Saúde

Governo do Brasil entrega novos hospitais com investimentos de R$ 131 milhões para fortalecer o SUS

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O Governo do Brasil entregou, nesta sexta-feira (3), duas novas estruturas de referência 100% SUS para ampliar a assistência à saúde básica e especializada, com investimentos de R$ 131 milhões em recursos federais, além de anúncios e entregas para fortalecer a atenção especializada. As agendas, realizadas em Garanhuns (PE) e Vassouras (RJ), integraram uma ação interministerial com a participação remota e simultânea do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, a partir de Campinas (SP), também anunciou um conjunto de iniciativas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Garanhuns (PE), foram inauguradas a Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês, e, em Vassouras (RJ), o Hospital Universitário Marco Capute, ampliará a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios.

“Estamos fazendo uma verdadeira revolução no SUS brasileiro. A nossa prioridade absoluta é reduzir o tempo de espera de quem precisa de exames e cirurgias. Esses novos hospitais entregues no âmbito do Agora Tem Especialistas, ampliam a capacidade da rede pública e tornam possível o SUS responder mais rápido às necessidades da população”, afirmou Padilha.

No âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, também foram entregues 150 veículos para fortalecer a rede pública de saúde, sendo 123 destinados a Pernambuco e 27 ao Rio de Janeiro. Além disso, foram anunciados investimentos para ampliar a oferta de procedimentos especializados, qualificar a Atenção Primária à Saúde e fortalecer a formação de profissionais de saúde.

Mais acesso ao diagnóstico do câncer em Pernambuco

Em Pernambuco, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, participou da inauguração da Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, em Garanhuns. A nova estrutura recebeu investimento federal de R$ 73,9 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas. A unidade será referência em assistência oncológica no Agreste pernambucano, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento inicial do câncer, além de reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outras regiões.

“O diagnóstico precoce do câncer é fundamental. E uma unidade com a qualidade, o compromisso, a competência, o carinho e o acolhimento que o Hospital do Amor de Garanhuns vai ter vai ser algo fundamental para poder realizar esse diagnóstico e fazer a diferença nessa região de Pernambuco para o diagnóstico de tratamento do câncer”, afirmou Mozart Sales.

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Com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês — aproximadamente 800 por dia —, a unidade reúne, em um único espaço, diferentes etapas da linha de cuidado oncológico. A população passa a contar com consultas especializadas, mamografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia, biópsias, Hospital Dia para pequenas e médias cirurgias e infusão de quimioterapia. A estrutura também dispõe de 20 leitos destinados à recuperação, observação e administração de quimioterápicos.

Construída em um terreno de 25 mil metros quadrados, com área construída de aproximadamente 3.450 metros quadrados, a unidade foi equipada com mamógrafo digital, tomógrafo, aparelho de ressonância magnética, ultrassons, arco cirúrgico, equipamentos para endoscopia e estações de trabalho para diagnóstico por imagem. O investimento federal na obra e na aquisição dos equipamentos soma R$ 73,9 milhões, integralmente financiados pelo Ministério da Saúde.

A unidade será referência para os 21 municípios da Região de Saúde de Garanhuns. Os pacientes poderão realizar consultas, exames e a confirmação diagnóstica no próprio município e, quando houver indicação de tratamento especializado, serão encaminhados ao Hospital de Amor de Lagarto (SE). A iniciativa fortalece a regionalização da assistência oncológica no SUS, reduz o tempo entre a suspeita da doença e o início do tratamento e amplia as chances de sucesso terapêutico.

Além da inauguração da nova unidade, a agenda contou com a entrega de 123 veículos para 84 municípios pernambucanos: 92 veículos para transporte sanitário eletivo, destinados ao deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos; 17 ambulâncias do SAMU para reforçar a rede de urgência e emergência; cinco ambulâncias para renovação de frota; cinco Unidades Odontológicas Móveis, ampliando o acesso à saúde bucal; três micro-ônibus; e um ônibus para o transporte de pacientes.

O secretário também anunciou a implantação de policlínicas em João Pessoa (PB), Seabra (BA), Açu (RN) e Ceará-Mirim (RN), ampliando a oferta de consultas, exames e atendimentos especializados nessas regiões. Além disso, foi anunciado um novo tomógrafo para o Hospital Universitário de Lagarto (SE), reforçando a capacidade de diagnóstico por imagem da unidade.

