.

Perspectiva

O mercado da soja permanece sustentado por fundamentos positivos, especialmente diante das incertezas climáticas nos Estados Unidos, da demanda internacional consistente e da expectativa pelos próximos relatórios do USDA.

Embora movimentos de realização de lucros sejam naturais após fortes altas, analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias. No Brasil, a combinação entre dólar valorizado, prêmios firmes e bom ritmo das exportações tende a continuar oferecendo suporte às cotações, enquanto produtores acompanham atentamente o cenário internacional para definir novas oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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