Rio de Janeiro fortalece assistência especializada e Atenção Primária

No Rio de Janeiro, o diretor do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, participou da inauguração do Hospital Universitário Marco Capute, em Vassouras, unidade 100% SUS que amplia a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios da região Centro-Sul Fluminense. A entrega integra o programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil para reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados no SUS.

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Foto: Elisa Motta/MS

“O hospital representa mais exames, cirurgias e tratamento de ponta para os brasileiros no SUS. Faz parte do Agora Tem Especialistas, criado para enfrentar os desafios estruturantes do sistema de saúde e acelerar diagnóstico e tratamento, porque quem está na fila tem pressa, e nós também, por isso, entregamos mais uma unidade de saúde que ampliará os serviços especializados no SUS”, ressaltou o diretor do programa Agora Tem Especialistas.

O novo hospital conta com 429 leitos, sendo 90 de UTI, dez salas cirúrgicas e estrutura para atendimento em oncologia, cardiologia, cirurgia cardiovascular, hemodiálise, hemodinâmica, eletrofisiologia, traumato-ortopedia e saúde materno-infantil. Além de ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade, a unidade fortalece a formação de profissionais de saúde por meio de programas de residência médica e multiprofissional.

As entregas no estado somam R$ 57,1 milhões. Além do novo hospital, foram destinados 27 veículos no âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, sendo 17 ambulâncias do SAMU, cinco ambulâncias para renovação de frota e cinco Unidades Odontológicas Móveis. Os investimentos reforçam a rede de urgência e emergência, renovam a frota do SUS e ampliam o acesso à assistência odontológica em municípios com maior dificuldade de acesso aos serviços.

A agenda também reforçou a Atenção Primária à Saúde com a entrega de equipamentos e insumos para qualificar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Foram distribuídos 2.918 kits para UBS, 115 equipamentos de saúde bucal, 28 fluxos digitais para modernização dos serviços, 43 kits para equipes do Consultório na Rua, 39 kits para equipes de Atenção Primária Prisional, 41 unidades móveis para atendimento à população em situação de rua, 93 kits para avaliação do desenvolvimento infantil e 36.338 implantes contraceptivos Implanon, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo e fortalecendo o cuidado nos territórios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde leva à ONU experiências do SUS sobre menopausa e doenças raras

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O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23), em Nova York, nos Estados Unidos, experiências do Sistema Único de Saúde (SUS) na integração do cuidado à menopausa à Atenção Primária à Saúde (APS) e na organização da atenção às pessoas com doenças raras, com ações que incluem rede especializada, triagem neonatal e sequenciamento genético para ampliar o diagnóstico. As iniciativas foram apresentadas pelo secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, em dois eventos paralelos à Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Na primeira agenda, intitulada “Do Local ao Global: Acelerando a Pesquisa, as Políticas e o Cuidado na Menopausa”, o debate abordou caminhos para integrar de forma permanente a atenção à menopausa aos sistemas de saúde, com foco na Atenção Primária à Saúde (APS), além da necessidade de ampliar pesquisas, qualificar profissionais e fortalecer políticas públicas sobre o tema.

Massuda destacou o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde (APS) na incorporação desse cuidado ao SUS. Por ser a principal porta de entrada do sistema, a APS permite acompanhar as mulheres de forma contínua nos territórios, articulando promoção da saúde, prevenção, identificação de necessidades, atenção clínica e encaminhamento para outros serviços da rede, quando necessário.

“O cuidado equitativo exige reconhecer as diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres e responder às suas necessidades de forma integral e centrada na pessoa. Isso significa também superar a histórica invisibilidade dessas necessidades sem transformar um processo fisiológico em doença”, afirmou Massuda.

Segundo o secretário-executivo, ampliar esse cuidado também significa reconhecer que as mulheres vivenciam a menopausa de maneiras diferentes e que as respostas do sistema de saúde precisam considerar essas particularidades. A atenção deve integrar orientação sobre hábitos de vida saudáveis, saúde mental, autocuidado e tratamentos adequados, quando indicados, sem transformar um processo fisiológico em doença.

Entre as iniciativas em desenvolvimento no Brasil, Massuda destacou ações de formação de profissionais, a elaboração de orientações nacionais para o cuidado durante a transição menopausal e a menopausa e iniciativas de disseminação de boas práticas no SUS. O objetivo é fortalecer a capacidade da rede de oferecer informação, acolhimento e cuidado adequado às necessidades das mulheres.

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O secretário-executivo também ressaltou que o avanço dessa agenda depende da atuação conjunta do Ministério da Saúde, estados e municípios, gestores e trabalhadores do SUS, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas e das próprias mulheres. Para Massuda, informação qualificada, autonomia e participação nas decisões sobre o próprio cuidado são elementos essenciais para uma atenção integral e equitativa.

Doenças raras e cobertura universal

Na sequência da programação, Massuda participou do evento “Da Política ao Impacto: Avançando na Cobertura Universal de Saúde por meio de Ações em Doenças Raras”, organizado pela Rare Diseases International (RDI). O encontro reuniu representantes de governos, organizações da sociedade civil, pessoas que vivem com doenças raras e outros atores da saúde global para discutir como transformar compromissos internacionais em ações concretas de diagnóstico, cuidado e acesso a tratamentos.

Durante o encontro, o secretário-executivo defendeu que as pessoas com doenças raras estejam plenamente incluídas nas estratégias de cobertura universal de saúde. Para o Brasil, essa inclusão exige sistemas capazes de garantir diagnóstico oportuno, cuidado contínuo e acesso equitativo às tecnologias e aos tratamentos disponíveis.

“Para o Brasil, as doenças raras são parte integrante da cobertura universal de saúde. Nossa experiência mostra que torná-las uma prioridade global deve caminhar junto com sistemas de saúde capazes de oferecer diagnóstico oportuno, cuidado contínuo e acesso equitativo ao tratamento”, afirmou Massuda.

O Brasil conta, desde 2014, com uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no SUS. Atualmente, a rede especializada reúne 60 serviços habilitados, que atuam na atenção e no acompanhamento de pessoas com diferentes condições raras.

Massuda também destacou os investimentos brasileiros em diagnóstico precoce e de precisão, incluindo o Programa Nacional de Triagem Neonatal e a implementação do Sequenciamento Completo do Exoma na rede pública. O exame permite investigar alterações genéticas associadas a diferentes doenças e pode contribuir para reduzir a chamada jornada diagnóstica enfrentada por pacientes e famílias.

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Outro eixo abordado foi o acesso às terapias inovadoras e o desafio de conciliar a incorporação de novas tecnologias com a sustentabilidade dos sistemas universais de saúde. Entre as estratégias adotadas pelo Brasil estão mecanismos de compartilhamento de risco para o acesso ao Zolgensma, utilizado no tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), além de iniciativas de desenvolvimento clínico, transferência de tecnologia e fortalecimento da produção nacional.

No cenário internacional, Massuda reafirmou a disposição do Brasil de compartilhar experiências e ampliar a cooperação, inclusive por meio da cooperação Sul-Sul, em áreas como triagem neonatal, organização das redes de cuidado e acesso a tecnologias.

A discussão ocorre em um momento de avanço da pauta no cenário global. Em 2025, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a primeira resolução da Organização Mundial da Saúde dedicada às doenças raras, reconhecendo o tema como uma prioridade de saúde global e determinando a elaboração de um plano de ação global para os próximos dez anos.

HIV/aids

Ainda nesta quarta-feira (23), Massuda também participou do evento “Liderança Africana e Produção Regional de Medicamentos de Ponta para Aids e Outras Pandemias”, promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). No encontro, o Brasil defendeu a ampliação do acesso a medicamentos, o fortalecimento da produção regional de tecnologias de saúde e compartilhou a experiência brasileira na resposta ao HIV/aids, baseada no SUS, na oferta universal e gratuita de medicamentos e na participação da sociedade civil.

As agendas integram a participação do Ministério da Saúde na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. A programação da pasta em Nova York segue até sexta-feira (25), com debates sobre diferentes desafios da saúde global e o fortalecimento da cooperação internacional. 

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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